Escore de Framingham

Escore de Framingham: o que é?

O Escore de Framingham indica as chances da pessoa infartar nos próximos 10 anos. Esse escore se baseia em idade, colesterol total, colesterol HDL, pressão arterial, a presença de arritmia, se a pessoa toma remédio para pressão ou não, se ela fuma, se ela é diabética, se ela já teve um infarto e se ela teve hipertrofia de ventrículo esquerdo.

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A hipertrofia de ventrículo esquerdo é quando, devido a pressão alta, o coração vai ficando mais forte e começa a ficar espesso, o que é um fator de risco para o infarto.

Essas informações são colocadas em um cálculo bem complexo que irá indicar o risco da pessoa ter um infarto nos próximos 10 anos. A pessoa pode, por exemplo, ter um risco de 5%. O resultado é preocupante quando esse risco é maior que 10%.

Quando em 10 anos a pessoa tem um risco de 10% de ter um infarto, um AVC ou uma doença cardiovascular, a pessoa tem uma indicação de deixar os valores de LDL em torno de 70 a 100. São valores bem baixos, que muitas vezes a pessoa não consegue de maneira natural, pois é algo que às vezes não é fisiológico, e pode ser necessário usar um medicamento.

Quando a pessoa tem um risco baixo, por exemplo de 2%, a pessoa pode ter valores de LDL entre 100 e 130, que podem ser atingidos de maneira natural com uma alimentação normal.

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Níveis de colesterol HDL

Quanto maiores os valores de HDL, melhor. A cada 1 ponto de HDL acima de 40, o risco de infarto diminui em 2%. Para aumentar os valores de HDL, existe uma questão de predisposição genética, atividade física e de alimentação. Os médicos recomendam valores de HDL acima de 40, se possível acima de 50. Quanto mais a pessoa conseguir aumentar esse HDL através de alimentação normal, anti-inflamatória, não ser obesa e com atividade física, melhor.

Para qualquer pessoa, o limite de colesterol LDL é 130.

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CRM: 158986. Graduação em Medicina pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (2004-2010). Residência em Clínica Médica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011-2013) e Cardiologia (2013-2015) e Miocardiopatias (2015-2016) pela Universidade Federal de São Paulo. Título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (2016). Professora visitante da Universidade Federal de São Paulo (2016-2018). Médica cardiologista do Hospital TotalCor. Assistência e ensino do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.