Implante capilar na coroa

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Implante capilar na coroa (ou vertex)

Se, por exemplo, o paciente tem 35 anos, quando tiver 40, a rarefação na coroa pode aumentar, e isso pode piorar quando ele tiver 50, e a falta de cabelo que se resolvia com um transplante pequeno, somente da coroa, se tornou uma calvície grau sete (escala Norwood-Hamilton), em que as áreas calvas aumentaram em 150 ou 200cm². Para cobrir isso e obter uma densidade capilar de 50 fios/cm², serão necessárias cerca de 10.000 unidades foliculares, quantia que nunca se obterá com a FUE, e mesmo combinando FUT e FUE será bastante difícil.

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Dos 35 aos 50 anos desse paciente, a parte inferior da nuca dele também poderá ser afetada, é o que se chama calvície retrógrada. E se com 35 anos ele fez um transplante capilar (não importa se com FUT ou FUE) para cobrir a coroa, e quinze anos depois, a linha calva da coroa aumentou, e uma grande área logo abaixo de onde foram transplantados os cabelos ficou rarefeita, como também a parte anterior do couro cabeludo e a inferior da nuca. Assim, tem-se o chamado efeito halo, não é esteticamente agradável formar um rabo de cavalo cercado por áreas calvas de todos os lados.

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E todos os cabelos transplantados para a coroa com a técnica FUE das têmporas e da parte inferior da nuca caíram por conta da ação hormonal da calvície, e de onde eles foram retirados ficaram as cicatrizes puntiformes brancas da FUE. Assim, na ânsia de resolver um problema simples, criou-se um de difícil solução.

Nem toda calvície evolui para o grau seis ou sete, de maneira que a situação descrita acima não acontece com todos, porém, os que terão essa perda capilar agressiva são justamente os que ela começa a se manifestar quando jovens, na faixa dos 28 a 35 anos.

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Dessa forma, um bom motivo para não restaurar a coroa quando a rarefação dela está inicial, é justamente porque a calvície afetou-a ainda de maneira incipiente, e poderá evoluir.

Se você tem 45 anos no mínimo, se submeter a FUE para cobrir a coroa calva pode ser uma boa ideia, mas a maioria dos pacientes que buscam essa técnica são os mais jovens, por exemplo, os de 28 anos, que almejam apenas resolver uma pequena rarefação na coroa.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).