Inhame: benefícios e como consumi-lo

Inhame: características

O inhame (Colocasia esculenta) é uma planta conhecida não só no Brasil, mas também na África, na Ásia e em muitos lugares. É uma planta originária da África e da Ásia, com mais de 600 espécies, das quais 15 são comestíveis.

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O inhame é um rizoma subterrâneo que tem folhas muito grandes. É uma planta alimentícia da família da taioba, muito rica em nutrientes e com dezenas de propriedades medicinais.

Normalmente, o inhame nasce em lugares úmidos e com terreno fértil. Debaixo de cada conjunto de folhas, se encontra uma ou mais “batatas”. Ele também tem outros nomes, como “inhame-coco” (por causa da semelhança dele com a polpa do coco), inhame-roxo (devido as flores serem arroxeadas e os talos roxos) e, em outras partes do mundo, “taro”.

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Cuidados no consumo do inhame

As folhas do inhame não são comestíveis. Às vezes ele é confundido com a taioba, uma planta cujas folhas são muito procuradas como alimento e cujas raízes também são comestíveis.

Mesmo que as folhas do inhame sejam cozidas, elas continuarão causando urticárias na mucosa, pinicando a boca, a língua e a garganta.

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A glote é uma estrutura que divide a passagem da traqueia (para respirar) e do esôfago (para engolir. Quando ela incha, ela bloqueia a passagem de ar, causando sufocamento. Quando a pessoa come a folha do inhame em excesso ou tem uma sensibilidade, ela pode ter um edema da glote e um sufocamento.

Somente a raiz do inhame deve ser consumida, tanto crua (na forma de suco) ou cozida. Porém, o inhame cru possui fitatos e cristais de ácido e pode, em alguns casos, causar urticária em pessoas sensíveis. A pessoa pode experimentar a sua sensibilidade pingando uma ou duas gotas nos lábios antes de consumir o inhame cru em maior quantidade.

Em caso de reação ou incômodo, deve-se suspender o uso.

Mulheres grávidas podem consumir o inhame como alimento, mas não como tratamento médico ou em excesso.

Consumo na alimentação

O inhame é rico em carboidratos e fibras. É uma planta que nasce facilmente e é de fácil acesso, principalmente para populações de baixa renda. Como é altamente nutritiva, ela é uma alternativa para combater, por exemplo, a desnutrição infantil.

Benefícios do inhame

Sistema reprodutor feminino

Algumas pesquisas demonstram que algumas substâncias do inhame atuam sobre o sistema reprodutor feminino e aliviam os sintomas da TPM. Uma semana antes de chegar na TPM, as mulheres podem começar a consumir o inhame para evitar o atenuar os efeitos da TPM.

Mulheres que querem ter filhos devem comer inhame constantemente, pois ele aumenta a fertilidade.  O inhame é um alimento muito comum em alguns países da África. Nesses lugares, as mulheres têm muitos filhos – há até mesmo incidência de gêmeos.

Ação antitumoral

Muitas pesquisas estão estudando a atividade do inhame como antitumoral. Ele impede, por exemplo, a proliferação do câncer de mama, do cólon, do pulmão e de osteosarcomas (cânceres malignos nos ossos). Ele impede também a metástase – ou seja, que as células do câncer migrem pelo corpo e atinjam outros órgãos e sistemas.

O uso do inhame, no caso da leucemia, tem demonstrado uma atividade de induzir a apoptose (a morte) das células cancerígenas.

Sistema imunológico

No Brasil e em outros países da América do Sul a dengue tem se tornado um problema epidêmico.

O inhame faz com que o sistema imunológico tenha uma atividade mais intensa, o que é importante quando se está combatendo vírus, bactérias, fungos e todo tipo de agente patógeno que invade o corpo. No caso, o vírus da dengue é combatido com mais eficiência com o uso do inhame.

O inhame tem a capacidade de estimular o amadurecimento das células sanguíneas. Ele acelera a hematopoese (a formação de novas células sanguíneas), o que pode auxiliar no controle dos casos hemorrágicos da dengue, pois irá produzir não somente os eritrócitos (células vermelhas), como os leucócitos (células brancas) e as plaquetas (os corpúsculos responsáveis por evitar as hemorragias e sangramentos).

Combate as anemias

O consumo de inhame eleva a disponibilidade de ferro no organismo e é um excelente auxiliar no combate das anemias.  É possível consumir o suco de inhame com limão ou laranja, pois a vitamina C ajuda a fixar o ferro no organismo.

O inhame também pode agir de maneira eficiente em casos de anemias causadas por perdas sanguíneas (como em acidentes ou cirurgias).

Ação antioxidante

O inhame ajuda a eliminar radicais livres do organismo, que causam oxidação das células e do material genético, a razão do envelhecimento. Com a oxidação, as células da pele começam a produzir menos colágeno, e a pessoa vai ficando enrugada; as células ósseas começam a se reproduzir menos, causando osteoporose e menor fixação do cálcio; entre outros efeitos do envelhecimento.

Em uma pesquisa, o inhame reduziu em 55% a síntese de colesterol no organismo. Os lipídeos que a pessoa consome não se tornam colesterol, pois ele reduz a síntese do colesterol.

Hipertensão e problemas cardíacos

O inhame ajuda a regular a pressão arterial, pois é rico em potássio. Como o sódio eleva a pressão arterial, a relação entre sódio e potássio vai equilibrar a pressão arterial.

Além disso, também por conta do potássio, ele controla a frequência cardíaca e fortalece o coração em casos de pessoas que têm fraqueza cardíaca ou que sofrem de arritmia cardíaca.

Ação anti-inflamatória

Vários artigos científicos demonstram uma ação anti-inflamatória do inhame, e o consumo dele pode ser muito eficiente em casos de inflamações pelo corpo, sejam elas qual forem.

O inhame ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, e é indicado para pessoas que sofrem de diabetes (principalmente diabetes tipo 2).

Sistema nervoso central

O inhame apresenta uma ação relativamente depressora do sistema nervoso central. Para pessoas com estresse ou nervosismo, ele tem uma atividade sedativa, ansiolítica e calmante.

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