Implante de barba

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Transplante de barba

A barba, além de ser um símbolo masculino, está sendo cada vez mais adotada pelos homens. Porém, muitos deles não têm uma genética favorável e sofrem para conquistar uma barba cheia. Alguns têm a chamada hipotriquia (falha na barba), no bigode ou no queixo, ou entre ambos, para corrigir muitos optam por procedimentos cirúrgicos.

Para passar um ar mais sério e maduro, os homens aproveitam os avanços da medicina para desfilar com uma barba volumosa e sem defeitos.

Às vezes o paciente tem 20, 22 anos, e quer ter uma barba cheia, mas ela se desenvolve até os 35 anos. Se com 30 anos, as falhas persistirem, existem alternativas.

No Brasil, o transplante de barba vem sendo muito procurado. Nos últimos anos o número de procedimentos cresceu 70%. Os fios para o transplante podem ser retirados do pescoço.

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Transplante de cabelo na barba

Antes transplantava-se cabelo para a barba, isso não é o ideal, pois o cabelo é mais fino (apesar de que existem homens que têm a barba mais fina), tem velocidade de crescimento diferente e geralmente é múltiplo – de cada furo saem 2 ou 3 fios, já na barba, sai um único.

Procedimentos do transplante de barba

Quando a pessoa quer somente corrigir uma pequena falha na barba, transplanta-se pelos do pescoço, já que muitos homens que deixam a barba crescer também raspam os pelos do pescoço, assim resolvem-se dois problemas, pois não mais nascerão pelos no pescoço.

Os fios são retirados – às vezes não são necessários muitos, por exemplo, 20, 100 ou 150 – e transplantados individualmente, para não deixar um aspecto artificial. Essa é uma vantagem da técnica FUE (Follicular Unit Extraction, que em português significa extração de unidades foliculares), que vem sido utilizada bastante nos últimos anos, em que os fios são retirados um por vez.

Para retirar os pelos, é utilizado um tubo de calibre variável, por exemplo, 0,8mm, com uma borda cortante que penetra na pele e arranca o folículo com o pelo dentro dele.

Dentro da pele (grossa na superfície e mole por dentro) o fio faz uma curva, por isso ele é solto apenas superficialmente. O cirurgião solta a parte grossa da pele, e da mole ele extrai o folículo, que sai com todas as suas estruturas, sendo possível transplantá-lo com resultados perfeitos. Por isso se chama extração de unidades foliculares.

A cirurgia é feita com anestesia local. É pouco invasiva (avança entre 1 e 2mm da profundidade da pele) e o local em que foi feita a extração dos pelos cicatriza em três dias.

É um procedimento simples, rápido e que pode ser feito em consultório (com todos os cuidados e rigores).

Existem homens que têm a barba em um só tom, outros com três. O castanho têm variação de tons, por exemplo, médio e claro, e com a FUE, é possível escolher o calibre e o tom dos pelos a transplantar. Às vezes um fio é um pouco mais claro e mais fino. Se o homem tem fios mais grossos, devem ser retirados fios com esse calibre.

A cirurgia deve ser feita por um especialista, um cirurgião capilar. Normalmente é feito um pequeno furo com agulha ou microlâmina, deslizando suavemente o folículo para dentro da pele. A cicatrização é bem rápida.

Geralmente, na barba, o folículo transplantado não cai e começa a crescer instantaneamente, cicatrizando e sendo possível observar diferença um mês depois. Às vezes o fio cai e leva alguns meses para crescer.

Para a extração dos folículos, utiliza-se um aparelho do calibre de uma lapiseira, o cirurgião verifica o ângulo do pelo e encaixa a lâmina superficialmente, penetrando na pele.

Correção das sobrancelhas

Existe uma técnica em que transplanta-se cabelo para corrigir as sobrancelhas. O fio cresce e é necessário cortá-lo, por isso alguns cirurgiões não gostam do método.

Há relatos de uma iraniana que tinha sobrancelhas grossas e devido a um acidente ficou com elas falhadas. Nesse caso os pelos transplantados vieram da própria sobrancelha.

Recuperação após o transplante

O transplante de barba tem uma dor mínima do anestésico. Existe uma técnica que o cirurgião utiliza um vibrador para que o paciente não sinta a picada da anestesia (que é a mesma utilizada nos consultórios odontológicos).

O homem volta às atividades praticamente no dia seguinte ao procedimento.

Crescimento da barba

Há homens que praticamente não têm barba, apenas alguns fios finos no bigode e no queixo. Se o homem já tem 25 anos e não tem barba, ela não vai se desenvolver mais, porém, se ele tem ela falhada, pode esperar mais para que ela encorpe. Como última opção, pode fazer o transplante.

Quando a pessoa não tem barba para servir como área doadora, utiliza-se cabelo para o transplante.

Cuidados após o transplante

O principal cuidado após o transplante de barba é não puxar os fios transplantados. Há um período de integração de uma semana, em que eles ainda podem se desprender. Depois disso, serão como pelos normais, podendo ser arrancados.

Não é necessário usar curativos. Alguns cirurgiões receitam um gel, outros preferem curativos plásticos. Os pacientes sangram um pouco, mas em geral não precisam utilizar nada.

Transplante de pelos que encravam

Há relatos de pessoas que têm tendência a ter pelos encravados, mas não tem pelos suficientes na barba, e o transplante pode ser feito mesmo assim.

Geralmente, o pelo do pescoço tende a encravar. É possível retirar o folículo do pelo que encrava e transplantá-lo, porém, ele geralmente nasce muito curvo.

Os fios retirados da área doadora não voltam a crescer, pois foram extraídos de uma área e transplantados para outra.

Transplante de barba em cicatriz

Há relatos de um homem que tem uma cicatriz na bochecha decorrente de acidente, e devido a isso a barba dele é falhada. Esses casos são perfeitos para restaurar com transplante.

Geralmente a cicatriz é pequena e passível de correção. Trata-se de um tecido fibrótico, mais rígido, que tem uma vascularização deficiente, talvez sendo necessário fazer o transplante em duas etapas.

Para corrigir pequenas falhas na barba, uma única sessão de transplante pode ser suficiente. É possível fazer mais, desde que haja área doadora suficiente.

Alguns cirurgiões sugerem utilizar o pescoço como área doadora para cobrir as falhas da barba e, depois, se o paciente quiser transplantar um volume maior, usa-se os cabelos. Muitos homens tem uma maior densidade de pelos no queixo do que nas bochechas, nesses casos é possível utilizar a parte debaixo do queixo como área doadora, reduzindo a densidade de pelos dali.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).