Existem casos em que não é possível fazer o transplante capilar?

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Muitos calvos aparentam ter mais idade do que realmente têm, e hoje há muito jovens ficando calvos. A queda de cabelo mais comum é a androgenética, que, quando se manifesta muito cedo, acaba sendo mais agressiva, se a pessoa começa a perder cabelo com 15 anos, aos 30 estará bem calva.

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Todo mundo pode fazer implante capilar?

O transplante de cabelo é uma redistribuição de fios, retira-se pelos de qualquer parte do corpo e transfere-os para outra, portanto, não é possível fazer esse procedimento quando a pessoa não tem uma área doadora de fios suficiente.

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Se a pessoa não tem cabelo suficiente nas laterais e na região posterior para cobrir toda a calvície, o resultado do transplante poderá ser comprometido, entretanto, eventualmente pode-se transplantar pelos de outras áreas do corpo para o couro cabeludo, porém, para isso é necessário analisar o tipo de cabelo da pessoa, pois fios de outras partes do corpo transplantados manterão as características do local de origem, ou seja, se a pessoa tiver cabelo liso, talvez não seja a melhor opção transplantar para o couro cabeludo pelos da barba, que normalmente são mais grossos e mais crespos, mas para quem tem cabelo crespo, os fios da barba podem ser uma saída.

Existem pessoas que não tem calvície mas ainda assim acham que têm pouco cabelo, e daí optam por transplantar cabelos da parte de trás da cabeça para a da frente, no intuito de dar impressão de uma cabeleira com maior volume. Tendo uma área doadora suficiente e uma receptora com espaço, na maioria das vezes é possível fazer o transplante capilar.

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Estão contraindicados à cirurgia pessoas que tem determinadas doenças do couro cabeludo. Além disso, para quem tem doença cardíaca grave, pode não ser conveniente realizar um procedimento estético e correr riscos inadequados.

Tipos de implante capilar

Existem duas técnicas de transplante capilar, cada uma com vantagens e desvantagens, a FUT (Follicular Unit Transplation), em que se retira um pedaço de pele do couro cabeludo, e a FUE (Follicular Unit Extraction), em que não se faz corte linear, e retira-se unidades foliculares uma a uma.

Vantagens da FUE

A FUE dispensa a incisão de bisturi, assim o paciente não fica com uma cicatriz linear (aquela linha branca). A retirada fio a fio demanda microcortes com diâmetros de 0,9mm, pouco perceptíveis a olho nu. Apesar de simples, é uma cirurgia e deve ser realizada por médicos – como é pouco invasiva, pode haver a ideia de que não médicos podem realizá-la, e isso não deve acontecer.

Após a retirada dos fios, na mesma sessão cirúrgica é feita a recolocação deles. A extração dos fios costuma durar de 3 a 4 horas, e o enxerto um a um leva um tempo semelhante.

Na realidade não se transplanta cabelo, já que esse é um tecido morto, mas a raiz dele, que é um tecido vivo que germinará novos fios.

Queda permanente de cabelo

Existem dezenas de causas para a perda capilar, a mais comum é a alopecia androgenética, mas existem doenças do couro cabeludo que provocam a queda do cabelo de forma permanente, como o líquen plano pilar e a alopecia frontal fibrosante, ambas destroem a raiz capilar (não só dos cabelos existentes, mas também dos que serão transplantados), e nesses casos o transplante capilar não é indicado. Por isso é importante quem tem queda de cabelo procurar um especialista, seja um cirurgião plástico ou um dermatologista, apto a diagnosticar corretamente as causas da queda, que se não identificada corretamente, o transplante não terá sucesso.

Feito o diagnóstico, se estabelece qual o melhor tratamento, com medicamentos, com vitaminas, cirúrgico, ou associações entre essas formas. Muitas vezes somente o tratamento clínico, com o uso de medicamentos tanto por via oral quanto tópica, resolve o problema.

A Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC), que une cirurgiões plásticos e dermatologistas especializados no assunto, sugere que, quem tiver queda de cabelo, procure na internet um profissional habilitado para tratá-la.