Sexo na menopausa

Diminuição da libido

Todas as mulheres passarão pela menopausa, que pode ser acompanhada de calores pelo corpo, suores noturnos, falta de libido, alterações de humor, queda de cabelo, etc.

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Porém, cerca de 10% das mulheres têm menos sintomas.

A libido expressa a vontade para ter relações sexuais. Existem mulheres que têm esse desejo, mas têm dificuldades no orgasmo ou na penetração, por exemplo.

Muitos fatores influenciam na libido, e as mais frequentes são as medicações. Muitas mulheres tomam principalmente nessa faixa etária, antidepressivos, e a grande maioria deles aumenta a serotonina, neurotransmissor que aumenta a euforia e é ruim para o sexo.

A grande maioria das mulheres relaciona à falta de apetite sexual apenas ao hormônio masculino. Por isso, acreditam que se usarem testosterona terão maior libido, o que não é verdade. A testosterona é importante, mas é um dentre outros fatores que afetam a libido.

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Não adianta repor testosterona sem avaliação prévia, pois isso pode aumentar o colesterol, a pilificação, a acne, além de piorar pré-diabetes ou hipertensão arterial.

A testosterona é indicada quando há deficiência dela e não há nenhuma contraindicação. Essa relação precisa ser avaliada, não se deve tomar testosterona por conta própria ou porque uma amiga ou personal trainer “prescreveu”.

Vida sexual durante a menopausa

Muitas vezes a paciente fica constrangida de levar problemas da vida sexual dela ao consultório.

Se esses problemas não forem trazidos à tona, é papel do médico pesquisar e perguntar como está a vida sexual da paciente, porque a queda do nível hormonal tem implicações físicas claras. A lubrificação vaginal diminui, então as relações sexuais passam a ser mais dolorosas e mais desconfortáveis, e isso costumeiramente faz com que a paciente passe a evitá-las.

Isso é somado ao fato de que a falta dos hormônios faz com que a vontade de ter relações seja diminuída.

A mulher também pode estar psicologicamente fragilizada com o diagnóstico da menopausa precoce.

Normalmente, o ginecologista consegue abordar essas dificuldades de maneira adequada.

A menopausa é um momento de transição. Quando ela vem precocemente, o médico trabalha a parte hormonal da mulher, e ela volta a ter uma vida praticamente como tinha antes.

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CRM: 81139. Médico Ginecologista e Obstetra da Notre Dame Intermédica (2013-atual). Médico Ginecologista do Complexo Hospital Edmundo Vasconcelos (2012-atual). Coordenador da Clínica Ginecológica Hospital Dom Antonio de Alvarenga (2008-atual). Médico Ginecologista da Prefeitura Municipal de Mauá (2002-atual). Médico Ginecologista da Unidade Básica de Saúde Vila Oratório (1999-2011). Médico Ginecologista e Obstetra da Organização Mogiana de Educação e Cultura (1998-2000). Médico plantonista do Pronto Socorro Municipal de Pindorama (1995-1996). Médico plantonista da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mauá (1997-2003). Professor da USC Centro Universitário São Camilo (2015-atual). Residência médica pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (1997-1998). Residência médica em Obstetrícia e Ginecologia pela Faculdade de Medicina de Catanduva (1995-1997). Graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Amazonas (1989-1994).