Estresse e queda de cabelo

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Queda de cabelo e estresse

O estresse prepara o indivíduo para situações de risco (como para uma batalha ou para fugir): o coração bate mais rápido, o sangue circula numa velocidade maior, há maior oxigenação das células e maior aporte de nutrientes enviados à elas, que produzirão mais energia.

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Para se manter nessa intensidade, o corpo começa a absorver mais nutrientes, o que gera um desgaste desnecessário e déficit de proteínas, minerais e vitaminas.

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Quando o organismo fica pobre dessas substâncias, ele envia o que sobrou para os órgãos vitais, como coração, pulmão, rins, pâncreas e fígado, pois entende que cabelos e unhas não são vitais para a sobrevivência, e para de enviar nutrientes suficientes à eles – tanto é que, em alguns tipos de queda capilar, as unhas também diminuem o crescimento, ficam esbranquiçadas, rachadas e quebradiças.

Porém, essa reação do corpo não pode durar muito tempo, e só deve ocorrer nos momentos necessários. Quando a pessoa está estressada e ansiosa, é como se ela não conseguisse desligar esse mecanismo de defesa, que deveria durar alguns minutos e acaba durando horas, dias, semanas ou meses.

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Geralmente a pessoa depressiva ou estressada também não se alimenta de forma correta, dorme muito e não tem ânimo. Isso contribui para a deficiência nutricional.

Suplementação de nutrientes para o cabelo

Algumas empresas, usando o conhecimento das pesquisas em tricologia, desenvolvem ferramentas para tentar suprir a falta de proteínas, vitaminas e minerais das quais o organismo precisa e não está recebendo.

Existe no mercado, por exemplo, o pantogar, o pill food, o imecap hair e muitos outros suplementos. O pantogar é rico em queratina e cistina, proteínas das quais o cabelo precisa. O pill food é um blend de vitaminas e proteínas, similar ao pantogar e ao imecap hair.

A tricotilomania, muitas vezes relacionada ao estresse, é um distúrbio psicológico em que a pessoa arranca os cabelos e, algumas vezes, come-os. Isso lesiona o bulbo capilar, e pode prejudicar ou impossibilitar o crescimento dos cabelos nos locais em que eles foram arrancados.

Alopecia areata e estresse

A alopecia areata forma um ou mais buracos em forma de esfera em algumas partes do couro cabeludo.

O sistema imunológico defende o organismo contra a invasão de bactérias, vírus e outros corpos estranhos, por exemplo, quando um espinho entra na pele.

Na alopecia areata, o sistema imunológico, ao invés de combater agressores do organismo, combate o próprio organismo.

Essa queda capilar pode ser repentina, e o estresse – por exemplo, o de uma situação traumática – e a ansiedade são gatilhos dela.

Por que poucos moradores de rua são carecas?

Muitos moradores de rua conservam os fios de cabelo mesmo não cuidando deles. Isso se deve primeiro a pequena amostragem desse grupo, segundo porque a genética dessas pessoas favorece uma cabeleira saudável e farta, ainda que não asseada. O mendicante tem carência de recursos financeiros e alimentícios, porém, muitas vezes o estresse – uma das causas preponderantes da queda capilar, que é sinal de desequilíbrio do organismo – não é preponderante na vida dele.

Nas mulheres a queda de cabelo influenciada pelo estresse tem incidência 5 vezes maior do que nos homens. Em alguns consultórios dermatológicos, 9 de cada 10 pacientes se queixam de queda de cabelo, e 90% deles tem entre 15 e 25 anos.

Ciclo de vida capilar e estresse

O cabelo tem um ciclo de vida, constituído por diferentes fases: de nascimento (anágena), de estabilização (catágena) e de queda (telógena). O eflúvio telógeno (ou eflúvio telogênico) acelera esse ciclo, e está muitas vezes ligado ao estresse.

Há inclusive exame para detectar o aumento de estresse, chama-se dosagem sérica (ou no sangue) de cortisol, hormônio produzido pela glândula suprarrenal, que aumenta na presença de estresse intenso.

O importante não é a quantidade de fios que se perde, mas a velocidade com que eles são repostos, já que quando um cai, o normal é que outro o reponha.

Nem todo fio tem o mesmo timing, porque senão a pessoa ficaria um ano com cabelo, e outro sem. Os cabelos não caem de uma vez só, mas em períodos e áreas diferentes do couro cabeludo, por isso pouco se percebe o rareamento capilar.

O eflúvio telógeno, se dá também por problemas hormonais, por exemplo, advindo de doenças da tireoide.

Muitas mulheres afirmam que perderam cabelo em todo o couro cabeludo, diferente da calvície – que acomete uma em cada quatro e cerca de 80% dos homens –, que na mulher ocorre mais no topo da cabeça.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).