O que faz cair cabelo?

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Ciclo capilar

O ciclo capilar normal é composto por três fases: a anágena, de crescimento; a catágena, em que o cabelo morre; e a telógena, em que o cabelo cai quando o novo fio anágeno nasce.

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85% dos fios estão na fase anágena, cuja duração média é de 2 a 6 anos, e é ela que determina o tamanho máximo do cabelo. Menos de 1% dos fios estão na fase catágena, que dura duas semanas. Cerca de 15% dos fios estão na fase telógena, que dura entre dois a três meses. Portanto, em decorrência do ciclo capilar, haverá uma queda diária de 100 a 150 fios. A taxa de crescimento do comprimento dos fios é de cerca de 1cm ao mês, independentemente da fase lunar.

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Sinais de queda de cabelo

O cabelo cai diariamente, pois há uma renovação dos pelos. Quando a queda se torna intensa, o problema está no couro cabeludo e é necessário procurar um profissional para descobrir a causa.

Causas da queda de cabelo

Existem inúmeras causas de queda de cabelo. Na alopecia androgenética, a pessoa carrega o gene da calvície. A queda causada pelo eflúvio telógeno pode ser provocada por diversos fatores, como pela realização de cirurgias complexas, como a bariátrica, ou pelo uso de determinados medicamentos (como anticoncepcionais, para tireoide ou para o sistema nervoso central).

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Existe a queda provocada quando a pessoa faz penteados em que os cabelos são muito tracionados e fixados. O uso de alisantes ou relaxantes capilares de forma abusiva também pode levar, com o tempo, à perda dos fios.

A impregnação da tintura no cabelo, quando usada de forma abusiva, deixa os fios ressecados, mais susceptíveis à quebra, principalmente no ato de pentear ou passar as mãos.

Escovas definitivas ou progressivas quando feitas de forma moderada, não causam problema. Porém, quando feitas de forma abusiva ou corriqueira, podem causar queda de cabelo depois de 3 ou 4 meses.

Existem alguns shampoos e produtos anti-resíduos que podem ser utilizados preventivamente antes de tratamentos químicos capilares. Porém, mesmo recorrendo a eles, não é aconselhável abusar.

O fio de cabelo é frágil, e não se deve abusar do uso de produtos químicos. Quanto menos lidar com o cabelo, melhor.

Distúrbios compulsivos como estresse e ansiedade podem levar a perda dos fios.

Deficiências nutricionais podem causar perda capilar. Regimes intempestivos, para perder peso rapidamente, desnutrem o indivíduo. Como o cabelo é sensível e precisa de nutrientes, se a pessoa não tem uma alimentação balanceada, pode perder cabelo.

Oleosidade, cabelos ressecados e queda de cabelo

Alguns têm cabelos oleosos, outros secos. O excesso de oleosidade (colesterol, triglicérides e ceratinas) no couro cabeludo, ao redor do pelo, faz com que ele amoleça e caia mais facilmente.

Cabelos secos podem se quebrar com facilidade, mas não caem porque estão secos. Deve-se investigar por que os cabelos estão ressecados, por exemplo, se por problemas hormonais, diabetes, deficiência nutricional, ou o uso de algumas medicações.

Para conter a oleosidade, deve-se utilizar shampoo adequado.

Existem medicamentos para tratar a doença de Parkinson ou problemas do sistema nervoso central que podem aumentar a oleosidade capilar. A dermatite seborreica também favorece a queda de cabelo.

Tratamentos para a calvície

Existem pessoas de 16 anos que já sofrem com queda de cabelo.

Quando a nutrição do folículo piloso não é suficiente, o cabelo cai, mas existem tratamentos e com eles é possível permanecer com os pelos durante mais tempo. Quando as medicações, orais ou tópicas, não surtem efeito, recorre-se à técnicas como microagulhamento ou laser. Por mais proveitosos que sejam esses tratamentos, eles não fazem com que o paciente fique com cabelos definitivamente. Como última opção, existe o implante capilar.

Queda das sobrancelhas

Cílios e pelos das sobrancelhas e da barba também podem cair.

Algumas doenças autoimunes, processos inflamatórios, como a dermatite seborreica, podem cursar, também, com queda dos cílios e sobrancelhas. É necessário realizar exames para definir a linha de tratamento.

Queda de cabelo no homem

Da 3ª para a 4ª década de vida, a queda de cabelo no homem pode se intensificar, e a partir dos 50 anos, ela pode se tornar ainda mais intensa.

Queda de cabelo na mulher

A alopecia androgenética, que no homem surge geralmente da 2ª para a 3ª década e depois da 5ª década, acontece também na mulher. Existem quedas brandas e outras mais agressivas. Mulheres apresentam queda principalmente na parte do vertex do couro cabeludo (coroa), ficando com essa área sem pelos.

