Tudo sobre calvície

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Complicações da calvície

Atualmente, no mundo, cerca de 30% dos homens a partir dos 30 anos de idade, e 10% das mulheres na mesma faixa etária sofrem com a alopecia androgenética (calvície), que embora não cause desequilíbrio orgânico, e não se agrave podendo levar à morte, pode trazer complicações de caráter psicológico, principalmente em relação à autoestima, por isso cada vez mais pessoas procuram saber sobre métodos eficazes de tratá-la.

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Mecanismos de ação da calvície

Os mecanismos de ação envolvidos na calvície estão relacionados principalmente à uma enzima chamada de 5-alfa-redutase, que tem a importante missão de transformar testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), cujo aumento também está relacionado à hiperplasia prostática (aumento da próstata) e até mesmo ao câncer de próstata. Certo remédio para tratar a calvície foi descoberto enquanto testado no tratamento da hiperplasia de próstata.

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A DHT é muito mais potente que a testosterona, assim em casos nos quais os níveis de testosterona estejam muito baixos, a DHT acaba fazendo o mesmo efeito, porém com menor quantidade, servindo assim para reequilibrar o balanço hormonal. Os genes do indivíduo podem levar a uma produção exacerbada de 5-alfa-redutase, e, por conseguinte, de DHT, e assim maior será a queda de cabelo.

Quando a DHT entra em contato com as células do bulbo capilar, ela interrompe a fase anágena do ciclo capilar e antecipa a telógena (em que os fios caem), podendo, inclusive, levar à quenógena (em que o folículo fica inerte, não nasce cabelo, porém, as células foliculares não estão mortas).

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Em alguns casos ocorrem processos inflamatórios associados à alopecia, dessa forma, os mediadores pró-inflamatórios acabam alterando ainda mais o metabolismo das células, matando-as, e assim o ciclo capilar acaba ficando fora de compasso, então os fios de cabelo não nascem e surgem áreas de rarefação.

A alopecia androgenética tem causas multifatoriais, muitas vezes os vasos sanguíneos podem estar comprometidos ou muito finos, e assim não transportam com tanta eficiência nutrientes e oxigênio para os bulbos capilares.

Padrões distintos de calvície em homens e mulheres

Nos homens há perda considerável de cabelo nas entradas do couro cabeludo e no vértex (coroa capilar), e nas mulheres a queda ocorre de maneira difusa, afetando praticamente todas as áreas da cabeça – no entanto, algumas poucas mulheres apresentam padrão de calvície masculino –, por isso em grande parte dos casos o transplante capilar é inviável em mulheres, já que não há área segura para extrair os folículos para serem transplantados.

Não necessariamente porque o pai é careca, o filho será, e nem porque um filho é careca, o outro também será, mas se o pai e/ou a mãe tem calvície, os filhos terão maior probabilidade de tê-la, por isso é interessante procurar um especialista para investigar se o problema existe.

Tratamentos

Atualmente há diversos métodos terapêuticos para a calvície, como com administração de minoxidil, finasterida e dutasterida, uso de saw palmetto, prostaglandinas – como a bimatoprosta e a latanoprosta –, melatonina, adenosina, biotina, alguns suplementos multivitamínicos, além de procedimentos pouco invasivos realizados em consultório e o cirúrgico (transplante capilar).

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).