Graviola: benefícios e como usá-la

Graviola: características

A graviola (Annona muricata) é uma árvore nativa do Brasil, que pode chegar a até 10 metros de altura. Ela é da família das anonáceas, a mesma da fruta-do-conde, do araticum, da ata, da pinha, da atemoia e de outras plantas muito comuns e que têm características bem parecidas.

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A graviola é uma planta frutífera, de frutos levemente ácidos, adocicados, refrescantes e muito ricos em vitaminas, minerais e açúcares. São muito utilizados para fazer sucos, além de serem comidos in natura.

A história do uso da graviola remonta aos povos antigos da América do Sul e da América Central. Hoje, ela também é encontrada na África e na Ásia, mas é nativa do continente americano. Os indígenas dessa região usavam as folhas da graviola para muitas finalidades.

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A graviola talvez seja menos usada hoje que antigamente, mas a planta – principalmente as folhas dela – tem qualidades medicinais importantes. É reputado que a graviola também tenha propriedades medicinais na casca do tronco, nas raízes nas sementes.

Toxidade da graviola

A graviola é uma planta potencialmente tóxica, portanto deve-se tomar cuidado na utilização de compostos com as folhas ou a casca dela. O uso não deve ser exagerado (em doses muito altas ou por períodos prolongados), ou a pessoa corre risco de intoxicação.

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Interesse científico

Toneladas de folhas de graviola são vendidas para empresas da Europa (principalmente da Alemanha) e dos Estados Unidos que estão fazendo pesquisas com elas. Os resultados dessas pesquisas não são divulgados, pois as agências de vigilância desses países não autorizam a divulgação desses resultados enquanto o efeito da planta não estiver comprovado.

Benefícios da graviola

Ação antidiarreica

As folhas da graviola ou a casca do tronco dela, utilizadas como tintura ou chá, têm uma qualidade antidiarreica.

Controle da diabetes

A graviola apresenta uma qualidade hipoglicemiante – ela reduz as taxas de açúcar no sangue e pode ser usada como coadjuvante no tratamento da diabetes, por exemplo.

Ação hipotensora

A graviola apresenta uma qualidade hipotensora. Ela é muito utilizada por povos da América e de outros países para baixar a pressão arterial em pessoas que têm hipertensão. Porém, ela não deve ser utilizada como medicamento de uso contínuo. Em casos de picos de pressão, o chá da graviola pode ser utilizado para regular a pressão. Já o uso contínuo dela deve ser feito com acompanhamento, pois os efeitos podem ser danosos à saúde.

Ação inseticida

A graviola apresenta, nas suas folhas e na casca do seu tronco, substâncias que têm capacidade inseticida. Em casos de pragas que aparecem nas hortas, ou mesmo para piolhos ou pulgas, o chá forte da graviola pode ser utilizado – principalmente em casos de animais que têm pulga ou sarna (que é causada por um ácaro).

Nas sementes da graviola são encontrados princípios ativos que são vermífugos, e são ancestralmente utilizadas como vermífugo pelos indígenas da América.

Tratamento do câncer

Tanto nas folhas quanto nas sementes da graviola existe, em grande quantidade, uma substância chamada acetogenina, que tem grande capacidade antitumoral.

Em testes realizados em laboratório (não em humanos), a acetogenina teve grande eficácia em controlar o desenvolvimento de adenocarcinomas (tumores) de pulmão, da próstata, do pâncreas, do fígado e do intestino grosso. Em alguns casos, ela teve um efeito melhor que o dos quimioterápicos utilizados nesse tipo de tratamento.

Essa substância vem sido estudada para ser utilizada como um importante quimioterápico natural. Isso não quer dizer que a pessoa deva abandonar a sua quimioterapia e passar a usar somente as folhas da graviola, pois ela tem certa toxidade.

Os compostos são estudados de forma a retirar os compostos tóxicos, deixando apenas os compostos de uso seguro e que têm eficácia no controle do câncer. Muitas pessoas têm usado a graviola deliberadamente como uma cura para o câncer.

Apesar da graviola ter, comprovadamente, a acetogenina, é preciso cautela no uso dela.

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