Tudo sobre acne

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Acne acomete jovens e adultos

A acne deve-se a alterações hormonais, que resultam em excesso de sebo produzido pelas glândulas sebáceas, e à presença da bactéria Propionibacterium acnes. Geralmente, ela manifesta-se na adolescência, mas também pode ocorrer na fase adulta.

Fatores que influenciam no desenvolvimento da acne

Não se conhecem exatamente todas as causas que desencadeiam a acne, mas podem-se citar herança genética e alterações hormonais. Deve haver também outros fatores, mas ainda estão em estudo.

Fator genético

Uma das razões da acne é o excesso de produção de gordura sebácea, característica genética.

Classificação da acne

A acne classifica-se em graus de 1 a 5. O 1 corresponde aos cravos brancos ou pretos, também chamados de comedões.

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80% dos jovens e 50% dos adultos têm espinhas, mais frequentes nos homens.

A acne não é apenas um problema estético, mas também de saúde, afinal, se inflamar profundamente, pode provocar sérias complicações, como febre, e abrir caminho para uma infecção com cicatrizes mais evidentes.

Quando o indivíduo apresenta apenas manchas ou cicatrizes causadas por espinhas, é preciso primeiramente analisar o tipo: se marrom, indicam-se peelings; para cicatrizes avermelhadas e profundas, o laser é a melhor opção.

Causas da acne

Predisposição genética

Uma das causas dela é a predisposição genética. Se o pai ou a mãe a tiveram na adolescência, provavelmente os filhos também a terão.

Ação hormonal

A acne desenvolve-se em virtude dos hormônios andrógenos e da testosterona, que se formam a partir da adolescência com o crescimento de pelos e estimulam a glândula sebácea do folículo pilossebáceo.

Acne vulgar

A idade hormonal da acne vulgar ocorre pela ação de hormônios, como os andrógenos e a progesterona. Esses hormônios se elaboram nos óvulos, testículos e glândulas suprarrenais durante a adolescência e levam ao aumento da acne.

O processo que leva à acne resulta de uma alteração na unidade pilossebácea, constituída pela glândula sebácea (responsável pela criação de óleo da pele) e o pelo. De acordo com a tendência genética, aumenta a secreção sebácea, que também se torna mais queratinosa, o que dificulta a saída do pelo. Secundariamente sucede uma colonização por bactérias, que encontram, naquele local, ambiente propício para se proliferar, o que culmina em inflamação e acne.

A intensidade dessa reação é variável. Pode-se ter a acne inflamatória chamada conglobata, caracterizada por nódulos dolorosos, ou mais leve, mas ela decorre exclusivamente de uma modificação da glândula sebácea por fatores genéticos, e não de sujidade no sangue, conforme pensam alguns.

Para amenizar peles excessivamente oleosas, adote produtos voltados para esse tipo e tome cuidado com o protetor solar, que, quando muito oleoso, pode complicar a situação.

Relação entre a alimentação e a acne

A alimentação é outro fator importante em relação à acne.

A qualidade dos nutrientes que a pessoa consome ou não interfere no aparecimento da acne.

Existem alguns nutrientes que combatem as espinhas, como a vitamina C, um antioxidante presente em frutas cítricas, como limão, acerola e laranja. Outro nutriente é o zinco, um mineral encontrado nas castanhas. Existe um mito de que as castanhas provocam espinhas, mas na verdade são vários fatores que provocam e o alimento somente influencia. Existem produtos refinados que podem atrapalhar ou acentuar. Deve-se lembrar que alimentos são diferentes de produtos. Produtos refinados e produtos ultraprocessados, que contêm conservantes, acidulantes e corantes, podem acentuar o aparecimento de espinhas.

Deve-se ter muito cuidado e parcimônia ao afirmar que determinado alimento provoca acne.

O mito do chocolate é muito interessante. O chocolate branco é o mais querido, principalmente pelas mulheres e adolescentes, porém não é chocolate – ele é feito da manteiga do cacau. O chocolate como cacau é benéfico, pois é um fitoterápico. Pode-se consumir chocolate amargo ou meio amargo. Porém, as pessoas consomem chocolate ao leite ou chocolate branco, muito ricos em gordura e açúcar, dois nutrientes que acentuam a acne.

O suplemento alimentar é muito perguntado nos consultórios. Há relatos de pessoas que, ao começarem a usar suplementos, começaram a ter espinhas nas costas e tiveram as espinhas na face acentuadas. A palavra suplemento vem de “suprir a necessidade de”. Se a pessoa não precisa suprir uma necessidade, está havendo um excesso. O excesso desregula o organismo. Deve-se ter cuidado com alguns tipos de suplemento com determinados nutrientes. Se a pessoa já tem predisposição a ter acne, o excesso de proteína ou de açúcar pode acentuá-las, então deve-se ter cuidado.

É importante entender um pouco mais sobre a alimentação, pois às vezes pequenas mudanças fazem grandes diferenças.

Prevenção da acne

Para prevenir a acne, pode-se evitar os agentes comedogênicos, entre eles as maquiagens e agentes que contêm muito óleo na sua composição, evitar o estresse (que também piora a acne), evitar o uso de medicações sem a prescrição médica contendo hormônios e corticoides (que também podem piorar a acne) e evitar também o abuso do sol, pois além de aumentar a glândula sebácea, o sol aumenta a produção de sebo e acaba piorando a acne.

É possível tratar todos os tipos de acne. Quando a acne estiver incomodando, a pessoa deve procurar um médico.

O tratamento precoce pode melhorar a qualidade de vida e a autoestima da pessoa.

Acne da mulher adulta

A acne da mulher adulta, comum, ocorre em pacientes que apresentavam pouca ou nenhuma acne, e começam a ter aumento dela a partir dos 25 anos.

Ela geralmente se manifesta no mento, no pescoço, no queixo, também no peitoral e nas costas, não muito na testa, essa geralmente ocorre em quem usa o cabelo sobre a testa e tem oleosidade excessiva no couro cabeludo, o que piora a acne.

Há quem relate não poder usar hidratante, base ou protetor solar, e precisa usar produtos específicos, caso contrário tem muitas espinhas.

Manchas e cicatrizes são os grandes vilões da acne da mulher adulta, e chegam até a causar depressão.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).