O que fazer para o cabelo parar de cair?

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Ciclo de vida dos cabelos

O ciclo de vida do cabelo é dividido em três etapas, chamadas de anágena, catágena e telógena. Na primeira, onde estão cerca de 90% dos cabelos – os 10% restantes estão divididos entre a catágena e a telógena –, eles crescem ao longo de cinco a sete anos, depois disso eles descansam, nem cresces nem caem, que é a fase catágena, e na telógena, que dura cerca de três meses, eles caem.

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Uma pessoa comum tem em torno de 100.000 fios de cabelo, e perde diariamente em torno de 100 a 150, porém, quantia semelhante é reposta todos os dias.

Remédios para Queda de Cabelo: Ranking do Consumidor

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Causas de queda de cabelo

Queda de cabelo excessiva é queixa comum entre mulheres, muitas delas percebem-na na hora do banho, ao escovar os cabelos, ou ao notarem muitos deles soltos no travesseiro.

A alopecia androgenética, também conhecida como calvície, é caracterizada pela perda parcial dos cabelos, e apesar de afligir 50% da população masculina acima dos 50 anos de idade, também faz parte do universo feminino. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar mostram que 25% das mulheres brasileiras entre 35 e 40 anos sofrem de algum tipo de alopecia, seja a provocada por herança genética ou outras, por exemplo, causadas pelo estresse físico ou emocional, consumo de determinados esteroides anabolizantes, e agravadas pelo tabagismo e bebidas alcoólicas.

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Ao contrário do que muitos pensam, a calvície pode ser retardada, tanto em homens quanto em mulheres.

Muitas vezes a pessoa tem queda de cabelo por alteração na glândula tireoide (que fica atrás da laringe), que tanto se funcionar exacerbadamente (hipertireoidismo) como de maneira insuficiente (hipotireoidismo) pode causar queda de cabelo. Nesse caso não adianta usar shampoos, tônicos ou outros remédios para alopecia se não tratar a tireoide.

Um motivo bastante comum de perda capilar é o estresse do dia a dia, que afeta as fases anágena e telógena. Geralmente três meses após o estímulo estressante o cabelo cai, e, quando isso ocorre, normalmente se recuperam os fios sem que seja necessário tratamento.

A causa hormonal também é motivo bastante comum de queda de cabelo nas mulheres, uma enzima chamada 5-alfa-redutase, converte hormônios num produto chamado di-hidrotestosterona (DHT), principalmente na região do escalpe.

Tratamentos capilares, por exemplo, alisamento com formol, deixam o cabelo mais quebradiço, fazendo com que ele não caia pela raiz, mas se parta.

Um cabelo saudável cresce cerca de 1 cm ao mês, e o danificado por produtos, com falta de vitaminas e de ferro, tem menos força para crescer.

Se o cabelo estiver fragilizado, não pinte-o e não faça escova nem chapinha, pois durante esse período ele crescerá devagar, e esses procedimentos poderão colaborar para aumentar a queda dele.

Anormalidades na tireoide podem ocasionar queda de cabelo, seja por hipotireoidismo (falta dos hormônios da tireoide, TSH e T4 livre) ou hipertireoidismo (excesso dos hormônios tireoidianos).

Quem continuamente prende os cabelos também pode sofrer com a queda deles, já que, a tração excessiva do rabo de cavalo e de tranças afro provoca perda capilar na região frontal.

Diversas doenças também podem provocar queda de cabelo, como micose, lúpus, sífilis (queda difusa) e alopecia areata (queda focal).

Shampoo para queda de cabelo

Não existe um motivo único para a queda de cabelo, e não é um shampoo que irá resolvê-la, é necessário acompanhamento médico, com exames.

Calvície na mulher

De acordo com a Sociedade Brasileira do Cabelo aproximadamente 30% das mulheres estão sofrendo ou irão sofrer de queda de cabelo, e a calvície feminina, de origem genética, é cada vez mais comum.

A calvície não resulta naquele monte de cabelos na fronha do travesseiro, no ralo do banheiro ou espalhados pela casa, é silenciosa e gradual, e começa muitas vezes na puberdade, com a liberação dos hormônios andrógenos, em que os cabelos que têm folículos predispostos à calvície começam a atrofiar.

Em média as mulheres com calvície perdem 5% dos cabelos por ano, e por isso ser lento é também pouco perceptível, assim, demora-se a notar a rarefação capilar.

Durante o processo de calvície, o folículo piloso começa a encolher, e com isso o cabelo vai ficando mais fino e perdendo a pigmentação, o resultado é um couro cabeludo cada vez mais visível. Esse é um sinal de que está na hora de procurar um terapeuta capilar, um tricologista ou um dermatologista.

