Síndrome pós finasterida: mito ou verdade?

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O que é a síndrome pós-finasterida?

Trata-se de um termo usado para pacientes que interromperam o uso da finasterida e que reportam efeitos colaterais persistentes na esfera sexual, mental e física.

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São necessários mais estudos para comprovar a existência dessa síndrome, que ainda não é considerada uma entidade clínica. Até então não foram realizados trabalhos clínicos embasados em critérios científicos, para isso o estudo deve ser randomizado, ter uma amostra variada e dispor de um grupo que use a medicação e outro que use um placebo – sem que nem os pacientes nem os médicos que deles tratem saibam a qual grupo pertence o paciente. Isso foi feito, por exemplo, para comprovar a eficácia da finasterida no tratamento da calvície masculina. Acima de 90% dos homens que utilizam a droga tiveram resultados significativos, dessa porcentagem, 48% apresentaram crescimento capilar visível, tanto a olho nu, quanto em fotografias e na contagem dos fios, e 42% apresentaram estabilidade da calvície – que deixa de progredir.

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No grupo controle (aquele que usou placebo), 6% reportou crescimento capilar, 19% estabilidade da calvície, e 75% piora dela.

Não existe nenhum estudo feito dessa forma (com controle), comprovando a existência da síndrome pós-finasterida.

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O filho de um médico americano apresentou sintomas de depressão severa na época em que estava usando finasterida, e parando o uso dela, os sintomas não melhoraram. O pai, juntamente com outro médico, criou a fundação da síndrome pós-finasterida, cujo site descreve que se trata de uma organização que tem por foco aumentar a conscientização geral da população sobre os efeitos colaterais dessa droga.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).