Marroio-branco: benefícios e como usá-lo

Atualizado em:

PUBLICIDADE


Marroio-branco: características

O marroio-branco (Marrubium vulgare), também conhecido no Brasil como hortelã do maranhão ou hortelã da folha grossa, pertence à grande família botânica das labiadas.

marrubium-vulgare
Marroio-branco (Marrubium vulgare)

É uma planta invasora, nativa da Europa e da Ásia, onde nasce espontaneamente. Foi trazida ao Brasil no período colonial e atualmente, se encontra adaptada aos climas das Américas, e é possível encontrá-la facilmente na América do Norte e na América do Sul.

PUBLICIDADE
cursos sobre plantas medicinais cpt

O marroio-branco cresce em terrenos secos e áridos, e sua aparência se assemelha a da menta e a da hortelã. Em diferentes civilizações, como no Egito Antigo, o marroio-branco foi amplamente utilizado para tratar principalmente doenças respiratórias.

Hoje, a planta continua sendo recomendada e utilizada popularmente para tratar bronquite, tosse, asma, catarro, etc., e é muito utilizada como condimento e, na indústria alimentícia, para aromatizar licores, doces e pastilhas para tosse, por conta dos seus óleos essenciais aromáticos.

PUBLICIDADE


O marroio-branco também é recomendado para tratar problemas hepáticos, espasmos, falta de apetite, gases intestinais, dispepsia (dificuldade de digestão), infarto e controlar febres e inchaços.

Toxicidade do marroio-branco

Gestantes ou mulheres que suspeitem estar grávidas não devem consumir marroio-branco, pois ele exerce efeito abortivo, comprovado em exames com cobaias. Ele impede a nidação – fixação do zigoto na parede uterina para se desenvolver – e elimina o embrião.

Depois que o embrião está em desenvolvimento, o marroio-branco induz o aborto e pode causar uma redução significativa de peso nos fetos que chegarem ao final da gestação.

Benefícios do marroio-branco

Ação antioxidante

O marroio-branco tem um conjunto de compostos fenólicos que têm excelente ação antioxidante, combatendo radicais livres, inflamações, doenças crônicas, o envelhecimento precoce e até mesmo o câncer.

Controle do colesterol

O uso dos extratos ou do chá do marroio-branco reduz as taxas de triglicérides e de colesterol LDL (ruim para o organismo) e aumenta as taxas de HDL (bom para o organismo), ajudando a controlar a obesidade e o perfil lipídico.

O marroio-branco reduz expressivamente o risco de arteriosclerose, e é indicado para quem está dentro do grupo de risco dessa doença, como fumantes e hipertensos.

O marroio-branco controla a obesidade causada por conta da diabetes.

Controle da diabetes

Pesquisas demonstraram que, no prazo de duas semanas de administração, o marroio-branco reduziu a glicemia (concentração de glicose sanguínea), aumentou a disponibilidade de insulina (hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a glicose a entrar nas células) e de glicogênio (um açúcar de reserva) nos tecidos.

A insulina carreia moléculas de glicose do sangue para o fígado ou para as fibras musculares, onde utiliza-as para construir glicogênio.

Se não há glicogênio, a glicose está toda na corrente sanguínea. Se há muito glicogênio, a glicose está sendo recolhida e trazida para os tecidos.

O marroio-branco pode ser utilizado na forma de chá (a mais simples), tintura ou pó.

Para fazer chá de marroio-branco, utilize uma colher de planta picada (seca ou fresca) para cada xícara de água. Quem tem diabetes pode tomar uma xícara de chá antes de cada refeição, caso contrário, duas ou três xícaras ao longo do dia. Essa é a forma de tomar o marroio-branco e outras plantas medicinais que têm efeito parecido.

Em um estudo comparativo entre o extrato de marroio-branco e a glibenclamida, um medicamento convencional para diabetes, o resultado foi idêntico: no prazo de 7 dias, houve redução de 50% da taxa glicêmica de diabéticos.

Quem toma glibenclamida para controlar a diabetes pode experimentar substituí-la pelo marroio-branco, medindo a glicemia para verificar o efeito.

Proteção do fígado

O marroio-branco foi testado em quem faz uso prolongado do paracetamol – analgésico e antitérmico muito comum –, e evitou os efeitos tóxicos do remédio em relação ao fígado.

