Eflúvio telógeno

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Eflúvio telógeno

A queda de cabelo é uma queixa comum nos consultórios dermatológicos, e o eflúvio telógeno é uma das principais causas dela.

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Se a queda for maior do que 100 a 150 fios por dia, com o tempo a pessoa pode notar perda do volume e rarefação capilar.

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Causas do eflúvio telógeno

Geralmente, as manifestações do eflúvio telógeno começam a surgir 3 a 6 meses após o fator causal. Dentre as causas, pode-se citar: o uso de algumas medicações, realização de cirurgias complexas, distúrbios tireoidianos (ou outros hormonais), deficiência nutricional (de vitamina D, B12, ferritina, magnésio ou zinco), pós-parto, início ou parada abruta do uso de anticoncepcional ou de outros hormônios, adoção de dietas radicais, perda de peso acentuada, psoríase ou dermatite seborreica no couro cabeludo.

Manifestações do eflúvio telógeno

Nesse momento muitos pacientes começam a notar o desprendimento de fios ao pentear o cabelo ou no travesseiro ao acordar. Porém, com tratamento e diagnóstico correto, a resolução do quadro é completa.

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A doença geralmente não acompanha nenhum outro sintoma. Normalmente a queda dos cabelos se resolve entre 3 a 6 meses, caso contrário, é muito provável que algum fator causal não tenha sido identificado e tratado.

Diagnóstico do eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno deve ser diagnosticado por meio de análise minuciosa do histórico clínico do paciente, na tentativa de identificar os fatores causais, além disso, é necessário um exame físico completo, dermatoscopia do couro cabeludo – realizada com lente de aumento, que permite ao médico visualizar lesões não vistas a olho nu –, e para alguns pacientes, exames laboratoriais.

Tratamento do eflúvio telógeno

A depender da causa, o médico define o tratamento. Além disso, se existirem outras doenças que afetem o couro cabeludo, estas precisam ser tratadas.

Com a finalidade de interromper o eflúvio telógeno e estimular o crescimento dos fios, pode-se utilizar suplementos vitamínicos e medicações tópicas, entre elas shampoos e soluções.

A queda dos fios no eflúvio telógeno ocorre de maneira rápida, mas o crescimento deles de forma lenta: cerca de 1 a 2cm por mês. Portanto, o resultado esperado com o tratamento é que voltem a cair menos de 100 fios por dia, mas a recuperação do volume do cabelo será notada gradativamente ao longo dos meses.

Se a pessoa apresenta queda de cabelo, deve consultar um dermatologista para uma avaliação detalhada.

Há relatos de uma mulher cujo cabelo caiu por estresse e pressão no trabalho (ou seja, por eflúvio telógeno), e para recuperá-los, além do tratamento capilar, com remédios, ela buscou um psicológo, pois os cabelos afetam a vaidade e a feminilidade.

Para cada doença, existe uma resposta em relação à quando o cabelo para de cair. Quando o eflúvio telógeno é bem tratado, leva em média 6 meses para recuperar os cabelos. Na alopecia androgenética o tratamento é a longo prazo, contínuo. Em alguns outros tipos de queda capilar é possível um tratamento mais pontual, com uma resposta mais rápida.

Há relatos de uma mulher que, por conta de alteração hormonal, sofreu queda de cabelo, e para tratar, junto ao médico, repôs testosterona (em concentração baixa) por tempo determinado, e até hoje toma medicação manipulada.

A pessoa que teve queda de cabelo – diagnosticada por meio de exames laboratoriais e do cabelo, às vezes com biópsia do couro cabeludo – uma vez pode ter de novo, e não deve achar que o cabelo está caindo sem motivo, mas sim procurar auxílio de um dermatologista.

Outros tipos de queda de cabelo

O eflúvio telógeno provoca uma queda de cabelo difusa, que acomete todo o couro cabeludo. Porém, algumas doenças têm predileção por regiões bem delimitadas, criando placas calvas, como a alopecia areata e o líquen plano pilar (lpp). Nessas enfermidades, cai um tufo inteiro de cabelo, deixando uma área pelada, mas o resto não. Muitas vezes as pessoas usam penteados para esconder aquela placa e postergam a procura de auxílio médico.

Estresse

O estresse orgânico do corpo também contribui para a queda de cabelo, por exemplo, quando a pessoa faz uma cirurgia ou está com uma doença grave. A quimioterapia faz cair os cabelos, apesar disso depender do quimioterápico.

Queda de cabelo na gravidez

A gestação pode causar queda de cabelo, principalmente no começo e no fim. O organismo prioriza o transporte de nutrientes para o feto, e se a nutrição e os hábitos de vida da gestante não forem adequados, ela pode perder cabelo.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).