Finasterida: efeitos colaterais

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Efeitos colaterais da Finasterida

Muitos que têm calvície, principalmente homens, usam finasterida muito precocemente, aos 23 ou 25 anos, normalmente o pai e outros parentes dessas pessoas são calvos, e elas, por vaidade e não quererem ficar carecas, optam por essa medicação – revolucionária para o adiamento da calvície e também para o tratamento da hiperplasia benigna da próstata.

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A testosterona pode sofrer ação da enzima 5 alfa-redutase e se converter em di-hidrotesterona – DHT, muito potente para se ligar a receptores androgênicos e muito presente em determinados tecidos do corpo, como pele, próstata e folículos pilosos –, que é a forma da testosterona que leva à queda de cabelo, à acne, à hiperplasia de próstata, ou da aromatase e se converter em estradiol, que é um hormônio mais presente em mulheres e, nos homens, se em excesso, pode levar a consequências normalmente não desejáveis, como dificuldade de perda de peso, aumento da retenção hídrica, ginecomastia (aumento do tecido glandular mamário), lipomastia (aumento da gordura na região mamária) e irritabilidade.

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A finasterida diminui a conversão da testosterona em DHT e consequentemente pode aumentar a conversão de testosterona em estradiol, cujo excesso reflete na hipófise e inibe o hormônio luteinizante (LH), responsável por estimular a produção de testosterona pelas células de leydig.

Além do aumento excessivo do hormônio feminino, pode haver bloqueio da produção de testosterona devido a um hipogonadismo hipogonadotrófico – decorrente da redução do LH –, o que pode levar a dificuldade de ganho de massa muscular, adinamia, indisposição e redução da libido – a DHT é muito importante para o desejo sexual, e se reduzida excessivamente, pode também provocar alterações de sensibilidade da glande, pois está muito presente na pele dela.

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A 5 alfa-redutase atua no cérebro, sobre a progesterona, estimulando um neurotransmissor importante chamado alopregnanolona, relacionada à serotonina e que tem ação calmante semelhante à do GABAA – como a de um antidepressivo natural. Quando há inibição da 5 alfa-redutase, ocorre o mesmo com a produção da alopregnanolona, favorecendo a depressão e também o aumento da progesterona – pois como ela é muito pouco convertida, sobra no organismo.

Os efeitos colaterais da finasterida não devem ser menosprezados, e de acordo com o exposto acima nota-se o quão complexo é a prescrição dela.

Mau uso da finasterida

O grande problema é o abuso no uso da finasterida, além disso, muitos utilizam-na para outras finalidades ou para tratar uma queda de cabelo ainda muito incipiente ou para combater efeitos colaterais de esteroides anabolizantes – nesse caso pode-se criar um problema muito maior, que é o quadro irreversível do eixo gonadal –, que são muito androgênicos e provocam queda capilar.

Síndrome pós-finasterida

O que é?

Uma pequena parcela dos homens que fazem uso de finasterida podem sofrer os efeitos colaterais citados e permanecer com eles após interrupção do uso do medicamento – essa é a chamada síndrome pós-finasterida, descrita há alguns anos e irreversível –, alguns, inclusive, sofrem reações adversas somente após pararem o uso do medicamento.

Quando prescrito a finasterida para um homem jovem, que almeja ter filhos e tem vida sexual ativa, é importante que o profissional de saúde relate sobre a possibilidade dessa síndrome. E caso o paciente comece a ter sintomas semelhantes aos citados, ele deve informar ao médico para que providências sejam tomadas.

Incidência

A ocorrência da síndrome pós-finasterida é rara, porém, está aumentando, pois a finasterida é cada vez mais usada.

Diagnóstico

O diagnóstico de síndrome pós-finasterida é complexo, pois depende da exclusão de várias outras possíveis causas.

Tratamento

A síndrome pós-finasterida é pouco responsiva à reposição de testosterona, que muitas vezes faz aumentar os níveis do hormônio masculino, e ainda assim o paciente não melhora.

Ainda está em estudo, mas ao que parece, pacientes que sofrem da referida síndrome têm maior resistência nos receptores de testosterona, o que piora o tratamento, pois mesmo administrando-se muita testosterona ao indivíduo, o organismo dele não responde positivamente.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).