Tricotilomania

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O que é?

Na tricotilomania – que vem de “trix” (cabelo) e “tilo” (arrancar), ou seja, “mania de arrancar os cabelos” – a pessoa tem um impulso irresistível de arrancar os cabelos, que traz alívio para alguma sensação desagradável que apresente. Isso se repete, transformando-se um transtorno, e em alguns casos se torna compulsivo, fazendo parte do espectro do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

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Causas

As causas da tricotilomania são desconhecidas, mas sabe-se que existe uma susceptibilidade genética envolvida, anormalidades envolvendo a serotonina e a dopamina, e que pessoas com esse problema têm angústia e procuram aliviá-la arrancando os próprios cabelos. Esse transtorno foi descrito em 1889, por um dermatologista francês, mas desde a antiguidade existem relatos deste comportamento.

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Incidência

Apesar de ter ficado um bom tempo sem pesquisas, a tricotilomania vem chamando atenção nas últimas décadas, pois a prevalência chega a 1 a 3% da população, acometendo mais mulheres. A maioria das pessoas que sofre não demonstra que tem o problema, e acaba escondendo a alopecia no couro cabeludo ou em qualquer outra região do corpo.

Geralmente os afetados pelo transtorno tem predileção por arrancar os cabelos, mas também podem tirar os pelos das sobrancelhas, das regiões púbicas, axilares e os cílios. Muitos não procuram ajuda e, quando percebem, têm um problema grave.

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Quem pode ter tricotilomania?

A tricotilomania pode acometer crianças, adolescentes e adultos. Em crianças na faixa etária de 6 a 13 anos, geralmente são casos mais leves, que remitem sem nenhum ou pouco tratamento. Quando acontece na adolescência ou início da vida adulta, geralmente é uma condição mais crônica e severa, relacionada com transtornos psiquiátricos, como ansiedade, depressão, TOC, síndrome de tourette, etc. É importante uma avaliação detalhada para se ter um diagnóstico dentro de outros transtornos associados com esse quadro e indicar o tratamento mais adequado.

Mais vícios

Metade das pessoas com tricotilomania têm outros vícios, que podem envolver a onicofagia (hábito de roer as unhas) ou a tricofagia (hábito de engolir o cabelo). Isso pode trazer problemas sérios, como o tricobezoar intestinal, um bolo de cabelo que obstrui o trato intestinal, podendo ser necessária cirurgia.

Há relatos de pessoas que se sentem bem arrancando os cabelos que estão fracos. Quando o hábito começa a se tornar repetitivo, associado a um momento desagradável de ansiedade e estresse, é sinal de que é necessário procurar algum tipo de tratamento.

Há relatos de uma mãe cuja filha arranca os cabelos e depois tenta esconder isso, pois tem vergonha. Há relatos de uma pessoa que é ansiosa, tem mania de puxar os pelos da sobrancelha e não consegue parar. O fato de não procurar ajuda médica tende a cronificar o problema.

Tratamento da tricotilomania

A combinação do tratamento psicoterápico com o psicofarmacológico traz bons resultados. A medicação ajuda a controlar a impulsividade. Existem também várias terapias para o acompanhamento desses casos, desde comportamentais, psicanalíticas e de reversão de hábito.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).