Mucuna: Benefícios e como Usá-la

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Mucuna: benefícios e como usá-la

No Brasil, a mucuna (Mucuna pruriens) é conhecida por muitos nomes, como pó-de-mico, café-berrão ou mucuna-preta. Existem algumas variedades dela com cores diferentes, entre o marrom-claro, o cinza e o preto.

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Mucuna (Mucuna pruriens).

A mucuna é da família do feijão e se assemelha a ele. Ela é originária da América do Sul, da África e da Índia, onde é utilizada há mais de 4.500 anos na medicina ayurvédica, para tratar muitos problemas de saúde.

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No Brasil, ela nasce como uma trepadeira que sobe pelas árvores, formando vagens que ficam penduradas e que, dependendo da variedade, podem ser maiores ou menores. Ela é coberta por urticantes que, quando em contato com a pele, causam coceira e inflamação, por isso é chamada de pó-de-mico.

É nas sementes que se concentram os princípios ativos dessa planta, que são utilizados medicinalmente.

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L-DOPA (ou Levodopa)

A mucuna ficou famosa nos últimos anos devido à pesquisas que demonstraram que, na polpa das sementes dela, há grande quantidade de uma substância chamada L-DOPA, um precursor da dopamina no organismo.

No cérebro, a L-DOPA chega no cérebro é convertida em dopamina, que, juntamente com a serotonina e a norepinefrina (também chamada de noradrelina), são importantes neurotransmissores.

Quando se tem quantidades adequadas de dopamina, o cérebro funciona melhor: a pessoa fica mais alerta, tem uma melhor cognição e coordenação motora.

O uso de L-DOPA sintética é um dos melhores tratamentos para controlar, por exemplo, os tremores do Parkinson.

Pesquisas demonstram que essa grande concentração de L-DOPA na polpa da mucuna talvez tenha efeitos melhores que os da L-DOPA sintética.

Quando há deficiência de dopamina na região estriatal do cérebro, pode ocorrer problemas como depressão, falta de vitalidade, prostração, e doença de Parkinson. É importante ter níveis adequados de L-DOPA no organismo para não desenvolver esse tipo de problema.

Para pessoas que, por causa da doença de Parkinson, tomam muitos medicamentos que não amenizam os problemas (como as tremedeiras, que melhoram momentaneamente, mas voltam a piorar), como relaxantes musculares e tranquilizantes, a mucuna pode ser indicada como um medicamento natural e que não provoca efeitos colaterais.

Toxidade da mucuna

Em pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Ceará, o uso da mucuna em alta quantidade e durante 90 dias em animais de laboratório, não causou nenhuma mudança hematológica, tampouco fisiológica neles – ou seja, os rins, o fígado e ou qualquer outra estrutura do organismo não deixaram de funcionar adequadamente.

Isso demonstra que, se consumida em doses adequadas, a mucuna é um medicamento seguro.

Benefícios da mucuna

Ação antioxidante

Uma pesquisa realizada por uma universidade americana demonstrou que a mucuna exerce excelente ação antioxidante, combatendo os radicais livres do organismo, que causam vários problemas, como doenças degenerativas, pioram o Parkinson, o Alzheimer, a artrose, a artrite reumatoide, inflamações e causam envelhecimento precoce.

Ação quelante de metais

A mucuna tem capacidade comprovada cientificamente de quelar metais pesados que estão no organismo. Nos testes, ela teve alta capacidade quelante, por exemplo, do ferro.

Para quem tem excesso de ferritina, a mucuna quela o ferro livre no organismo e reduz as taxas de ferro na corrente sanguínea.

Tratamento de doenças degenerativas

Suas ações como antioxidante e quelante de metais pesados são fatores importantes para ajudar no tratamento de doenças neurodegenerativas. A mucuna exerce efeito neuroprotetor e neuroregenerador, além de aumentar a concentração de dopamina, e por isso é tão importante para o tratamento de doenças neurológicas, como o Parkinson e o Alzheimer.

Uma pesquisa americana demonstrou que o uso da mucuna aumentou a concentração de L-DOPA, dopamina, serotonina, norepinefrina e outros compostos importantes para a saúde cerebral, como neuroprotetores e neuroregeneradores, na região nigroestriatal do cérebro, relacionada à coordenação motora.

Essa pesquisa também demonstrou que o consumo da mucuna aumenta a concentração da coenzima q10 e de NADH (nicotinamida adenina dinucleótido hidreto) no cérebro. Essas duas substâncias aumentam a produção de energia das células.

Quando se tem a coenzima q10 e o NADH em quantidades suficientes no cérebro, as células cerebrais funcionam de maneira saudável. Tanto a coenzima q10 quanto o NADH são utilizados para o tratamento do Parkinson.

Tratamento do Parkinson

Existem dezenas de artigos científicos demonstrando a capacidade da mucuna em tratar o Parkinson.

Um deles comparou, em humanos, o consumo de mucuna com a L-DOPA sintética. Os pacientes que utilizaram mucuna tiveram uma ação da L-DOPA no organismo 21,9% mais rápida que a da L-DOPA sintética.

Nesse estudo, um grupo consumiu sementes de mucuna, e outro L-DOPA sintética. O primeiro teve 110% mais L-DOPA na corrente sanguínea do que o segundo. Isso demonstra que a mucuna eleva a concentração da L-DOPA sanguínea.

Outra pesquisa americana constatou que o uso de mucuna é muito mais eficiente que o da L-DOPA sintética para tratar a doença de Parkinson.

Quem sofre de Parkinson pode comprar cápsulas de mucuna em farmácias de manipulação.

Tratamento da diabetes

Duas pesquisas indianas demonstraram a ação da mucuna no controle da glicemia em casos de diabetes. Em uma delas, animais diabéticos que consumiram a mucuna durante 6 semanas tiveram uma redução de até 50% da taxa glicêmica.

Combate à disfunção erétil

Uma pesquisa demonstrou que, em animais com disfunção erétil, o consumo de mucuna durante 45 dias aumentou significativamente as ereções e a disponibilidade sexual.

Combate à infertilidade masculina

Um estudo indiano demonstrou que o consumo de pó da semente de mucuna, em homens inférteis por conta de estresse, aumentou significativamente o volume de esperma produzido, o número de espermatozoides e a motilidade deles.

Outra pesquisa indiana demonstrou que o consumo das sementes de mucuna aumentou significativamente a produção de testosterona.

Controle do câncer

Uma pesquisa indiana demonstrou que o uso da tintura das sementes de mucuna controlou alguns tipos de câncer, podendo ajudar na prevenção e compor um tratamento auxiliar contra o câncer.

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