Ipê-roxo: Benefícios e Como Usá-lo

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Ipê-roxo: benefícios e como usá-lo

O ipê-roxo é uma planta famosa no Brasil, muito utilizada na medicina tradicional. Existem várias espécies dela, todas com propriedades parecidas.

O nome científico do ipê-roxo varia de acordo com a espécie, as mais comuns e fáceis de encontrar são a Tabebuia heptaphylla e a Tabebuia impetiginosa, mas é possível utilizar medicinalmente outras espécies.

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Tabebuia heptaphylla.
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Tabebuia impetiginosa.

O ipê-roxo também é conhecido popularmente como “pau d’arco”. Ele tem uma madeira nobre, muito dura, utilizada na construção civil e movelaria. É uma árvore que enfrenta risco de extinção no Brasil, por conta do declínio dos biomas onde se desenvolve – a Amazônia, a mata atlântica e o cerrado. Ele também é utilizado em paisagismo e urbanismo.

A parte do ipê-roxo normalmente utilizada medicinalmente é a entrecasca (parte interna da casca), obtida retirando uma lasca de casca.

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A parte grossa, escura, de fora da planta, não tem propriedades medicinais – é somente uma cortiça, que deve ser raspada e jogada fora.

A parte de dentro da casca, que tem contato com o tronco, abriga os princípios ativos. Apesar disso, algumas pesquisas demonstram que a serragem da madeira fresca do ipê-roxo também tem importantes princípios ativos que são pouco explorados.

Cuidados no uso do ipê-roxo

O ipê-roxo não deve ser consumido durante a gestação, pois, ele exerce atividade abortiva e teratogênica (pode causar má-formação fetal).

Lapachol

Existem muitos compostos no ipê-roxo, mas o lapachol – substância encontrada na casca, que foi patenteado em 1975 – é o de maior destaque.

Benefícios do ipê-roxo

Ação anti-inflamatória e antibiótica

O ipê-roxo exerce forte efeito anti-inflamatório e antibacteriano, e é utilizado tradicionalmente para tratar vários tipos de inflamação, para lavar e cicatrizar feridas, e outras utilidades relacionadas ao combate de infecções e inflamações (ações comprovadas por pesquisas científicas).

Tratamento da doença de Chagas

Para sugar o sangue humano, o inseto barbeiro (Triatoma brasiliensis) fura a pele e defeca no local. As fezes dele estão contaminadas com o parasita Trypanosoma cruzi, que entra na corrente sanguínea e desencadeia a doença de Chagas.

O ipê-roxo inibe a reprodução e o desenvolvimento dos tripanossomas, e é indicado para combater os efeitos e auxiliar na regressão da doença de Chagas.

Proteção do estômago

O ipê-roxo tem atividade efetiva no controle de doenças estomacais. Ele tanto reduz a acidez estomacal quanto aumenta a produção do muco protetor da parede do estômago, e é uma das ervas que podem ser utilizadas por quem tem gastrite ou úlcera.

O H. pylori (Helicobacter pylori) é uma bactéria que causa gastrite e destrói a mucosa do estômago, assim, os ácidos estomacais ferem a parede estomacal. O ipê-roxo reduz expressivamente o desenvolvimento dessa bactéria no estômago, auxiliando no controle da gastrite e da úlcera.

Ação antioxidante

Antioxidantes combatem os radicais livres, que podem levar a vários problemas de saúde e até mesmo o desenvolvimento do câncer – a oxidação das células causa o envelhecimento precoce e a degeneração do material genético.

Como antioxidante, o ipê-roxo serve como preventivo de várias doenças. As folhas dele também têm atividade antioxidante.

Ação antitrombótica

O ipê-roxo inibe a agregação plaquetária, ou seja, age como antitrombótico, evitando a coagulação do sangue nas veias, que forma as placas que levam à trombose.

Ele pode ser um auxiliar no tratamento contra a trombose, melhorando a circulação sanguínea.

Ação cicatrizante

O ipê-roxo exerce eficiente atividade cicatrizante no tratamento de feridas, queimaduras, cortes, etc. Ele acelera a cicatrização e melhora a condição dos tecidos na área que está sendo cicatrizada.

A pomada feita da casca do ipê-roxo, tem excelentes resultados para a cicatrização de feridas.

Controle da diabetes

A casca do ipê-roxo regulariza a glicemia, auxiliando no tratamento da diabetes e da hiperglicemia. Pessoas que têm baixa produção de insulina pelo pâncreas têm o ipê-roxo como um auxiliar nesse tratamento.

Tratamento do câncer

Em vários tipos de câncer, como de pulmão, de intestino, de próstata e de laringe, o ipê-roxo leva as células cancerosas a apoptose (morte) e evita o desenvolvimento delas na ordem de até 88%.

Tratamento da AIDS

Os extratos do ipê-roxo reduzem a expressão do vírus HIV. Isso significa que eles se reproduzem menos e têm menor atividade, facilitando a ação de outros medicamentos, como o coquetel antirretroviral que os soropositivos tomam.

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