Exames para queda de cabelo

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Exames para calvície

A testosterona, que é o hormônio masculino, é convertida em di-hidrotestoterona (DHT) – o vilão da calvície, que miniatuariza os fios, resultando, por exemplo, no aparecimento das famosas entradas no couro cabeludo –, graças a ação da enzima 5 alfa-redutase.

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DHT alto é o fator mais importante para calvície, mas não o único. Um valor aceitável dele no sangue é de 250 a 1070 ng/dl, porém, já a partir de 600 ng/dl há risco de alopecia androgenética – que para ser melhor estimado depende também da correlação de outros exames, como o da testosterona total, o da livre e o do SDHEA (sulfato de deidroepiandrosterona).

Remédios para Queda de Cabelo: Ranking do Consumidor

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#2Minoxidil7,74/101023btn-saiba-mais
#3Finasterida7,25/101084btn-saiba-mais

O normal de taxa de testosterona biodisponível é de até 640 ng/dl. Na adolescência a concentração de testosterona no organismo é maior, e a tendência natural é ela baixar conforme se envelhece.

Há inclusive exames para medir a concentração de vitaminas no corpo, por exemplo, da B12, cujo limite para não afetar negativamente o cabelo é de 700 a 800 pg/ml.

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A B12, a B6, a C, são algumas vitaminas muito importantes para o cabelo. A biotina, que é a vitamina H – que o organismo também produz –, compõem a estrutura capilar, e se a quantia dela – que também pode ser dosada – for deficitária, o cabelo ficará fraco. O excesso de biotina no corpo não prejudica.

É importante guardar os exames feitos, para no futuro utilizá-los como comparativo para os novos exames.

Tratamentos para calvície

Antes de prescrever finasterida ou minoxidil, devem ser realizados exames, de preferência com um tricologista. A tricospia identifica o afinamento dos fios, por exemplo, na região da coroa capilar.

A finasterida – cada mg dela reduz até 30% da concentração de DHT – pode ser aplicada topicamente ou ingerida por via oral, porém, a pior parte desta última é que provoca maior incidência de efeitos colaterais, como impotência sexual, diminuição da libido e depressão.

O ideal é consultar um tricologista, que irá aliar vitaminas e minerais, como zinco, magnésio, cobre e selênio, além de hormônios, e elaborar para o paciente uma mesoterapia exclusiva – que é a junção de componentes de tratamento para queda de cabelo, como minoxidil, aplicados no couro cabeludo.

Os ativos da mesoterapia agem direto no bulbo capilar, e alguns deles podem inibir o DHT nas áreas onde forem aplicados.

Para a calvície, uma boa pedida é consumir biotina (provinda de alimentos ou suplementos), aplicá-la diretamente no couro cabeludo (por exemplo com mesoterapia), e utilizar produtos que contenham-na, como shampoos (hoje existem até mesmo géis e pomadas que têm biotina na composição).

Microscopia de luz polarizada

A microscopia de luz polarizada é um tipo de tricograma, ou seja, um exame em que se arranca alguns fios de cabelo do paciente (isso não é feito de maneira dolorosa para ele), que em seguida são colocados sobre uma lâmina, adiciona-se óleo de imersão sobre eles e por cima uma lamínula, e posteriormente analisa-se esse material no microscópio. Hoje existe um acessório que se coloca no microscópio e nele é possível acoplar um smartphone ou um televisor, para fotografar ou filmar a vista aumentada do cabelo.

A luz polarizada atravessa a queratina do cabelo, traduzindo-se em vários tipos de cor, conforme as quais averigua-se se o cabelo está sadio, se nele foram realizados tratamentoss químicos capilares, como alisamento, tintura etc. Consegue-se analisar não só a raiz capilar, mas também determinar em qual fase do ciclo capilar está o cabelo (se na anágena, na catágena ou na telógena) de uma forma muito mais esmiuçada do que com o videodermatoscópio.

Tricoscopia

No exame chamado tricoscopia, os dermatologistas utilizam um aparelho para ampliar a imagem do couro cabeludo. Em áreas não acometidas pela calvície, há normalmente dois ou três fios próximos uns aos outros. Em áreas com menor volume capilar, o couro cabeludo é mais visível, com fios mais espaçados uns aos outros. Alguns fios são mais grossos, outros mais finos, os brancos podem enganar, pois parecem ser mais finos.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).