Remédio para colesterol

Colesterol alto e uso de estatinas

As estatinas são medicamentos usados para reduzir o colesterol.

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Segundo alguns médicos, esses medicamentos causam muito mais mal do que bem. Eles deveriam ser utilizados por uma parcela muito pequena da população, mas estão sendo prescritos para muita gente, inclusive para as crianças.

70 a 75% do colesterol do corpo humano é endógeno, produzido principalmente pelo fígado. Não adianta fazer dieta, deixar de comer gordura e deixar de comer carne, pois isso não irá alterar os níveis de colesterol.

As estatinas atuam no processo de redução do colesterol produzido pelo fígado.

Não há nenhum estudo sério e relevante (estudos duplos-cegos, que têm amostra estatística, grupo controle, que são randomizados e que não são pagos por industrias que fabricam as estatinas) que comprove que o colesterol alto é responsável por infarto ou AVC.

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Os grandes responsáveis por infarto e AVC são processos inflamatórios (estresse oxidativo).

As indústrias farmacêuticas utilizam truques estatísticos que levam os médicos a acreditarem que o uso de estatinas realmente reduz o risco de infarto, utilizando os chamados “números relativos”.

No final da década de 90, uma determinada indústria farmacêutica lançou uma estatina de última geração. Existiu uma pesquisa com uma determinada estatina, e nesse estudo houve uma redução de 33% do número de infartos para quem estava utilizando esse medicamento. O estudo foi publicado em revistas médicas, foram feitas propagandas sobre esse medicamento e os médicos começaram a prescrever esse medicamento.

Na pesquisa, realizada em um período de 5 anos, dentre 100 pacientes que não tomaram o medicamento, 3 tiveram infarto. No grupo de pacientes que tomaram o medicamento, 2 tiveram infarto. Ou seja, em, números relativos, quem tomou o medicamento reduziu em 33% a chance de ter o infarto. Porém, em números absolutos, a diferença é de 1%, um número desprezível.

Efeitos colaterais das estatinas

Reduzir em 1% a chance de ter um infarto pode ser uma vantagem. Porém, tomar estatinas tem efeitos colaterais.

As estatinas inibem a produção do colesterol, que é importante para uma série de funções do corpo humano. A partir do colesterol são produzidas a vitamina D e os hormônios sexuais, tanto masculinos quanto femininos. Há muitos casos de homens com disfunção erétil por causa das estatinas.

As estatinas forçam em demasiado o fígado, pois aumentam o citocromo p450, aumentando a chance de esteatose hepática (gordura no fígado). Muita gente tem gordura no fígado por excesso de medicamentos, entre eles as estatinas.

Perda de memória é muito comum em quem toma estatina. Muitas vezes a pessoa tem lapsos de memórias graves, que algumas vezes duram dias.

O uso de estatinas causa dores musculares. Quando a estatina inibe a produção do colesterol, ela também inibe, através da via do mevalonato, a produção de coenzima Q10, uma substância essencial nos músculos, principalmente no músculo cardíaco. Há relatos de pessoas com insuficiência cardíaca por tomarem estatina.

O colesterol e a coenzima Q10 entram numa série de funções, e quando se inibe a produção dessas substâncias, que são necessárias para o corpo, a pessoa tem esses sintomas.

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CRM: 124205. Doutorado em andamento em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Clínica Médica pelo Hospital Geral de Pedreira. Aperfeiçoamento em Medicina Tropical (Hanseníase) pela Universidade Federal de Alagoas (2006). Graduação em Medicina pela Universidad de Montemorelos (1997-2005). Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2013). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Carapicuíba (2013-atual). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Cotia (2007-2016). Médica do Programa Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Vargem Grande Paulista (2006-2007).