Erva botão: para que serve?

Para que serve a erva botão?

A erva-botão (Eclipta prostrata) é uma planta que tem capacidades medicinais, mas é pouco conhecida e utilizada. Ela tem outros nomes populares, dependendo da região do Brasil, como “cravo-bravo”, “surucuína” e “erva lanceta’

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É uma planta ruderal, que nasce em terrenos abandonados, cantos de rua e lugares úmidos.

A erva-botão é utilizada na Índia, pela medicina ayurvédica, há muito tempo e para várias finalidades.

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Identificando a erva-botão

A erva-botão forma pequenas margaridas brancas, e é chamada de erva-botão por causa de uma estrutura que se parece com os antigos botões de camisa. O caule dela é avermelhado.

Para identificar se uma planta é erva-botão ou não, é possível macerar a planta, bem picada, em um copo com água, e deixar em repouso por cinco minutos. A água vai ficar de uma cor verde-esmeralda extremamente intensa, parecendo preta. A pessoa pode beber esse extrato e, quando encher esse copo novamente (com esse resíduo que restou no fundo), a água vai ficar de cor verde-esmeralda. Se a planta não for erva-botão, não terá esse pigmento e não deixará a água dessa cor. Esse teste pode ser feito em emergências, como picadas de cobra, para identificar a planta.

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Propriedades medicinais

Proteção do fígado

No Brasil, a erva-botão é utilizada principalmente como anti-inflamatório, para problemas digestivos e para problemas hepáticos.

Recomenda-se o uso da erva-botão principalmente como protetora do fígado e estimulante da vesícula.

Existem pesquisas que mostram que a erva-botão, em pessoas que tomam medicamentos que lesionam ou inflamam o fígado, protege o fígado, evitando que esse tipo de problema aconteça.

Ação antiofídica

A erva-botão reduz os efeitos do veneno de escorpião, e protege o organismo contra o efeito do veneno de cobra, principalmente de jararaca e cascavel.

Em uma pesquisa em laboratório, ratos foram imunizados com o extrato da planta e, posteriormente, foram administrados com uma dose de veneno de jararaca 3 vezes maior que a letal, e nenhum deles morreu.

Os índios da região amazônica inclusive tomam o extrato da erva-botão frequentemente, antes de caçarem ou pescarem, e, quando são picados por cobra, já estão imunizados.

Em muitas cidades, o sistema público de saúde não tem soro antiofídico e, quando uma pessoa é picada por uma cobra e vai para o hospital, é necessário encaminhá-la para outro hospital, em outro lugar.

Uma pessoa picada por cobra precisa ir ao hospital, mas se tiver o extrato da erva-botão à disposição, pode fazer a sua administração para reduzir os efeitos da picada. Isso é importante, por exemplo, para pessoas que moram em zonas rurais ou áreas com muita presença de cobras.

Hepatite

Recomenda-se utilizar a erva-botão em casos de hepatite, seja hepatite química (por conta de medicamentos, por exemplo) ou por conta de vírus.

Cirosse hepática

Pessoas que têm cirrose hepática, que tomam medicamentos que agridem o fígado ou a vesícula, ou pessoas cujo fígado está sempre reclamando e que passam mal quando comem ou bebem demais, podem usar a erva-botão.

Intoxicação alimentar

Há relatos de pessoas que usaram a erva botão em casos de intoxicação alimentar e inflamações do fígado (incluindo mal-estar e dores de cabeça por conta dessa inflamação) e encontraram alívio muito rápido.

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