Implante capilar FUT

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O que é FUT

A FUT (Follicular Unit Transplantation), também conhecida como técnica da faixa, é a retirada de uma tira de cabelo da nuca e das laterais da cabeça e, por meio dela, a obtenção das unidades foliculares para o transplante capilar.

Procedimento cirúrgico

A sutura faz-se em dois planos para fechar bem o espaço deixado pela extração dessa faixa. A cicatriz que aí se forma é linear e pode-se camuflar facilmente com o próprio cabelo do paciente, com corte de máquina quatro, ou seja, cerca de 1 cm de comprimento de cabelo é suficiente para escondê-la.

Removida, divide-se a faixa microscopicamente para se conseguirem unidades foliculares que podem conter de uma a quatro raízes de cabelo. Depois da dissecção dos folículos, realiza-se o implante, isto é, a transferência deles para a área calva.

Cuidados pós-operatórios

Feito o implante, a pessoa deve evitar friccionar a região afetada, receber jato do chuveiro sobre ela e deve lavá-la de delicadamente por quinze dias, tempo necessário à aderência dos enxertos.

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Técnica de fio longo

Atualmente, utiliza-se a técnica do fio longo pela qual se sai do procedimento com os fios no tamanho que tinham ao iniciar-se a cirurgia. Não há necessidade de rapar a cabeça para se empregar esse método que, findo, o paciente já terá ideia do resultado.

Recuperação e resultado final

Um mês após a intervenção caem os cabelos implantados, que voltarão a crescer naturalmente a partir do terceiro mês.

O resultado estará completo apenas depois de um ano do procedimento.

Vantagens e usos da FUT

Muitos se preocupam com o risco de se retirar uma faixa do couro cabeludo e com o tipo de cicatriz que a operação deixa. Na FUE, extrai-se individualmente cada unidade folicular e, com o advento da cirurgia robótica, muitos médicos têm dado a falsa impressão de que a FUT é procedimento obsoleto que não se deve mais praticar, o que é incorreto, porque esta técnica permite remover quantidade muito maior de cabelos da região doadora para implantar onde há falta deles, portanto é mais indicada para quando há necessidade de transplante de grande volume capilar.

Aspectos influentes na qualidade da cicatriz

Elasticidade da pele

A qualidade da cicatriz da área doadora é diretamente proporcional à retirada da faixa. Quando se remove couro cabeludo, há aspectos cruciais que se devem examinar, entre os quais o mais importante é a elasticidade desse couro no local de extração. Se pouca, isto é, se ele não propicia tração para nenhuma área vizinha, é preciso cautela, porque qualquer retirada de faixa acima do limite facultado pela pele resultará em cicatriz larga. Por outro lado, se essa elasticidade for grande, ou seja, se é fácil tracioná-lo em todas as direções, pode-se tirar a faixa e unirem-se, sem tensão, as partes inferior e superior do corte. Em pacientes com essa característica podem-se remover faixas muito maiores.

Quando se aplica técnica cirúrgica irrepreensível e adequada, a qualidade da cicatrização é boa.

Cuidados pós-operatórios

A orientação para os cuidados pré-operatórios é importante para a cicatrização. Se posteriormente à cirurgia, o indivíduo rapar o cabelo, a cicatriz linear ficará aparente, mas ainda será fina e pouco perceptível.

Procedimento operatório e feitura da sutura tricofítica

A sutura tricofítica, indicada em implante capilar do tipo FUT, porque possibilita melhor cicatrização, faz-se após retirar da região posterior do couro cabeludo o retalho que se usa no implante: remove-se, em uma das bordas da ferida, aproximadamente 1 mm de epiderme (camada mais superficial da pele) de forma que, depois que se unem essas bordas, sempre em dois planos para fechar-se bem, os fios de cabelo possam crescer por entre a cicatriz.

Resultado

O resultado após um ano é satisfatório e, em virtude dessa sutura, a cicatriz, praticamente imperceptível.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).