O que é apneia do sono?

A apneia obstrutiva é a parada respiratória por vários segundos, às vezes até quase um minuto durante o sono e ocorre em virtude de obstrução das vias aéreas ou no nariz ou atrás do céu da boca ou na base da língua.

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Em geral, o paciente com apneia tem sobrepeso e pescoço com circunferência larga. Quando ele para de respirar, o cérebro manda uma mensagem para acordá-lo.

Gravidade

A apneia é o fechamento completo das vias aéreas várias vezes durante o sono; na hipopneia, esse fechamento é parcial, mas as consequências das duas são as mesmas.

A apneia tem vários graus e a gravidade aumenta de acordo com o número de paradas respiratórias por hora: de cinco a quinze, é leve; de quinze a trinta,  moderada; mais de trinta, grave.

O diagnóstico faz-se pela polissonografia, exame que, efetuado durante o sono, torna possível definir o melhor tratamento.

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Queda do nível de oxigenação

Em razão do fechamento das vias aéreas, a apneia faz com que a oxigenação sanguínea diminua e haja possíveis alterações cardiovasculares. A gravidade da apneia também resulta do tempo em que o indivíduo permanece com essa baixa oxigenação durante o sono.

Apneia em crianças

Nenhuma criança deve roncar. Se alguma apresentar histórico vinculado a qualquer alteração respiratória, isso poderá influenciar-lhe o crescimento, o aprendizado e o comportamento. Geralmente essa obstrução ocorre pela existência de adenoides e amígdalas.

Tratamento da apneia em crianças

A cirurgia é o principal tratamento para a criança, principalmente se ela exibir amígdalas e adenoides grandes porque, quando retiradas, a respiração volta ao normal. No caso de situação respiratória mais complicada, pode-se recorrer ao CPAP.

Tratamento da apneia em adultos

CPAP

O CPAP, ventilação nasal realizada por uma máscara, é geralmente indicado para quem tem apneia de moderada a grave.

Em virtude da apneia do sono é que se aconselha a remoção das amígdalas em adultos. Ela normalmente provém da flacidez em qualquer ponto um pouco abaixo das vias aéreas e, nessas condições, o CPAP é o principal tratamento.

Aparelhos intraorais

Para quadros de apneia de leves a moderados, se houver mínimas alterações na oxigenação sanguínea, o aconselhável é usar aparelhos dentários intraorais, que, durante o sono, fazem a protrusão de mandíbula e aumentam o espaço de passagem do ar pela garganta.

Desobstrução nasal

É importante examinar-se o nariz, uma vez que as obstruções e os desvios ósseos nessa área também trarão incômodo e dificuldades respiratórias durante o sono.

Causas

A apneia em crianças comumente se manifesta pela hipertrofia das conchas nasais – pequenos ossos envolvidos por uma membrana. Também pode ocorrer a expansão das adenoides, situadas na parte superior da garganta, além do crescimento das amígdalas, que às vezes ficam tão grandes que obstruem a passagem de ar.

Para detectar a disfunção, observe se a criança tem o rosto cansado e o sono agitado. Se ela estiver com dificuldade para respirar, procure um otorrinolaringologista e também de um ortodontista, já que, na maioria das vezes, isso se associa a alterações da arcada dentária.

No adulto, além da possibilidade de obstrução nasal, há fatores ligados à obesidade, porque quem engorda não ganha peso também nas vias aéreas, o que pode comprometer a passagem do ar por essa área.

Também pode haver bloqueio atrás do céu da boca. Um muito frequente é o retrolingual (atrás da língua). Durante o sono, a musculatura da língua, vinculada ao estreitamento das vias aéreas, cai (isso se denomina ptose da língua) e impede a passagem do ar. Destarte, mesmo que o paciente respire pela boca, poderá sofrer parada respiratória durante alguns segundos. A apneia pode ocasionar até distúrbios cardiológicos e circulatórios .

Em geral, problemas nasais, como desvio do septo e crescimento dos cornetos, são mais comuns.

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CRM: 70468. Residência médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (2011-2014). Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (2004-2010). Especialização em Fellowship em Cirurgia Otorrinolaringológica pelo Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (2014-2015). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Adventista de Manaus (2015-atual). Médica Otorrinolaringologista da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (2016-atual). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Universitário Getúlio Vargas (2016-atual). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Iranduba (2010-2011). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Itacoatiara (2010).