Queda de cabelo em crianças

Atualizado em:

PUBLICIDADE


Crianças e queda de cabelo

Micose no couro cabeludo

A manifestação da alopecia androgenética é rara em crianças, porém, outros problemas que com frequência ocasionam queda de cabelo em adultos também podem afligir crianças.

hairloss-blocker-recupera-88-cabelo

É raro micose atacar o couro cabeludo ou o cabelo de adultos, mas ela é comum em crianças, e pode ocasionar coceira – mas não somente ela –, pois provoca processo inflamatório no couro cabeludo.

Remédios para Queda de Cabelo: Ranking do Consumidor

 PRODUTONOTA MÉDIAVOTOSREVIEW
#1HairLoss Blocker8,91/10581btn-saiba-mais
#2Minoxidil7,74/101023btn-saiba-mais
#3Finasterida7,25/101084btn-saiba-mais

Geralmente a micose ataca áreas específicas do couro cabeludo, e dificilmente se manifesta de forma espalhada. Nela o fio de cabelo quebra, o couro cabeludo fica vermelho, inflamado e descama.

Quando há suspeita de micose no couro cabeludo, o médico raspa a pele descamada e os fios quebrados do paciente, e examina se ali há fungos. Se muito tempo sem tratar pode haver danos permanentes no cabelo, que não mais crescerá naquela área, mas tratando com medicação via oral – apenas tópica não resolve – geralmente soluciona-se a enfermidade.

PUBLICIDADE


Alopecia areata

Na alopecia areata, que acomete adultos e crianças e frequentemente é confundida com micose, o próprio sistema imunológico ataca o cabelo, que cai em áreas delimitadas, que não coçam e nem descamam, permanecem normais, porém, sem cabelo.

Tricolotimania

A tricolotimania, muito comum em crianças, não é um problema do cabelo ou do couro cabelo, mas um transtorno psicológico, compulsivo, em que o indivíduo tem o impulso de tracionar o cabelo e arrancá-lo. Muitas vezes os pais não presenciam isso, e a criança não fala espontaneamente para eles sobre o distúrbio, que deixa o cabelo falho e pode ser confundida com micose ou alopecia areata. Nesse caso o tratamento é psiquiátrico.

Estresse e queda de cabelo na criança

A alopecia areata, a tricolotomania ou mesmo uma queda difusa de cabelo pode ser desencadeada por eventos de estresse, por exemplo, separação dos pais, ou quando eles vão morar em outro país e deixam a criança com familiares.

Eflúvio telógeno

No eflúvio telógeno, o cabelo cai difusamente, fica mais ralo, se vê muitos fios soltos, por exemplo, no travesseiro. Algumas alterações nutricionais podem provocar esse tipo de queda, por exemplo, desnutrição, anemia, e também alterações hormonais e problemas da tireoide.

O cabelo se desprende mais frequentemente na lavagem, porém, se a queda for muito intensa e persistente, deve-se ficar atento.

Alopecia por tração

Prender forte o cabelo também ocasiona queda de cabelo, tanto para criança quanto para adultos. A tração excessiva na raiz do cabelo pode parti-lo ou causar rarefação local, e a médio e longo prazo, se o hábito persistir, pode, inclusive, ocasionar lesões permanentes.

Tratamento para queda de cabelo em crianças

O médico precisa avaliar quanto tempo a queda capilar persiste, a intensidade dela e se a cabeleira está diminuindo de volume, uma forma fácil de conferir isso nas mulheres é averiguar se, para prender os cabelos, a paciente antes dava uma ou duas voltas no elástico, e agora precisa dar três ou quatro.

Micose no couro cabeludo se trata com antifúngico específico, já o tratamento da alopecia areata depende da idade da criança, normalmente se opta por remédios de aplicação local e não via oral. Para a tricolotimania é necessário fazer avaliação psicológica e muitas vezes tomar medicação para conter a compulsão de puxar os cabelos. Já para o eflúvio telógeno, deve-se corrigir o fator causal dele.

Boné e queda de cabelo

Usar boné, a princípio não provoca queda de cabelo, mesmo adolescentes que usam boné o tempo todo, ou quem trabalha com touca e/ou material de proteção individual, se o acessório não estiver muito apertado e for uma vestimenta adequada não causará perda capilar.

Alopecia cicatricial

Existe um grupo de doenças chamadas de cicatriciais, em que há um processo inflamatório no couro cabeludo, o cabelo cai e não volta a nascer nessa região. Isso é raro, mais ainda em crianças.

Alterações congênitas

Algumas crianças nascem com alterações congênitas que redundarão em problemas no cabelo, o que também é bastante incomum.

Artigo anteriorQueda de cabelo após parar anticoncepcional é normal?
Próximo artigoQueda de cabelo e poluição
CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).