Erva-de-santa-maria: benefícios e como usá-la

Erva-de-santa-maria: características

A erva-de-santa-maria também é conhecida popularmente como “mastruz”, “menstruz”, “ambrosina”, “erva-lombrigueira”, “erva-formigueira” ou “erva-vomiqueira”. No Brasil, existem pelo menos 21 ervas com o nome de “erva-de-santa-maria”.

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O nome científico da erva-de-santa-maria é Chenopodium ambrosioides. Ela é considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma das plantas fitoterápicas mais utilizadas no mundo.

Benefícios da erva-de-santa-maria

Ação vermífuga e cuidados no uso da erva-de-santa-maria

Em alguns lugares, ela é utilizada indiscriminadamente para combater vermes intestinais. O princípio ativo dela que combate os vermes intestinais é chamado de ascaridiol, e, em excesso (tomando o chá ou o extrato da planta), pode ser tóxico para os rins e para o fígado, além de poder manifestar feridas na pele.

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As mães normalmente administram colheradas do extrato da planta às crianças, durante dois ou três dias, para eliminar os vermes intestinais. Existem crianças que têm disenterias muito fortes com o uso dessa planta.

Ela tem uma atividade vermífuga, mas é necessário entender que o ciclo de vida do verme (por exemplo a lombriga, que é o mais comum) dura de 7 a 10 dias. Ou seja, ao tomar o extrato da planta, a pessoa irá eliminar os vermes que estão no seu intestino naquele momento. Porém, eles estão presentes em todo o corpo, e após 7 dias chegarão ao intestino novamente. Portanto, é necessário tomar outra dose após 7 ou 10 dias para eliminar os vermes que estavam em trânsito pelo organismo.

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Nesses casos, deve-se tomar o chá ou uma pequena colher do extrato da erva-de-santa-maria. As pessoas costumam amassar a planta dentro de um pano até sair um caldo verde, que é um extrato muito puro da planta, que costumam misturar no leite para dar às crianças. Deve-se utilizar uma quantidade bem pequena do extrato (uma colher de café), principalmente em crianças pequenas.

Ação fungicida

Contra fungos, as pesquisas demonstraram que a erva-de-santa-maria teve uma atividade tão boa quanto, ou melhor, que a de remédios fungicidas comerciais produzidos por laboratórios.

O extrato ou chá dela pode ser usado para lavar partes atacadas por fungos. Por exemplo, para a candidíase na boca (o “sapinho” nas crianças), que começa a formar manchas brancas na boca, pode-se fazer o bochecho com a erva-de-santa-maria, e mulheres que têm candidíase genital podem fazer o banho de assento.

Pessoas que têm pé-de-atleta podem lavar os pés com o chá dessa planta, e pessoas que têm impinge na pele também podem usá-la sem problemas.

Repelente de insetos e aracnídeos

A erva-de-santa-maria é repelente de insetos e aracnídeos (como os carrapatos, por exemplo). É possível incluir a erva-de-santa-maria no repelente, esmagando ela e fazendo um óleo medicinal que pode ser passado sobre o corpo.

Pessoas que têm infestações de pulgas ou carrapatos em casa, por conta de cachorros ou de outros animais, costumam jogar a erva-de-santa-maria pelo terreno ou pelo local onde os animais dormem para espantar esses insetos e aracnídeos. Ela também pode ser usada dentro de casa (debaixo de móveis, como a cama, por exemplo) para espantar pernilongos.

Ação digestiva

A erva-de-santa-maria é considerada uma planta digestiva. Apesar da toxidade dela, uma xícara de chá dela não irá fazer mal a pessoas que têm a saúde normal. Pessoas que têm alguma doença dos rins ou do fígado, como nefrite ou hepatite, não devem utilizar a planta, pois ela irá atacar esses órgãos.

A erva-de-santa-maria tem um cheiro bem forte, principalmente nas horas mais quentes do dia.

Ação cicatrizante

Uma pesquisa recente demonstrou que a erva-de-santa-maria tem um efeito cicatrizante. Em casos de feridas, picadas de inseto e pessoas que têm dificuldade de cicatrização por problemas do sistema imunológico ou diabetes, o extrato ou chá dessa planta pode ser utilizado para lavar as feridas e auxiliar na cicatrização.

Ação analgésica e anti-inflamatória

A erva-de-santa-maria tem um efeito analgésico e uma atividade anti-inflamatória, e pode ser utilizada, por exemplo, no pós-cirúrgico (por exemplo, em pessoas que retiram dentes).

O chá dela, sempre em dosagem baixa e por um período curto (não se deve tomar mais que 15 dias seguidos), pode reduzir a dor e os efeitos da inflamação, até mesmo em casos de dores de cabeça ou de garganta.

A erva-de-santa-maria tem pequenos frutos e flores no meio das suas folhas, que são compridas.

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