Jambu: benefícios e como usá-lo

Jambu: características

O jambu (Acmella oleracea) é uma planta muito comum, principalmente no Norte do Brasil. É utilizada medicinalmente e na gastronomia há muito tempo pelos povos amazônicos. É uma pequena margarida originária da região amazônica (especialmente do Pará), que hoje se dispersa por muitos lugares do Brasil fora da região Norte.

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Existem outras espécies dela com margaridas um pouco diferentes, mas sempre com o caule avermelhado, as folhas seguindo aproximadamente o mesmo padrão e as margaridas com um miolo alto, formando um “morrinho”.

O jambu é mais conhecido por sua atividade anestésica local. É possível reconhecer a planta mastigando um pequeno pedaço da sua flor nos dentes da frente e esfregando a língua nele. Automaticamente, a língua e os lábios vão começar a ficar anestesiados.

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Quando cozida, ela perde um pouco dessa propriedade, mas continua levemente anestésica. Ela é utilizada no Pará, por exemplo, como ingrediente essencial do molho de tucupi. O jambu também é conhecido como “agrião-do-Pará”. Também é utilizada em receitas com peixes ou frutos do mar.

Cuidados no uso do jambu

É preciso ter cuidado com o uso do jambu. Devido a sua ação anestésica local, ele pode paralisar a glote quando se ingere o extrato cru dele (por exemplo, quando a pessoa acaba engolindo algum preparado ou amassado com ele).

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Na garganta existem dois canais: o esôfago (que vai para o estômago) e a traqueia (que vai para o pulmão). A glote fecha esses canais alternadamente e, se ela paralisa, ela pode se inchar, causando sufocamento.

O jambu deve ser utilizado aquecido, como chá, ou cozido se for utilizado como tempero de alimentos. O extrato cru deve ser utilizado somente em aplicação local e não deve ser engolido.

O jambu é estimulante do apetite, e pode ser utilizado, na culinária, em caldos, sopas, cozidos de carnes, peixes, etc.

Benefícios do jambu

Ação anestésica local

Como anestésico local, o jambu é excelente para feridas na mucosa. Em aftas grandes e muito doloridas dentro da boca, o bochecho com o sumo feito dessa planta, ou até mesmo esmagar a planta e aplicar o “caldo” dela com um algodão na área, pode ser excelente.

Nos Estados Unidos, os dentistas, antes de aplicarem a anestesia, passam algodão com o extrato do jambu para anestesiar a área para que a pessoa não sinta a picada.

Proteção estomacal

É uma planta protetora estomacal e é indicada para casos de gastrite, azia e úlcera. Ela tem uma ação muito forte de proteção da parede do estômago, pois aumenta a produção de muco no estômago, e tem uma ação cicatrizante para as feridas na parede do estômago (por exemplo as úlceras).

Ação anti-inflamatória, analgésica e antitérmica

Ela tem uma atividade anti-inflamatória, o que também ajuda no combate de úlceras e gastrites. Na forma de chá, pode ter bons resultados para vários tipos de inflamações (como inflamações da garganta).

O jambu reduz a sensação de dor. Principalmente em pessoas que passaram por uma cirurgia e têm uma dor muito grande na área operada, e precisam tomar analgésicos e anti-inflamatórios, o chá de jambu pode ser excelente para combater essas dores e melhorar o processo e cicatrização.

Tomar o chá de jambu pode ser excelente para controlar a temperatura do corpo em pessoas que estão com febre. Tomando paracetamol ou dipirona, a febre baixa em 15 minutos. Com plantas medicinais – seja o jambu, folha de pitanga, raiz de paripabora, etc. – o organismo precisa de um tempo maior para reagir e controlar a febre. Se a febre passar de 40°C e for necessário baixa-la rapidamente, a pessoa deve tomar uma medicação alopática.

Além do chá da planta medicinal, tomar um banho bem fresco e colocar uma toalha úmida na testa e na virilha são medidas que ajudam a baixar a febre, principalmente em crianças.

Ação diurética

O jambu aumenta a produção de urina e a filtragem dos rins. Os rins filtram o sangue, e um diurético pode ser excelente para retirar toxinas que estão no sangue, ajudar a desinchar e até ajudar no fluxo de urina em casos de cistites e infecções urinárias.

Sistema imunológico

O jambu eleva significativamente a atividade do sistema imunológico. Quando uma pessoa está com algum tipo de infecção, como uma gripe, o sistema imunológico precisa estar muito bem para atacar esses elementos externos que estão causando algum mal. Quanto mais elevada estiver o sistema imunológico, melhores os resultados na cura do organismo.

O jambu pode ser uma planta excelente no tratamento de infecções por vírus, bactérias, fungos, etc.

Ação bactericida

O jambu foi testado com algumas bactérias e tem uma atividade bactericida. Hoje, ele é considerado como conservante de alimentos, sendo utilizado para evitar, por exemplo, ataques de fungos e bactérias, aumentando a vida útil dos alimentos.

Ação larvicida

O extrato do jambu tem o potencial de eliminar as larvas do Aedes aegypt (o pernilongo transmissor da dengue) e do anófeles (que transmite a malária) quando ainda estão na fase aquática, e é interessante no controle desses vetores de doenças que se espalham rapidamente.

Controle de carrapatos

O chá muito forte dessa planta, aplicado no banho dos cachorros, gatos e outros animais, tem a atividade de aumentar o índice de morte das fêmeas maduras (que colocariam os ovos) e de reduzir em quase 100% a viabilidade dos ovos, tanto no ambiente quanto nos pelos dos animais.

Quando o extrato do jambu toca a parede do ovo, ele contamina o ovo e mata as larvas do carrapato, evitando que elas nasçam e que haja uma infestação.

Antienvelhecimento

O jambu funciona como antienvelhecimento. O botox paralisa a musculatura para que não fiquem linhas de expressão. Uma pesquisa demonstra que o uso da pomada de jambu é excelente no rosto, pois ela também reduz a atividade da musculatura subcutânea, evitando a formação de rugas e linhas de expressão.

Além disso, na área em que é aplicado, ele organiza e aumenta a produção de colágeno (que dá vitalidade para a pele), o que melhora sensivelmente a qualidade da pele.

Atividade sobre o aparelho sexual masculino e feminino

Uma pesquisa de uma universidade brasileira tentou demonstrar a atividade do jambu sobre o aparelho sexual masculino e feminino. Foi feita uma pomada de jambu que foi oferecida para utilização por um número de casais.

Metade dos casais utilizaram essa pomada durante o ato sexual, e metade utilizaram uma pomada que não tinha jambu (para verificar se os resultados não eram psicológicos).

Todos os casais do grupo que utilizou a pomada de jambu relataram melhora no desejo e no desempenho sexual, e melhora significativa na satisfação sexual, principalmente das mulheres.

Como o jambu tem uma função vasodilatadora, homens que tinham disfunção erétil relataram uma melhora significativa no seu desempenho sexual, pois a irrigação sanguínea na área do pênis foi aumentada, melhorando os casos de disfunção erétil.

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