Implante capilar: FUE não substitui a FUT

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FUE não substitui a FUT

Nunca houve tantas opções para o transplante capilar, como com FUT (Follicular Unit Transplantion) e FUE (Follicular Unit Extraction), e parece que de certa forma nunca foi tão fácil ter cabelo, só que isso pode ser também uma ilusão, apesar de todas essas técnicas, as complicações também tem aumentado no transplante capilar, nunca houve tantos cursos e professores de transplante capilar quanto antes.

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A FUE, embora represente um avanço fantástico, de certa forma acabou banalizando o transplante, é como se ele fosse algo fácil de ser realizado e nem uma cirurgia, o que não é verdade, atualmente o transplante capilar é extremamente sofisticado e artístico, e demanda um profissional muito capacitado, em especial para a FUE, que permite expandir a área doadora, colhendo unidades foliculares de áreas não possíveis para a FUT, mas aquela não substitui esta, que permite colher mais unidades foliculares, e associando as duas técnicas pode-se ter um melhor resultado se a calvície for extensa, assim, pode-se transplantar, por exemplo, 9000 unidades foliculares.

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Exaustão da área doadora

Em um workshop realizado em Dubai, compareceram os melhores dermatologistas e cirurgiões plásticos especializados em transplante capilar do mundo, e chamou atenção em um debate a quantidade de unidades foliculares utilizadas na FUE nas clínicas deles, nenhum transplantava mais do que 2500 por sessão, alguns casos excepcionais até 3000, entretanto, rotineiramente mais que isso ninguém fazia, caso contrário, estaria avançando em um sinal amarelo e o paciente correria certo risco.

Lamentavelmente está ocorrendo no mundo uma epidemia de áreas doadoras devastadas, em que foram colhidas praticamente todas as unidades foliculares possíveis com a FUE para se cobrir áreas calvas, dessa forma, utilizaram uma técnica fantástica, mas de forma exagerada, para solucionar um problema que só a técnica combinada (com, FUT e FUE) seria capaz.

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Os americanos usam muito a expressão “quem tem só martelo, tudo que enxerga é prego”, e o grande problema é esgotar e ultrapassar a possibilidade da FUE, pois toda técnica cirúrgica pode ser fantástica ou levar à complicações.

Quando surgiu a FUE, as equipes não eram tão experientes e não conseguiam dar conta de sessões tão grandes, em um dia tirava-se 1200 unidades foliculares numa parte da cabeça, e no outro dia extraia do outro lado mais 1200, somando 2400.

Seria ótimo poder tirar mais, afinal de contas, um transplante maior cobre uma área maior, desde que necessário. Os médicos mais experientes e gabaritados não fazem isso por motivos muito simples, pois se se começar a tirar unidades foliculares muito próximas umas das outras, pode-se provocar um dano vascular na área doadora, com queda de cabelo e sequelas permanentes, é a exaustão da área doadora ou o choque vascular, uma complicação grave que não tem como ser reparada, a não ser com a micropigmentação capilar.

Para que correr risco por causa de 200, 300 ou 400 unidades foliculares a mais? O bom médico é aquele que privilegia a segurança do paciente, inclusive protegendo o paciente dele mesmo. É claro que o médico quer o paciente satisfeito, mas não só no curto prazo, também no longo, que ele volte ao consultório depois de 20 anos feliz, talvez precisando de uma cirurgia complementar, mas não com um problema irreparável.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).