Queda x quebra do cabelo

Os fios são feitos de uma série de camadas e tem a forma mantida por ligações de enxofre (pontes de enxofre), se o cabelo é mais curvo, as ligações são de um jeito, se liso, de outro. Pode haver quebras dessas ligações por meio de exposição à altas temperaturas, porém, essas quebras são transitórias, e posteriormente a estrutura do cabelo volta ao que era antes, as ligações se reestabelecem, o mesmo ocorre quando o cabelo é molhado. Quando a pessoa faz alisamento ou escova no cabelo, provoca-se um dano químico aos fios, não há como modificar a forma deles sem estragar um pouco a proteína. Com o secador e prancha térmica, há o dano físico, provocado pela temperatura excessiva.

Muitas mulheres acham que estão com queda, mas na verdade estão com quebra do fio, que está com má qualidade por conta de processos químicos e físicos, e não porque está caindo demais. O excesso do uso desses utensílios ocorre quando são usados, por exemplo, todos os dias, e pode se perceber que os fios estão ficando muito secos e quebradiços, é importante que os próprios cabeleireiros tenham um limite, se perceberem que o cabelo do cliente está danificado, não podem continuar a agredi-lo, o fio irá quebrar.

O certo é fazer testes com o cabelo antes da execução desses procedimentos (como alisamento e tinturas) para averiguar se o fio os tolera, mas a partir de certo ponto, se a proteína estiver estragada, os danos não podem ser revertidos, apesar de que podem ser utilizadas substâncias que melhoram a qualidade do fio, como alguns cremes e shampoos, conferindo maciez e deixando o cabelo mais fácil de pentear, mas isso é superficial, não afeta a parte interna do fio.

Para se entender melhor, quando se pega a clara do ovo, que é basicamente proteína, e leva ela ao fogo, ela fica branca, e nunca mais voltará a ser transparente, a proteína foi modificada.

Na maior parte das vezes, escovas progressivas e demais tratamentos químicos, quebram o fio, assim ele não cai pela raiz. Ocasionalmente um processo químico mau feito, ou que utilize substâncias muito agressivas, ou que provoque alergia no paciente, podem danificar o couro cabeludo, e isso pode aumentar a queda, mas é mais difícil de ocorrer, o mais frequente é a quebra do fio.

Diagnóstico

Antigamente as mulheres sofriam com queda de cabelo e muita das vezes o médico afirmava que isso era normal, hoje há melhores armas para investigar a queda, então consegue-se fazer diagnósticos mais precoces, isso acontece para muitas doenças, em que era registrado um número menor de casos delas porque se faziam menos diagnósticos.

A queda de cabelo pela carga genética é aquela em que a mulher nota que o fio vai ficando mais fino no topo da cabeça e a linha média que divide os cabelos vai alargando, deixando o couro cabeludo mais exposto e diminuindo o volume da cabeleira, quanto mais incipiente isso, mais difícil para o médico detectar.

Há exames para se estabelecer o diagnóstico da queda de cabelo, um deles é a dermatoscopia, que utiliza um dispositivo semelhante a um microscópio de superfície, que possibilita analisar com mais clareza e ampliação o couro cabeludo. Pode-se também fazer uma biópsia do couro cabeludo, em que se anestesia o paciente e tira uma pequena amostra do couro cabeludo dele, que é enviada para um patologista, que afirma com grande probabilidade de acerto se aquele fragmento está sob influência da alopecia androgenética – que deve ser tratada para sempre, se o tratamento é interrompido, o cabelo volta a cair.

Finasterida para mulheres

Fora do Brasil, se usa com liberação dos órgãos competentes a Finasterida em menopausadas, já que, se a mulher engravidar tomando finasterida, o remédio impedirá que o hormônio masculino atue, causando problemas ao embrião. Mesmo quem está tomando finasterida não pode doar sangue, porque uma mulher grávida pode recebê-lo.

Deixar o cabelo sujo fortalece-o?

Há um mito de que não se pode lavar o cabelo todos os dias. Quando deixamos o couro cabeludo sujo, ele acumula um monte de substâncias que atrapalham o crescimento dele, por isso é importante lavar o couro cabeludo com frequência, se os cabelos forem muito oleosos recomenda-se lavá-los todos os dias, porque a oleosidade atrapalha a síntese capilar. Portanto, deixar o cabelo sujo não ajuda no crescimento dele.

Lavar o cabelo todo dia pode ressacar o fio, mas não estraga-o, não apodrece-o, até porque se fosse assim quem pratica natação diariamente teria muitos problemas capilares.

Caspa

O fio desponta na epiderme, que é a camada mais externa da pele, já a ponta inferior dele está quase na camada da gordura. Há um músculo associado ao pelo, responsável por arrepiá-los quando se está com frio – é o que se chama de horripilação. Há também uma glândula sebácea associada, que de certa maneira protege a camada externa do pelo.

