Lifting facial

Lifting facial

O envelhecimento caracteriza-se por queda das sobrancelhas, afundamento das pálpebras, avanço da bochecha – o que acentua o sulco nasogeniano – e aumento da flacidez abaixo do queixo.

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O objetivo do lifting facial é reposicionar a pele para obter resultado natural, e não esticá-la excessivamente, transformando completamente o semblante.

É impossível determinar a duração do efeito de um lifting, porém, mesmo que o rosto fique mais bonito e harmônico, o envelhecimento é irrefreável e o retorno da flacidez depende do tipo de pele e dos hábitos de vida.

Em alguém com setenta anos de idade, a resposta ao lifting é mais nítida, já, em um paciente com cinquenta anos, por exemplo, a mudança não é tão grande, por isso não se indica esse procedimento para casos de flacidez leve, tampouco para estágios muito avançados.

Avaliação médica prévia

Antes de realizar o lifting facial, é necessário analisar o histórico e os hábitos de vida do paciente: se fuma, pratica esportes, etc. Depois, procede-se a exames laboratoriais a fim de se identificar se há anemia e determinar o estado da tireoide, dos rins e do coração, além de possíveis problemas ligados à coagulação.

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Cuidados pós-operatórios

O sangramento é uma das complicações mais comuns associadas ao lifting facial. Como em toda cirurgia, é possível que isso ocorra até as primeiras três semanas e, ainda que não seja grande, prejudica a qualidade da cicatrização e talvez comprometa o resultado. Além disso, pode esticar a pele (que estará solta), o que aumenta a possibilidade de necrose, visto que o fluxo sanguíneo, já baixo, diminui ainda mais. Assim, caso haja acúmulo de sangue que ocasione tensão, será preciso reoperar o local para limpeza.

Os vasos sanguíneos levam cerca de vinte e um dias para cicatrizar, período em que o paciente deve tomar banhos mornos e não carregar peso. Também não deve deitar-se de lado nos primeiros quarenta e cinco dias. Hipertensos precisam redobrar o cuidado, já que a pressão é um dos fatores de risco durante o intra e o pós-operatório.

Por fim, o indivíduo deve manter hábitos saudáveis, evitar o sol, usar hidratante, e, se for sua vontade, de tempos em tempos aplicar toxina botulínica ou passar por peeling.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).