Resultado com FUT x FUE

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Implante capilar com FUE

Há duas técnicas cirúrgicas utilizadas no transplante capilar, a FUE (Follicular Unit Extraction, que em português significa Extração de Unidades Foliculares), não deixa cicatriz linear no paciente, não necessita de sutura, internação ou de anestesia geral, em alguns países como os Estados Unidos e outros da Europa ela não é considerada cirurgia e sim um procedimento superficial, já que penetra apenas 2mm no couro cabeludo e nessa profundidade é impossível alcançar algum vaso sanguíneo de médio ou grande calibre, o que torna o procedimento mais simples, nele utiliza-se sedação leve, a base de comprimido, e após um intervalo o paciente adormece, aplica-se anestesia local, e inicia-se a remoção dos fios.

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Implante capilar com FUT

Na outra técnica, chamada FUT (Follicular Unit Transplantation), é feita remoção de uma faixa de pele do couro cabeludo que tem em média 30cm de comprimento por 1,5 a 2cm de largura. O procedimento atinge o crânio do paciente (cerca de 2cm de profundidade), e une-se as bordas da região do corte com uma sutura.

FUE ou FUT?

Alguns pacientes preferem a outra técnica justamente para não ficar com cicatriz aparente, porém, na FUE, na maioria dos casos é necessário raspar o cabelo do paciente, o que não ocorre na FUT. Em pacientes que não podem por algum motivo raspar o cabelo, a FUE pode ser a mais indicada.

Exames prévios e risco cirúrgico

São solicitados exames de rotina, como hemograma completo e alguns bioquímicos. Como de praxe em qualquer cirurgia, há um risco cirúrgico na FUE, mínimo, já que se atinge apenas 2mm de profundidade da cabeça do paciente, inclusive, a cicatrização dos orifícios feitos por meio de punchs de 0,8mm se dá em apenas 48 horas. Na FUT, a penetração é maior e consequentemente o risco também, já que são atingidos vasos de médio e grande calibre.

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Dor no implante capilar

A grande maioria dos pacientes não refere dor na FUE, apenas uma sensação de peso na cabeça, como se tivessem usando um capacete de moto, e após a cirurgia ainda que se raspe novamente o cabelo não ficará cicatriz. Como a técnica é minimamente invasiva, o paciente pode ir trabalhar no dia seguinte à ela.

A FUT causa um pouco mais de incômodo, e devido ao corte e as suturas o paciente não pode mexer tanto a cabeça, e deve repousar por no mínimo 15 dias, portanto, a recuperação é um pouco mais criteriosa.

Cuidados após a cirurgia

Nas duas semanas seguintes à FUT os cuidados em relação ao tempo de cicatrização dos fios transplantados envolvem banho adequado, não usar capacete, boné e gorro de lã, e evitar o máximo possível temperaturas quentes, o que não impede o paciente, por exemplo, de sair do local de trabalho para o carro, ir no supermercado ou no shopping, porém, sauna e banho de sol estão proibidos. Após quinze dias, pode-se praticar qualquer tipo de atividade física.

No dia seguinte à FUE o paciente já pode voltar ao trabalho e realizar atividades físicas não tão intensas, as de mais contato físico devem esperar uma semana.

Comparação entre FUE e FUT quando à perda de fios transplantados

Na FUT perde-se mais unidades foliculares, já que onde o bisturi corta (justamente onde fica a cicatriz) ocorre transecção das unidades foliculares, e mesmo elas não sendo utilizados para o transplante, ali não nascerá mais cabelo.

Os fios ficam em média 5mm de profundidade no couro cabeludo, e na FUE, em que são retirados um a um, o punch utilizado atinge metade disso, não chega até o bulbo, não lesiona a raiz, ou seja, mesmo fios cortados e não retirados para o implante, irão nascer novamente, o que não acontece na FUT.

Em quanto tempo é possível ver resultados?

Por volta de três semanas após a cirurgia, em cerca de 95% dos pacientes os fios transplantados caem, isso porque ainda estão estruturando sua rede de vascularização, e entendem que estão gastando muita nutrição e energia com uma parte não nobre, que é a haste capilar, a nobre está dentro do couro cabeludo, composta pelo bulbo, glândula sebácea e músculo piloeretor.

O cabelo libera a haste para manter a nutrição apenas para a parte nobre, e quando completa sua cadeia de vascularização, começa a germinar novamente, isso se dá pelo sexto mês após a cirurgia – dessa vez o cabelo cresce de forma definitiva, não cai mais –, e o resultado final do transplante é obtido em torno de 14 meses após feito.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).