Tratamentos clínicos para a calvície funcionam?

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Alguns pacientes indagam que tomaram os remédios e aplicaram as loções diariamente no couro cabeludo e não tiveram resultados. Essa frustração é comum. O tratamento clínico funciona, mas visa preservar os cabelos, retardar o avanço da calvície, e não restaurar uma áreas calvas. À medida que a calvície se desenvolve, as raízes são absorvidas pelo organismo, elas desaparecem, e a partir desse momento não vai mais crescer cabelo nessa região porque simplesmente não existe mais unidades foliculares ali, e não há o que tratar ali.

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O tratamento clínico age nas unidades foliculares propensas à calvície mas que ainda estão presentes na cabeça, retardando o aparecimento da calvície. Começa-se a notar que o tratamento clínico está funcionando cerca de quatro a seis meses depois de iniciado, para se restaurar uma área de calvície já estabelecida, onde não tem mais raízes, só há um jeito: levar nossas raízes para lá, e isso só se consegue com o transplante capilar, porém, mesmo que se faça ele, vale muito a pena manter o tratamento clínico em paralelo, pois há dois tipos de raízes na região da calvície, as transplantadas (que não possuem genética para calvície) e as que já existiam lá previamente ao transplante (essas podem ser propensas à calvície, e serem perdidas com o passar do tempo), e o tratamento clínico serve para preservar estas por mais tempo.

Quem faz o tratamento clínico em paralelo com a cirurgia costuma ter melhores resultados.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).