A caspa é a descamação do couro cabeludo, que até certo ponto pode ser normal, se se lavou menos o cabelo mais ele irá descamar, entretanto, alguns têm dermatite seborreica, que, inclusive, pode afetar outras áreas do corpo que não o couro cabeludo. A caspa pode piorar por uma série de fatores, por exemplo, uso de produtos químicos no cabelo, estresse e banho com água muito quente – que é contraindicado para a saúde dos cabelos e da pele.

Se a dermatite seborreica for intensa, o paciente irá perder mais cabelo por conta da inflamação, mas em geral os cabelos que caírem serão recuperados.

Ansiedade e queda de cabelo

A ansiedade, de certa maneira, pode contribuir para o estresse, e agravar a perda capilar. Porém, é importante afastar possíveis causas orgânicas para a queda de cabelo, se notar que eles estão caindo mais, é importante investigar se por trás disso há, por exemplo, alopecia androgenética, anemia, doença da tireoide, artrite, lúpus ou febre prolongada. Portanto, é difícil para o médico afirmar numa primeira impressão que a queda é motivada pela ansiedade.

Deve-se averiguar se a pessoa está lavando menos o cabelo porque está tão ansiosa que não está se cuidando adequadamente, entre outros fatores.

Excesso de álcool e cafeína e queda de cabelo

Os excessos como um todo prejudicam o organismo, e daí podem gerar repercussões, da mesma forma que fumar envelhece mais rápido a pele do rosto e prejudica a cicatrização, já que faz chegar menos oxigênio e nutrientes às áreas (baixo fluxo sanguíneo).

Crianças que já nascem calvas

Existem crianças que nascem com áreas defeituosas no couro cabeludo (aplasia cutis), em que não se formam determinados trechos de pele, além disso, durante o parto a criança pode sofrer um acidente, e este gerar uma cicatriz e ali não mais nascer cabelo.

Alopecia areata

A alopecia areata, doença autoimune e de carga hereditária, pode acometer pessoas em qualquer idade, nela o corpo desregula a resposta imunológica e começa a agredir os fios de cabelo. Na maior parte das vezes, mas nem sempre, os episódios dela associam-se a algum estresse. Daí surgem falhas na barba, no couro cabeludo ou em quaisquer outras áreas do corpo que tenham pelos.

As formas mais agressivas da doença são de difícil tratamento, e ela pode estar associada com outras doenças, como vitiligo, que causa falhas de pigmentação na pele, e até mesmo com as da tireoide, e certos tipos de diabetes.

Aplique faz cair o cabelo?

Os cabelos são presos no couro cabeludo por um músculo, e qualquer peso a mais sobre eles, seja o de uma tiara, de uma bandana, de um elástico, ou de um aplique – muito difundidos, compõem um mercado de milhões de dólares –,  pode provocar alopecia de tração, que é irreversível, ou seja, os fios que se foram por essa forma não podem ser recuperados.

Novidades para combater a calvície

A tricologia é um segmento da medicina focado em diagnosticar e solucionar problemas do couro cabeludo. Hoje existem técnicas não invasivas (que não necessitam de corte ou injeção, como a mesoterapia), e com produtos naturais, tópicos, para controlar a calvície, porém, deve-se evitar o autotratamento.

Vitaminas tópicas funcionam para queda de cabelo?

É fundamental fazer um exame para averiguar se há uma hipovitaminose. Vitaminas do complexo B, por exemplo, B5 e B6, são muito importantes para o cabelo, mas devem ser usadas apenas quando prescritas por um médico.

Produtos para o cabelo crescer mais rápido funcionam?

Muitas mulheres usam até mesmo produtos indicados para cavalos no cabelo. É fundamental cuidar dos cabelos, mas de uma maneira saudável.

Quanto shampoo usar na hora de lavar o cabelo?

Deve-se usar uma quantia de shampoo equivalente ao diâmetro de uma moeda de um real, e de condicionador uma porção equivalente ao diâmetro de duas moedas de um real, além disso, este deve ser aplicado na extensão do fio, nunca no couro cabeludo.

Nunca puxe o cabelo de baixo para cima ao aplicar condicionador, pois dessa forma acabará arrancando fios. Espalhe o produto no fio distante há pelo menos 2 cm do couro cabeludo.

Não use shampoos 2 em 1, porque tudo que é bom para o couro cabeludo é também para os fios, mas não vice versa.

Faz mal lavar o cabelo todo dia?

Não, mas se preferir lave em dias alternados. O couro cabeludo transpira e por isso se não lavado pode causar mal cheiro, e muitas vezes são usados shampoos inadequados.

Se você tem cabelo oleoso e usa shampoo para cabelo oleoso, tome cuidado porque ele pode ter muito detergente, isso causa efeito rebote, a pessoa lava o cabelo e o couro cabeludo produz mais gordura, por isso não é bom lavar o cabelo duas vezes no mesmo dia.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).