Em comparação com a silibinina, medicamento comercial para proteger o fígado, o marroio-branco teve resultados semelhantes.

Para tratar problemas hepáticos, recomenda-se o marroio-branco como medicamento.

Ação anti-inflamatória

O marroio-branco demonstrou excelente atividade em alguns modelos inflamatórios. Antes de utilizar diclofenaco, ibuprofeno ou qualquer outro medicamento anti-inflamatório, a pessoa pode experimentar o marroio-branco, que pode ser uma solução eficiente e natural para a inflamação.

Ação analgésica

Em um estudo, o ácido marrubínico, um dos princípios ativos do marroio-branco, demonstrou potente ação analgésica em vários modelos de dor. Quem está com dor de cabeça, dor inflamatória ou dor pós-cirúrgica pode experimentar o marroio-branco como analgésico natural.

Em um estudo, a eficiência da marrubinina – outro princípio ativo do marroio-branco – como analgésico, foi maior do que a de alguns analgésicos comerciais. Isso comprova que o marroio-branco tem eficiente ação analgésica.

Ação antiespasmódica

Antiespasmódicos evitam a contração da musculatura lisa – que está por exemplo, em volta do útero, do estômago, etc.

Como espasmódico, o marroio-branco impede em grande parte a contração da musculatura lisa, evitando cólicas menstruais, estomacais, intestinais, da bexiga e, inclusive, combatendo diarreias (evitando a grande motilidade intestinal).

Controle da pressão e proteção do coração

Em casos de hipertensão, o marroio-branco reduz a pressão arterial, pois exerce ação vasorrelaxante – relaxa a musculatura em volta dos vasos sanguíneos e, com isso, reduz a pressão com que o sangue passa dentro deles.

Em outro estudo, além da ação anti-hipertensiva, o chá do marroio-branco também protegeu o coração em casos de hipertensão.

Quando se força muito o coração, a musculatura dele fica cada vez mais rígida, fazendo com que ele funcione mal. Em casos de hipertensão, o marroio-branco protege o coração para que ele não tenha o funcionamento prejudicado.

A ação anti-hipertensiva do marroio-branco foi testada e é igual à da amlodipina – medicamento para controle da pressão arterial que pode ser encontrado em farmácias.

Os extratos do marroio-branco exercem ação protetora cardíaca em casos de ataques químicos, causados, por exemplo, por medicamentos ou por outros produtos químicos. Nesses casos, o marroio-branco protege o coração contra infartos.

Na forma de extrato, chá ou pó, o maiorro-branco é uma excelente opção de tratamento natural para o coração.

Ação fungicida

O chá do marroio-branco combate uma grande gama de fungos, que causam micoses, candidíase e outros problemas.

Ação antibiótica

Como antibiótico, os extratos de marroio-branco tiveram ação parecida com a do medicamento ciprofloxacino, combatendo moderadamente vários tipos de bactérias, como Pseudomonas, Escherichia coli, Staphylococcus e outras.

Para quem tem infecção bacteriana no organismo, o extrato de marroio-branco pode ser um excelente antibiótico.

Proteção estomacal

O marroio-branco tem ação idêntica à do omeprazol: reduz a acidez estomacal, estimula a produção de muco na parede do estômago e exerce atividade sobre a parede do estômago, reduzindo os sintomas das gastrites e cicatrizando úlceras gástricas.

Um estudo demonstrou que o extrato de marroio-branco controla o desenvolvimento da bactéria Helicobacter pylori, responsável por gastrites, pois ela devora a mucosa estomacal e expõe a parede do estômago ao ácido estomacal, o que causa feridas. Evitando o desenvolvimento dela, a pessoa tem uma melhor saúde estomacal.

Tratamento da leucemia

A ladaneína, uma das substâncias ativas encontradas no marroio-branco, teve importante ação no controle do desenvolvimento de células leucêmicas humanas, impedindo que se multiplicassem pelo corpo, e inclusive, combatendo linhagens dessas células resistentes a quimioterápicos convencionais.

Em casos de leucemia, pode-se utilizar o chá, o extrato ou a tintura do marroio-branco. Diferente da quimioterapia, o uso do marroio-branco não causa prejuízo às células sanguíneas saudáveis, combatendo somente as leucêmicas.

PUBLICIDADE