Implante capilar: dúvidas respondidas

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Dúvidas respondidas sobre implante capilar

Fio transplantado pode cair?

O fio transplantado nunca mais cai (salvo por raras doenças), porque vem de uma região blindada contra a ação da DHT (di-hidrotestosterona), espécie de veneno para o folículo piloso.

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Os fios não implantados vão cair?

Após o transplante, para dar mais volume ao cabelo e prolongar a vida dos fios não implantados da região calva, já que ainda podem cair, o ideal é tratar clinicamente a calvície.

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É possível transplantar cabelo de uma pessoa para outra?

Não, em virtude da rejeição pelo corpo. O cabelo não é um órgão nobre, que justifique recebê-lo de outro indivíduo e tomar medicamentos imunossupressores para perdê-lo.

O transplante capilar é procedimento distinto do de coração ou de pulmão, que são órgãos vitais. Assim, para quem não tem área doadora hoje a única forma de recuperar os fios é usar próteses capilares.

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Os fios implantados não sofrem rejeição e desenvolvem-se com as mesmas características que apresentavam na área doadora.

O transplante de órgãos, como fígado, rins ou córneas, faz-se de uma pessoa para outra. No capilar, diferentemente, os folículos utilizados no enxerto retiram-se da região posterior do couro cabeludo do próprio paciente e transferem-se para o local receptor.

Quem pode fazer o transplante capilar?

Indica-se transplante capilar para quem sofre de calvície e não obteve resultado satisfatório com tratamento clínico.

Tanto homens quanto mulheres com esse problema, de moderado a severo, podem beneficiar-se dessa terapêutica, visto que as técnicas atuais apresentam resultados excelentes.

Como é feito o procedimento?

Há duas modalidades de cirurgias, algumas vezes associadas.

A FUT (Follicular Unit Transplantation) remove da região posterior da cabeça do paciente uma faixa de couro cabeludo com cabelos, que se separam e preparam para transplantar nas áreas calvas.

A FUE (Follicular Unit Extraction) consiste na retirada de unidades foliculares, uma a uma, com uma lâmina circular pequena, conhecida como punch.

O transplante capilar deixa cicatriz?

A cicatriz deixada pela FUT é linear e fina; a da FUE resume-se a múltiplos e pequenos pontos.

Como é o pós-cirúrgico?

Após a intervenção, geralmente se libera o paciente no mesmo dia, apenas com orientações e medicações.

Uso de boné

Depois da intervenção, pode-se pôr boné, que, diferentemente do que dizem as crendices populares, não provoca queda capilar.

Implante de sobrancelhas

O transplante de sobrancelha consiste na remoção de fios geralmente de detrás da cabeça e implante na sobrancelha, porém, como esses fios provêm do cabelo, há o inconveniente de crescerem muito mais que os da sobrancelha, de 0,5 a 1 cm ao mês. Em razão disso, é preciso apará-los constantemente.

Transplante de barba

Pode-se realizar implante também de barba para quem, por exemplo, a tem com falhas. O fio utilizado nesse procedimento é também o oriundo da região occipital da cabeça ou da própria barba. Pode-se optar pela extração tradicional dos fios (FUT), com retirada de uma faixa de couro cabeludo, ou pela de unidades foliculares (FUE).

Transplante em áreas que sofreram queimaduras

Uma lesão no tecido estende-se à raiz capilar e o cabelo morre. Por isso, por exemplo, em queimadura de terceiro grau ou corte profundo que, por pancadas ou acidente, atinja os folículos, ele não volta a nascer, mas ainda é possível realizar o implante, porém com perda de 15% a 20% dos fios implantados.

A exposição solar não interfere na queda capilar.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).