Reposição de colágeno

Reposição de colágeno para pessoas com ossos fracos

A parte interna de nossos ossos é semelhante a um pilar que sustenta um prédio. Dentro desse pilar, há uma estrutura de ferro que lhe confere resistência. O osso tem estrutura similar, de colágeno, igualmente essencial para ele. Pessoas com osteopenia, cujos ossos se quebram facilmente quando de uma queda, passam por cicatrização mais difícil.

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Aterosclerose, infarto e derrames

Quando alguém consome muita carne, que produz uma substância chamada homocisteína, ela, com a pressão sanguínea, lesiona as artérias e, para repará-las, é necessário ter colágeno suficiente no organismo. Quando isso não ocorre, a lesão fica exposta e, assim, o colesterol (gordura) pode-se infiltrar na parede das artérias, reduzir-lhes o calibre, e, por conseguinte, provocar aterosclerose, infarto, derrame ou outro problema cardiovascular.

Como repor o colágeno adequadamente

Ao menos uma vez por ano, é preciso o médico observar os níveis de colágeno. Processos simples, como a própria alimentação, são fontes de fitoestrógenos e reorganizam esses índices.

Estudos mostram que populações asiáticas com alto consumo de soja apresentam melhor qualidade e melhor estrutura da pele por causa do colágeno.

O edamame, fava verde, que hoje se encontra congelado em algumas lojas de alimentação natural também favorecem a criação de colágeno.

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Consumo controlado de suplemento de colágeno

Como suplemento, deve escolher-se o colágeno hidrolisado, mas não é aconselhável tomá-lo apenas por vontade. Procure um profissional de saúde, porque, como se trata de proteína, pode sobrecarregar as funções renal e hepática.

A dose deve variar de 5 a 10 g por pessoa ao dia. Alguns o consomem quatro ou cinco vezes diariamente por supor ter vantagem nisso, todavia, mesmo que ele não seja prejudicial, o usuário estará desperdiçando dinheiro, visto que não há necessidade disso.

O cálculo da dose de colágeno é imprescindível porque ele entra no cálculo da ingesta como qualquer outra proteína (da carne, do leite ou do ovo) que o indivíduo ingere, por isso é preciso programá-lo. Além disso, essa é uma proteína especial que não se pode associar a outro tipo de proteína.

Principais aminoácidos que formam a proteína de colágeno

Tome colágeno de preferência em jejum, distante do horário da alimentação com proteínas de alto valor biológico e com aminoácidos essenciais (no colágeno, há grande carga dos não essenciais). Se se resolve usar colágeno muito próximo de uma refeição com carne, certamente se perde o investimento.

Se um médico ou nutricionista lhe prescrever colágeno com os gramas ideais, utilize-o entre as refeições, afinal, embora proteína de grande valor biológico, ele contém aminoácidos que o corpo produz. O organismo dá preferência àquilo de que tem carência, portanto, por exemplo, a uma carne cuja sequência de aminoácidos ele não produz. Se se vincular colágeno a ela, o corpo não a absorverá. É o caso da prolina, da glicina e da treonina, três aminoácidos que, ingeridos, produzem colágeno.

Uma bala de colágeno íntegro quebra-se no estômago em sequência de aminoácidos que são absorvidos e, dentro da célula, se unem novamente. Por isso, é importante ter as unidades de aminoácido.

A prolina, que se encontra no próprio colágeno, o ovo também a tem. A treonina está também no ovo, principalmente no caipira (são muito diferentes os comuns e os de granja), que provém de galinha que cisca. Já a glicina se acha na soja, lentilha e no feijão, por exemplo.

Devem-se comer esses alimentos para o corpo obter esses aminoácidos lá dentro das células, se for alguém que faz uso de vegetais de coloração verde-escura e de frutas com vitamina C.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).