Remédio para espinhas

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Tipos de acne tratadas por esteticistas

No mercado, há vários tipos de remédios para acne, como minociclina, tetraciclina e isotretinoína, contudo tanto a concentração (dosagem) como o modo de usar só um dermatologista pode prescrever.

A esteticista só se ocupa das acnes de grau 1 e 2. Aquela apresenta comedões abertos e fechados; esta é pápulo-pustulosa (com pápulas e pústulas). Dos estágios mais avançados, como as nódulo-císticas, o dermatologista assume a responsabilidade.

Tratamento definitivo para a acne

O único medicamento definitivo para os casos mais graves de acne (90%) é a isotretinoína, que, derivada da vitamina A e utilizada há décadas por dermatologistas do mundo todo, age sobre as glândulas sebáceas.

Podem-se também usar outros recursos, como sabonetes, ácidos, géis, cremes e antibióticos, todos específicos.

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Como age a isotretinoina

A isotretinoína diminui o tamanho da glândula sebácea, consequentemente a produção de sebo, o número de bactérias que vai colonizar a pele e, ao final, o processo inflamatório e a hiperqueratose.

Outra ação da isotretinoína é reduzir a rolha de queratina e, assim, desobstruir o canal por onde passa o sebo, mas não faz desaparecer as cicatrizes oriundas da acne.

Cuidados relacionados à isotretinoína

Quem usa isotretinoína precisa beber bastante água para ajudar na hidratação do corpo e dos lábios e evitar bebidas alcóolicas e exercícios físicos extenuantes, como maratonas. Deve manter dieta equilibrada, sem excesso de carboidratos simples e gorduras, como pão branco e macarrão, que afetam os índices do lipidograma. Outro cuidado importante é proteger a pele com filtro solar, porque a epiderme estará sensível.

Duração do tratamento

O tratamento, que varia de acordo com o peso corporal do paciente (de 120 a 150 ml de isotretinoína por quilo), deve perdurar pelo período indicado pelo médico. Muitas pessoas o interrompem quando percebem a diminuição da acne, que, por isso, acaba retornando.

Efeitos colaterais da isotretinoína

Os efeitos colaterais são suportáveis e contornáveis: ressecamento dos lábios, olhos e da pele.

Há outros, mais sérios, por isso a necessidade dos exames, além de alguns cuidados adicionais, como não praticar exercícios físicos em excesso, não tomar sol, não consumir bebidas alcóolicas nem remédios ou suplementos vitamínicos sem comunicar ao médico.

A mulher nunca deve ter relação sexual sem preservativo, porque se engravidar, o bebê corre riscos de nascer com graves defeitos congênitos.

Piora da acne

Durante o primeiro mês de consumo da isotretinoína, é possível que a acne piore, porém esse agravamento é temporário.

Surgimento da acne

Homens, mulheres, jovens, adultos – as espinhas não escolhem sexo ou idade, e incomodam bastante. Elas começam na adolescência, mas muitas mulheres continuam as tendo mesmo depois de adultas.

A partir da adolescência, com o aumento dos hormônios, as glândulas da pele começam a produzir sebo e oleosidade – uma oleosidade normal e necessária para hidratação da pele e para a própria proteção do organismo. Porém, o excesso de óleo produzido por essas glândulas começa a obstruir os poros da pele, formando cravos e comedões. As bactérias que existem na pele entram dentro desses poros e começam a infecionar, formando as famosas espinhas.

Graus de acne

Existem vários graus de acne.

Chama-se de acne grau 1 quando o paciente tem só os cravos pretos (os comedões). A acne grau 2 é quando o paciente começa a ter espinhas avermelhadas na pele. A acne grau 3 é quando as espinhas começam a ficar internas e doloridas. A acne grau 4 é quando essas espinhas começam a se confluir, se misturar, dando impressão de que existem tantas espinhas que realmente elas se comunicam, formando túneis de infecção por baixo da pele. Existem pacientes que chegam a ter febre, essa é a acne grau 5.

Cada grau de acne tem o seu tratamento específico.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).