Implante capilar FUE e FUT

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FUT e FUE: benefícios

Comparadas isoladamente, as duas técnicas de transplante capilar são satisfatórias, no entanto cada uma beneficia um ou outro paciente de diferentes formas. A FUT (Follicular Unit Transplantation) é a mais tradicional e a mais escolhida. Ao contrário do que muitos, não se trata de método antigo, mas, apesar de existir há algum tempo, foi bastante aprimorado nos últimos anos. A grande vantagem dele é o número de fios que se implantam: algumas vezes, dependendo da área doadora, até nove mil por cirurgia, chamada, nesse caso, gigassessão. Indicada para quem tem grau maior de calvície, ela traz grande proveito por cobrir área maior com densidade de fios também maior.

A diferença desse procedimento em relação ao outro é deixar uma cicatriz muito fina na região occipital (área doadora), que fica coberta pelos fios remanescentes, mas que ficará evidente se o indivíduo rapar a cabeça futuramente.

A FUE (Follicular Unit Extraction), muito praticada na Europa e nos EUA, está-se disseminando pelo Brasil. Chamada popularmente de cirurgia sem cicatriz, esse conceito não é correto, uma vez que qualquer tipo de agressão à pele culmina em trauma dessa espécie. Nesse processo, como não há corte linear nem sutura, as cicatrizes são tão diminutas que macroscopicamente não se veem.

Benefícios da técnica FUE e tempo de recuperação

No Brasil, nem todos os médicos ainda realizam a FUE por ser tecnicamente mais complexa que a FUT. Para quem tem vida esportiva intensa ou preferência por corte mais curto de cabelo, já que não há sutura, ela traz regalias, como o retorno precoce às atividades (cinco dias após a cirurgia) desde que não sejam esportes de contato, como lutas marciais, entre outros.

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Na FUT, demanda-se normalmente trinta dias para o paciente voltar à prática de exercícios físicos mais radicais, porém ele pode realizar atividades aeróbicas por volta do quinto depois da cirurgia.

Características gerais das técnicas de transplante capilar

Nenhum dos dois mecanismos é muito invasivo. Feitos com anestesia local, não é necessário internação e o paciente recebe alta no mesmo dia, após recuperação anestésica. Ambos duram em média seis a oito horas. A única exigência que se faz é que a pessoa não se desloque em seguida por causa das medicações administradas durante a cirurgia.

Durabilidade do transplante capilar

O transplante capilar é permanente, salvo no período inicial, noventa dias após o procedimento, quando podem cair alguns fios. Quando se transplanta, o fio leva consigo a haste capilar e o bulbo, popularmente chamado de raiz. A haste capilar pode crescer logo após a cirurgia, mas, durante os primeiros três meses, cairá e só permanecerá no couro cabeludo o folículo, que, três meses depois, gerará novo fio, que então crescerá permanentemente, sem queda.

Tratamentos capilares pós-operatórios

O tratamento capilar pós-transplante é fortemente aconselhado para o resultado atingido com a restauração permanecer por mais tempo e para esse paciente não necessitar de nova cirurgia precocemente.

Descrição da técnica FUE

A FUE é a forma menos invasiva de se retirarem fios da área doadora. Enquanto na FUT se utiliza bisturi para retirar a pele, na FUE, um instrumento chamado punch (com 0,8, 0,9 e, em casos excepcionais, 1 mm de diâmetro) extrai as unidades foliculares uma a uma.

Embora descrita em 2002, adotou-se a FUE apenas após 2011, em razão do aprimoramento tecnológico e transplante de mais fios — em quantidade semelhante à da FUT.

Vantagens da técnica FUE

A principal vantagem da FUE é a ausência de cicatriz linear que, pela FUT, pode alargar-se, principalmente em jovens e em quem tem couro cabeludo pouco elástico. Pela primeira, milhares de cicatrizes puntiformes permitem o cabelo bem curto e até mesmo rapado sem se notarem sinais de que se passou pela operação.

O segundo benefício da FUE é o menor incômodo no pós-operatório, no máximo, ardor no primeiro banho. Pela FUT, frequentemente o corte dói nos primeiros dois ou três dias.

Antigamente, a FUE tinha por desvantagem menos fios transplantados. Hoje, implantam-se até duas mil e oitocentas unidades foliculares em uma única sessão e, quando o local doador faculta e o receptor é suficientemente extenso, em dois dias consecutivos, até cinco mil, o que significa de oito a dez mil fios de cabelo.

Somente com a FUE se podem transferir fios de outras partes do corpo, como barba, tórax e membros.

Enquanto, pela FUT, o cabelo branco leva a alto índice de transecção em virtude da dificuldade de enxergá-lo no microscópio, pela FUE, após rapar o cabelo e deixá-lo com 1 mm de comprimento, tingi-lo possibilita fácil visão e os índices de transecção assemelham-se aos obtidos em quem tem cabelo escuro.

A redução da densidade capilar que a FUE ocasiona na área doadora não lhe abala a estética. Ao contrário, proporciona redistribuição de fios e faz diminuir o contraste entre a densidade dela e a da receptora.

Principal desvantagem da técnica FUE

O principal inconveniente da FUE é, geralmente, precisar-se rapar o cabelo. Quem tem restrição a isso, pode optar pelo corte militar (somente as regiões lateral e posterior) ou pelo tipo tabuleiro de xadrez (quadrados alternados para esconder os sinais da operação) ou ainda pelas faixas (cobertas pelo cabelo remanescente).

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).