12 plantas medicinais para labirintite

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Labirintite: o que é, causas, sintomas e plantas para combatê-la

O que é labirintite

A labirintite é a inflamação de determinadas partes do ouvido médio, entre elas o labirinto, mas também existem outras partes do ouvido médio que podem inflamar e causar a sensação de tontura. O mais comum é chamar todos esses problemas de labirintite.

Quando a pessoa perde o equilíbrio sem uma razão específica, provavelmente está tendo uma crise de labirintite (popularmente chamada de vertigem ou tontura), que pode ser aguda – quando ocorre pontualmente, o que pode acontecer com qualquer pessoa – ou crônica, quando a pessoa a tem com frequência.

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O que causa labirintite

Existem várias causas para a labirintite, seja a aguda ou a crônica, como, por exemplo, a inflamação do ouvido médio, quando uma otite inflama a área do labirinto e outras estruturas anexas – nesse caso a labirintite pode ser pontual.

Às vezes a pessoa tem um resfriado e sente como se o ouvido estivesse entupido. Isso pode desencadear uma crise de labirintite. Infecções virais, enxaquecas, uso de medicamentos que atacam o ouvido, problemas congênitos, má formação das estruturas do ouvido e alguns problemas genéticos também podem levar à labirintite.

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O tratamento da labirintite está diretamente ligado à causa dela. Não adianta fazer um tratamento genérico, pois pode-se estar tratando algo que não é a causa da labirintite.

Quando as estruturas do ouvido inflamam, os nervos criam uma informação de movimento para o sistema nervoso, como se a pessoa estivesse se deslocando, porém os olhos e os sentidos não registram movimento. Portanto, o cérebro acha que a pessoa está andando e os olhos que ela está parada. Esse desequilíbrio é que causa a tontura, que pode ser leve – sendo necessário sentar para não cair –, ou muito intensa – a pessoa deita e vê, por exemplo, o teto se movendo.

Existem muitos fatores que podem influenciar o desenvolvimento da labirintite e para que ela seja mais ou menos grave. Ela é mais incidente e mais intensa em idades a partir de 40 ou 50 anos, entretanto, jovens também podem tê-la.

Pessoas com altas taxas de colesterol, com diabetes descontrolada ou que tiveram infecções que tenham atacado a área do ouvido também podem ter labirintite. O tabagismo também pode levar ao desenvolvimento ou agravamento da labirintite, portanto, se a pessoa tem labirintite crônica e fuma, deve abandonar esse vício o mais rápido possível.

O consumo exagerado de álcool causa tontura e perda de equilíbrio, pois afeta o sistema nervoso central e também o labirinto, portanto pode agravar a labirintite.

Até mesmo tumores no cérebro ou no ouvido podem causar labirintite.

Sintomas da labirintite

O sintoma mais clássico da labirintite é a tontura (vertigem). A pessoa perde a noção de equilíbrio e sente que as coisas à sua volta se movem, e então ela precisa se sentar ou se deitar, o que é importante para evitar quedas. Existem outros sintomas que podem estar ligados ao desenvolvimento da labirintite, como enjoo, náusea, dificuldade para dormir, zumbido no ouvido, enxaqueca, disfunção gastrointestinal e até mesmo queda de cabelo.

Se a pessoa tem esses sintomas frequentemente e associados, deve procurar um médico para verificar se são por causa de labirintite e, em caso positivo, investigar a origem dela.

Tratamento da labirintite com plantas medicinais

Algumas plantas podem auxiliar no tratamento da labirintite. Fatores como a intensidade das crises de labirintite, a forma como as plantas são utilizadas para tratá-la (se regularmente ou não) e como o organismo reage à elas (às vezes é preciso substituí-las), determinam se a pessoa irá se curar, ou pelo menos atenuar as crises para que elas sejam menos frequentes.

Açafrão da terra

O açafrão da terra, também chamado de cúrcuma longa ou açafrão amarelo, é uma raiz utilizada para temperar alimentos, parecida com o gengibre. É possível encontrá-lo fresco, seco ou em pó. Pode-se adquiri-lo em casas de produtos naturais, e até em supermercados, na área de temperos, nesse caso em pó.

Pode-se fazer o chá do açafrão e tomá-lo. Se o açafrão for fresco, deve-se ralá-lo e utilizar, em média, uma colher de sobremesa de açafrão para cada xícara de água. O resultado é um chá bastante picante, por isso pode ser necessário diminuir a dosagem.

No caso do açafrão em pó, utiliza-se uma colher de café de pó de açafrão para cada xícara de água. Depois de ferver, deixe repousar por 5 minutos antes de tomar.

O chá deve ser tomado 3 vezes ao dia. Se a pessoa não está em uma crise de labirintite, pode tomar uma xícara ou duas, dependendo da intensidade do problema.

O açafrão exerce ação anti-inflamatória e anti-histamínica. Em alguns casos, anti-histamínicos são utilizados para combater inflamações do ouvido médio. O açafrão exerce ação protetora para a função neurológica, para a saúde dos nervos que ligam o ouvido ao cérebro, e evita doenças degenerativas do sistema nervoso central, por isso ele é recomendado para o tratamento da labirintite e de outros problemas que envolvem o sistema nervoso.

Olguinha

A olguinha (Tanacetum parthenium) é um tipo de margarida de aroma forte, muito parecida com a camomila, e é chamada em alguns lugares de “camomila pequena” ou “artemijo”.

Ela exerce ação anti-histamínica, analgésica e anti-inflamatória, sendo excelente para tratar dores de cabeça e enxaquecas, e pode ser utilizada no tratamento de labirintites que causem dores de cabeça, enxaqueca e zumbido no ouvido.

