Fio de Sutura: Para que Serve e Tipos

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Fio de sutura: para que serve e tipos

Para que serve a sutura?

A função da sutura cirúrgica é unir bordas que foram separadas ou cirurgicamente ou por trauma. Existe diferença entre sutura, fio para sutura e fio de ligadura. O fio para sutura está colado numa agulha, já o de ligadura, é solto, pré-cortado, não tem agulha.

Existem materiais que não são fios cirúrgicos, como cera para osso e fita cardíaca, que também vêm na embalagem de fio.

Tipos de fio de sutura

Origem

A origem desses fios pode ser biológica, animal, vegetal ou sintético, por exemplo, de um ácido ou da parte cerosa do estômago de um bovino.

Força tensil

Força tensil e risco de ruptura expressam o tempo que o fio consegue segurar o tecido.

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ComprimentoO comprimento do fio pode ser de 40cm, 70cm, e 150cm (menos comum).

Absorção

O fio pode ser absorvível pelo corpo ou não, seja pela hidrolise (quando da presença da molécula de água), da proteólise (da presença da proteína), ou da fagocitose (por meio dos leucócitos, células de defesa do organismo). O inabsorvível não é absorvido pelo corpo.

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Configuração

Com relação à configuração, o fio pode ser monofilamentar (única trança) ou multifilamentar (várias tranças juntas, compactadas). Cada fio é específico para um tecido e situação cirúrgica, os multifilamentados têm força tensil maior.

Cor

Cada padrão de fio tem uma cor correspondente, por exemplo, o de nylon é verde, o vicryl é lilás, o de algodão é pink. Todas essas informações estão expressas na embalagem do fio.

O fio catgut, de origem animal, na versão cromada tem codificação marrom e o simples é de codificação amarela. O cromado é o mesmo do simples, porém, no processo de fabricação é impregnado em sal de cromo, o que faz com que demore mais para que seja absorvido.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).