30% das mulheres têm eflúvio telógeno, queda que acomete tanto a área pré-frontal da cabeça quanto o vertex.

Os fatores mais presentes são anticoncepcionais e medicamentos para tireoide (as doenças de tireoide na mulher são em mulher proporção e podem proporcionar o eflúvio telógeno).

Queda de cabelo por tração

Há relatos de uma pessoa cuja filha é bailarina e tem queda de cabelo intensa, principalmente na franja. Isso provavelmente se dá pelo amarrar dos cabelos. Para minimizar o problema é necessário alterar esse penteado ou utilizar medicação.

Tratamentos caseiros

Não existe comprovação científica de que a babosa provoque aumento de pelos, apesar dela ser popularmente usada para isso.

Não existe comprovação científica de que o uso de limão com vinagre combata a caspa. O vinagre tem ação antimicrobiana, mas a caspa geralmente é provocada por fungo.

Estresse, oleosidade e queda de cabelo

Hoje, de cada 10 pacientes que vão aos consultórios dermatológicos, em média 8 se queixam de queda de cabelo, que tem vários tipos, alguns de origem genética. Há mulheres na faixa dos 30 a 35 anos, que tem perda capilar grave.

Antigamente, não existiam tantos estudos e conhecimento na área de queda capilar. Hoje, tem-se descoberto novas causas, diagnósticos e tratamentos eficazes.

Quando a pessoa percebe a queda de cabelo – às vezes não é ela que percebe, mas os conhecidos dela – e começa a se preocupar, é necessário tratamento multidisciplinar. Deve-se cuidar do emocional, pois a perda capilar está também ligada ao estresse, ansiedade e tomada de decisões. A mulher hoje quer ser perfeita no trabalho, como mãe e como esposa, e essas tarefas sobrecarregam-na. Quanto mais cobrança, mais estresse e mais queda de cabelo, e isso se torna um círculo vicioso.

O estresse transtorna o organismo e pode causar oleosidade e queda de cabelo. A caspa inflama a região e geralmente cursa com coceira. O paciente toca o couro cabeludo com a unha, traumatiza e faz ranhuras. Com isso, o cabelo pode cair.

Foliculite

A folicute é uma patologia do couro cabeludo que não leva à queda de cabelo. A pessoa deve tratá-la, procurando um dermatologista (ou, se somente no couro cabeludo, um tricologista).

Agravantes da calvície

Ninguém fica calvo por usar boné, gel no cabelo ou esteroides anabolizantes, na verdade essas ações só aceleram a queda de um fio que inevitavelmente cairia, porém, se a pessoa tem tendência à calvície, é melhor evitar o uso desses artifícios diariamente.

Controle da dermatite seborreica

A dermatite seborreica no couro cabeludo é possível controlar com shampoos apropriados, porém, há pessoas que tem a doença há anos, já usaram shampoo de cetoconoazol, mas ela persiste, e muitas vezes é necessário utilizar medicamentos orais para combatê-la.

Couro cabeludo dolorido

Ter dor no couro cabeludo dolorido é um provável sinal de que a pessoa está com pouco volume capilar, muitas vezes o couro cabeludo está tendo uma exposição solar mais intensa, podendo ter alterações.

Eflúvio anágeno

Em quem faz quimioterapia ou é submetido à administração de alguns tipos de medicamentos fortes, ocorre queda aguda dos cabelos: o eflúvio anágeno. Nele, o cabelo cai na fase inicial, que deveria durar em torno de 10 anos.

Disfunções na tireoide e queda de cabelo

15% dos quadros de eflúvio telógeno provém de alterações tireoidianas. Tanto a hipofunção da tireoide quanto a hiperfunção dela, ou alguns quadros de processos inflamatórios agudos (chamados tireoidites), são causas importantes de perda capilar. O desequilíbrio da tireoide é agravado pelo estresse e má alimentação.

A maioria dos pacientes têm alteração clínica, mesmo que não laboratorial. Quando o médico dá o suporte medicamentoso, o paciente melhora.

Em alguns casos, a pessoa tem uma rarefação no topo da cabeça, sendo possível visualizar mais o couro cabeludo. É possível demorar 10 anos para perceber isso, o que atrapalha o tratamento.

No período em que a pessoa está fazendo terapia, o mais importante é diminuir a ansiedade. É necessário lidar com o que o paciente sofre por antecipação. As pessoas estão preocupadas se serão aceitas. É um conflito grande de aceitação e rejeição.

Às vezes é possível ver resultados em poucas semanas, principalmente a parada da queda. Dependendo do tratamento, em duas semanas o cabelo para de cair. Isso anima o paciente a continuar a terapia.

Diagnóstico

O dermatologista, no exame físico, por meio da dermatoscopia digital, tenta o diagnóstico, porém, às vezes é necessária uma biópsia do couro cabeludo.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).