Os chás preparados com as partes mais moles das plantas, como as folhas e as flores, devem ser sempre feitos por infusão, colocando uma colher de sobremesa da planta picada e adicionando sobre ela uma xícara de água fervente. Deixa-se descansar por 5 minutos e, depois, coa-se e toma o chá. Se a pessoa estiver em crise de labirintite, deve tomar o chá três vezes ao dia; se não, uma ou duas xícaras, o importante é manter o tratamento com frequência, principalmente nos casos crônicos de labirintite.

Hortelã

A hortelã evita enjoos, vômitos e é recomendada para a saúde intestinal.

Gengibre

O gengibre é eficiente contra vômitos, enjoos e náusea, inclusive para grávidas, além de desinflamar o ouvido médio.

É possível misturar plantas, como o açafrão, o gengibre e a unguinha em um mesmo chá. Nesse caso, deve-se utilizar uma proporção equivalente a uma colher de sobremesa da mistura de duas ou três plantas diferentes (com um pouco de cada uma delas).

Tiririca

A tiririca é uma planta muito comum, nasce nos jardins, nas ruas, nos quintais e até em terrenos baldios, e as sementes dela estão presentes em compostos orgânicos. As batatinhas da tiririca – pequenos bulbos que nascem debaixo da terra – exercem ação anti-inflamatória parecida com a da cortisona.

A tiririca combate doenças degenerativas do sistema nervoso central e é eficiente contra vômitos e enjoos. É de fácil acesso, sendo possível encontrar as batatinhas com uma enxada ou uma pequena pá de terra. Deve-se tomar uma colher de sobremesa dessas batatinhas trituradas ou raladas para cada xícara de água. Por conta das contaminações de bactérias e fungos que vivem no solo, deve-se lavar muito bem a raiz da tiririca, removendo a casca das batatinhas com as mãos.

Ginkgo biloba

A ginkgo biloba, planta oriunda da Ásia, melhora a oxigenação e a circulação sanguínea no sistema nervoso central. Ela exerce ação anti-inflamatória e é eficiente no combate a vários problemas neurológicos, inclusive labirintite.

Chapéu-de-couro

O chapéu-de-couro é uma planta que nasce em áreas alagadas, brejosas ou pantanosas, muito comum nas beiras de córregos no Brasil, e pode ser um substituto para a ginkgo biloba, já que é de mais fácil acesso e praticamente sem custo.

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Chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus).

Ele aumenta a oxigenação e a irrigação sanguínea no cérebro, e também exerce excelente ação anti-inflamatória, melhorando a condição do ouvido médio e potencializando a ação de outros medicamentos que a pessoa esteja tomando.

Serralha-brava

A serralha-brava é uma planta com as folhas macias, e se parece com o dente-de-leão, mas tem as folhas mais enrijecidas e espinhosas. Alguns acham que ela é venenosa, mas isso não procede, na verdade ela pode até ser utilizada na alimentação. Ela exerce ação anti-inflamatória e protege várias glândulas e órgãos, como a tireoide, o coração, o pulmão, o fígado e o cérebro, e pode ser utilizada na forma de chá, na salada ou em refogados.

Cardo mariano

O cardo mariano é uma planta espinhosa, difícil de ser tocada, e pode ser encontrada em casas de produtos naturais ou em farmácias de manipulação (na forma de cápsulas). Trata-se de um excelente anti-inflamatório natural, que ajuda a evitar doenças degenerativas, como Alzheimer, Parkinson, esclerose e outras do sistema nervoso central, além de exercer ação importante no controle da labirintite.

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Cardo Mariano (Silybum marianum).

Cardo mariano e chapéu-de-couro

Uma associação recomendada para o tratamento da labirintite é o uso do cardo mariano com o chapéu-de-couro. Essas plantas, juntas, têm um resultado muito eficiente na saúde do ouvido médio e do sistema nervoso, causando melhora rápida e significativa do quadro.

Colônia

A colônia, também chamada de pacová, falso-cardamomo ou gengibre rosa, é uma planta aromática que se desenvolve paisagisticamente em muitos lugares do Brasil. Pode-se utilizar toda a estrutura dela (flores, talo ou raiz), fazer um chá (na medida de uma colher de sobremesa da planta para cada xícara de água) e tomá-lo de duas a três vezes ao dia.

A colônia exerce ação calmante, relaxante e ansiolítica, ajudando no controle da pressão arterial. Se a labirintite estiver ligada à hipertensão arterial, a colônia pode auxiliar no tratamento.

Mulungu

Em associação com a colônia, pode ser utilizado o mulungu, árvore também chamada de suinã ou árvore de coral. Existem várias espécies de mulungu no Brasil, como a Erythrina speciosa, encontrada no litoral do estado de São Paulo. O mulungu exerce ação calmante e relaxante muscular, atuando como facilitador do sono.

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Mulungu (Erythrina verna).

Mulungu com colônia

Para quem sofre de ansiedade, pode-se produzir uma tintura de mulungu com colônia, que também tem ótimos resultados em casos de labirintite. Caso a pessoa não encontre o mulungu ou a colônia, pode utilizar somente um deles.

O mulungu é facilmente encontrado em casas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Já a colônia é mais difícil de ser encontrada comercialmente, sendo necessário buscá-la em algum jardim ou local de cultivo.

Valeriana

A valeriana é uma planta calmante, relaxante e ansiolítica, cujas raízes são muito utilizadas para tratar a ansiedade crônica.

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Valeriana (Valeriana officinalis).

Valeriana com mulungu

Se o problema é a ansiedade, a valeriana, em associação com o mulungu, é mais indicada. As cápsulas de valeriana com mulungu podem ser encontradas em farmácias de manipulação, e podem ser excelentes para controlar a ansiedade, que pode contribuir para a labirintite.

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