Preenchimento

Tipos de preenchedores

As substâncias mais comuns para preenchimento são gordura, ácido hialurônico, hidrogel e polimetilmetacrilato (PMMA), dentre os quais, com a primeira, de uso mais frequente, faz-se lipoescultura, quando se retira gordura de uma parte do corpo para enxertá-la em outra área, como rosto ou glúteos.

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Ácido hialurônico

Atualmente existem preenchedores absorvíveis e não absorvíveis. Dentre os primeiros, o mais utilizado é o ácido hialurônico, voltado para o tratamento de rugas (finas ou profundas) e no osso, disponível em diferentes densidades e nas versões particulada, monofásica e bifásica.

O ácido hialurônico, presente na pele, também se sintetiza em laboratório e, dentre todos, é o mais seguro. Quanto mais fluido for o gel desse ácido, mais rapidamente se reabsorverá: para rugas superficiais e finas, em torno de quatro meses, para os sulcos nasogenianos, por volta de um ano, mas, para os da região malar, por ser mais espesso, pode chegar a dois anos.

Polimetilmetacrilato (PMMA)

Embora haja muita polêmica a respeito dos produtos permanentes, que exigem mais cuidados, usam-nos com frequência. O polimetilmetacrilato (PMMA) é o único liberado pela Anvisa. No passado, as farmácias de manipulação produziam-no, mas, atualmente, só três marcas estão autorizadas a fazê-lo.

Gordura

Por estar presente no organismo, a gordura é bem tolerada e, portanto, mais segura. Porém, do total utilizado, cerca de 50% são reabsorvidos, logo, um enxerto de 100 ml corresponderá a aproveitamento de 50 ml.

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Hidrogel

Geralmente bem aceito pelo organismo, o hidrogel é absorvido de cinco a seis anos, entretanto, quanto maior a quantidade, maior o risco, de acordo com relatos.

PMMA

O PMMA, muito empregado para aumentar glúteos e membros inferiores, compõem-se de miniesferas de acrílico envolvidas em gel, que é absorvido enquanto elas permanecem e causam reações inflamatórias seguidas de cicatrização. Embora bem aceito pelo organismo, quando há complicações, são graves, já que, por não ser absorvível, não é possível removê-lo.

Se houver problema de circulação no local da aplicação do produto e ocorrer inflamação por picada de inseto, por exemplo, o risco é ainda maior.

Riscos

Preenchimentos de qualquer ordem nos membros inferiores são mais difíceis. Áreas de pele mais rígida dificultam a drenagem linfática. Quanto maior for a tensão do local, maior será a compressão sobre as artérias e os vasos linfáticos, o que pode comprometer a circulação.

Além disso, fibroses e infecções ou qualquer outra resposta negativa do organismo leva a reações em cadeia.

Pequenas complicações

Diferentemente da toxina botulínica, que depende de reação química para agir, o preenchimento é mecânico e permite resultado imediato. O local tratado pode ficar ligeiramente enrijecido e inchado por causa da penetração da agulha que provoca pequenos sangramentos, mas normalmente esse inchaço regride após dois ou três dias, e o endurecimento, eventualmente palpável, e não visível, reduz-se depois de uma a duas semanas.

Onde são realizados

A toxina botulínica e o preenchimento com ácido hialurônico realizam-se em consultório, mas o com gordura deve-se fazer em centro cirúrgico, local igualmente indicado para grandes quantidades de PMMA. A escolha dependerá de cada médico.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).