Tratamento para menopausa

Pré-menopausa e menopausa

Todas mulheres que chegam à senilidade passam pela pré-menopausa e a menopausa, algumas com mais qualidade de vida, outras menos.

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A menopausa se caracteriza pela ausência de menstruação durante 1 ano. Na pré-menopausa a menstruação começa a falhar: ela ocorre normalmente durante 2 meses, falha durante 3 meses, e isso alterna.

Nesse período, geralmente começam a ocorrer os fogachos, a mulher tem prejuízo do sono, queda da libido, ressecamento das mucosas – principalmente da genital, causando dor na relação sexual –, queda de cabelo e vulnerabilidade emocional.

Na pré-menopausa e na menopausa, a mulher tem que estar em dia com o exame preventivo, com a mamografia, com a densitometria (para verificar o estado dos ossos e saber se estão comprometidos) e com os exames de sangue – inclusive de colesterol, triglicerídeos, tireoide, vitamina D, cálcio e zinco.

É importante que a mulher converse com um médico para que ele avalie o histórico e os exames dela e que direcione o tratamento de maneira individualizada, o que é fundamental para melhorar os sintomas.

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Uma mulher relata que com homeopatia, caminhada e exercícios, passou bem pela menopausa.

Hábitos de vida na menopausa

A menopausa não deve ser considerada um declínio da vida, mas a oportunidade de uma nova fase, na qual as pacientes devem priorizar a procura de médicos, fazer exames rotineiros, manter atividades físicas diárias e uma dieta equilibrada, sem massas, gorduras e doces. Além disso, devem abolir o tabagismo e controlar a ingestão de bebidas alcoólicas.

Muitas mulheres nessa fase da vida estão separadas e não utilizam preservativos durante o ato sexual, correndo risco de contrair HPV, HIV e hepatite-C.

Não só adolescentes, mas mulheres que estão iniciando uma nova vida sexual também podem receber vacinas contra hepatite-B e HPV, e devem fazer sexo seguro, com camisinha.

Uso de hormônios na menopausa

Com 45 anos e menstruação regular, teoricamente não há necessidade de fazer uso de medicamento, pois a mulher está ovulando normalmente. A partir do momento em que algo começa a falhar, ela deve procurar um médico, que irá pedir uma requisição com dosagem hormonal e indicar se há necessidade de reposição hormonal.

O uso de hormônios na transição menopausal (acima dos 40 anos) ou após a menopausa (acima dos 50 anos) se baseia em estudos.

A mulher que tem ondas de calor decorrentes do declínio hormonal deve usar medicamentos para atenua-las.

Esses fogachos são desconfortáveis, porque as mulheres evoluem com insônia e no dia seguinte estão irritadas. Inclusive, há estudos que indicam que eles interferem na capacidade de memorização.

As mulheres que têm atrofia da mucosa vaginal, o que lhes afeta a vida sexual, devem fazer uso de hormônio local.

A administração de hormônios não é para todas as mulheres, mas para um grupo de sintomáticas com ondas de calor ou com secura vaginal. A terapia de reposição hormonal também pode melhorar a condição das mulheres que sofreram perda da massa óssea.

Reposição hormonal após AVC

O AVC é um distúrbio de coagulação, em que se dá a formação de trombos. A reposição hormonal faz com que a capacidade trombogênica aumente e, na maioria das vezes, o AVC é contraindicação para ela.

Efeitos colaterais

Os maiores medos das mulheres em relação à reposição hormonal são os efeitos colaterais, como câncer, embolia e trombose.

Nenhum medicamento, para qualquer patologia, pode ser administrado sem exames. Isso não é diferente na menopausa ou na pré-menopausa.

A reposição hormonal não evita que a mulher tenha dores de cabeça, que ela caia e frature algum osso, etc, ou seja, a mulher pode ter câncer tomando ou não os hormônios.

Para concluir que a mulher terá que tomar um medicamento, analisa-se o histórico médico dela e faz-se uma avaliação científica.

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CRM: 81139. Médico Ginecologista e Obstetra da Notre Dame Intermédica (2013-atual). Médico Ginecologista do Complexo Hospital Edmundo Vasconcelos (2012-atual). Coordenador da Clínica Ginecológica Hospital Dom Antonio de Alvarenga (2008-atual). Médico Ginecologista da Prefeitura Municipal de Mauá (2002-atual). Médico Ginecologista da Unidade Básica de Saúde Vila Oratório (1999-2011). Médico Ginecologista e Obstetra da Organização Mogiana de Educação e Cultura (1998-2000). Médico plantonista do Pronto Socorro Municipal de Pindorama (1995-1996). Médico plantonista da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mauá (1997-2003). Professor da USC Centro Universitário São Camilo (2015-atual). Residência médica pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (1997-1998). Residência médica em Obstetrícia e Ginecologia pela Faculdade de Medicina de Catanduva (1995-1997). Graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Amazonas (1989-1994).