Tipos de espinhas

Atualizado em:

PUBLICIDADE


Graus de acne

A acne processa-se por comedogênese ou acnegênese. Aquela não é inflamatória; esta abrange inflamações de vários graus.

A comedogênese é o processo pelo qual se amplia o sebo na glândula sebácea do folículo piloso.

Por meio dos hormônios, essa glândula sebácea, estimulada, cresce. Como o adolescente não higieniza a pele todos os dias como deveria, tampa-se o orifício dela e aumenta-se a produção de sebo, que não consegue sair e constitui, assim, a chamada acne de grau 1, não inflamatória.

O grau 1 corresponde aos cravos pretos que normalmente se extinguem com cremes, ácidos, sabonete específicos e limpeza de pele.

PUBLICIDADE


No 2, além dos cravos, há algumas espinhas vermelhas, amenizadas com peelings. Antibióticos durante três ou quatro meses também proporcionam bons resultados.

O 3, além das espinhas vermelhas, exibe outras, internas e mais inflamadas e doloridas, mas solucionadas com antibióticos.

O 4 caracteriza-se pela união de diversos nódulos atenuados apenas com isotretinoína, o que não significa que ela seja utilizada exclusivamente em circunstâncias mais graves. Na verdade, todos os pacientes que não melhoraram com outras terapias podem usá-la.

Acne adulta

Em qualquer idade, os mesmos fatores provocam a acne, porém, na adulta, os hormonais exacerbam esse quadro, que, alterado de forma abrupta, atinge a forma aguda por vezes em pessoas em quem nunca se manifestou.

A acne da mulher adulta (após os vinte e cinco anos em quem até então nunca a teve) ataca aproximadamente 8% do público e normalmente redunda de ovário policístico.

Acne cosmética

Determinados filtros solares, por serem muito oleosos, podem desencadear a chamada acne cosmética. Assim, quem tem pele excessivamente oleosa deve usar oil free ou gel creme. A embalagem do produto traz os componentes e o fator de proteção.

Acne pápulo-pustulosa

Quando esse orifício se rompe, as bactérias Propionibacterium acnes entram na pele e comem o sebo, o que ocasiona inflamação porque o sistema de defesa, por intermédio dos mastócitos, faz a fagocitose, ou seja, ingere as bactérias para extinguir a proliferação delas, e elas morrem.

É por isso que, na acne de grau 2 para 3 (pápulo-pustulosa) já existe inflamação. Essa acne está morrendo pelo mecanismo de defesa do corpo e o indivíduo já apresenta esse pus, chamado pústula.

Acne gestacional

A pele pode ficar mais bonita durante a gestação, mas também pode piorar.

Acne nódulo-cístico

O próximo grau é o da acne nódulo-cística, com processo inflamatório maior e presença de pápulas, pústulas, nódulos e, por vezes, cistos. A pele fica mais dolorida e inflamada.

Não se deve tocar nessa pele sem entendimento clínico, ou seja, com a unha, porque a mão e o rosto têm muitos microrganismos. Quando se coça, cutuca e retira a pústula, sem querer se acirra esse processo inflamatório porque o corpo, que continua mandando células de defesa para matar esses micróbios, dá continuidade a esse estágio da acne e agrava a situação.

Acne conglobata

A acne conglobata é ainda pior. Dolorida, pode até acarretar cicatriz.

Acne fulminans

O último grau de acne é o 5: a fulminans, a mais terrível. Comumente, aflora, com erupções. Normalmente vem acompanhada de muita dor e febre no local.

Como tratar os variados tipos de acne

Os esteticistas podem trabalhar a acne de grau 1, comedogênica (com comedões, cravos abertos e fechados) e a pápulo-pustulosa.

A nódulo-cística, a conglobata e a fulminans, só dermatologistas podem tratá-las, com medicamentos   como a minociclina, a tetraciclina e a isotretinoína.

Ao avaliar o paciente, o dermatologista determinará se a acne advém de influência genética, de má alimentação (chocolate ou gordura em excesso, por exemplo) ou se está simplesmente ligada à puberdade. Como muitas universidades e faculdades oferecem consultas gratuitas para a comunidade local, pessoas sem recursos para pagar consulta devem procurar uma dessas instituições de ensino e pesquisa.

Tipos de cravos

O cravo, ou comedão, é o acúmulo de secreção sebácea na glândula e pode ser aberto ou fechado. O preto (aberto) deve essa cor ao fato de essa matéria no interior da glândula entrar em contato com o ar e oxidar, já o fechado não sofre essa influência e identifica-se por pequena protuberância.

Não se pode dizer que seja mais fácil o fechado, no futuro, se transformar em acne, que se determina somente pelo aspecto do material sebáceo e a capacidade de proliferação das bactérias na pele, particularmente a Propionibacterium acnes, que, natural na epiderme, se multiplica em condições propícias, segundo a predisposição de cada um.

Tratamentos para acne

Quando a pessoa tem graus mais avançados de acne, deve partir para outros tratamentos. Existe uma série de géis secativos que podem ser usados para acne grau 2, para grau 3 já é necessário usar antibiótico via oral ou um anti-inflamatório. Para acne de grau 4, existe um medicamento chamado isotretinoína, que atrofia a glândula sebácea.

O tratamento é escolhido baseado no tipo de acne que o paciente tem.

A acne grau 1 tem uma boa melhora com limpeza de pele, com sabonetes específicos ou um ácido durante a noite.

Para a acne grau 2, que tem espinhas inflamadas, o paciente precisa utilizar antibióticos via tópica (via creme) para conter essa inflamação.

Em casos de acne grau 3, em que as espinhas são internas e doloridas, ou mesmo a acne grau 4, em que essas espinhas estão todas confluentes, todas agrupadas, é necessário tomar antibiótico via oral ou até mesmo medicações a base de isotretinoína.

Muitas pessoas conhecem essa substância pelo nome de Roacutan, Acnova ou Isoface. São substâncias que são seguras se utilizadas conforme orientação médica, e que podem dar um resultado definitivo – pelo menos em 70% dos casos. O ideal é evitar a automedicação e procurar o tratamento logo no início, reduzindo as chances de formação de cicatrizes, de formação de manchas, e evitando que a acne mude de grau – ou seja, fique cada vez mais grave.

Artigo anteriorRoacutan
Próximo artigoTratamento para espinhas
CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).