Dúvidas sobre queda de cabelo

Atualizado em:

PUBLICIDADE


Perguntas sobre queda capilar

1) Cortar as pontas do cabelo ameniza a queda dele?

Não, isso não interfere na queda, nem acelera o crescimento dos fios.

hairloss-blocker-recupera-88-cabelo

2) Alisar os cabelos provoca queda deles?

Não, a química enfraquece o cabelo, assim, ele pode-se quebrar com mais facilidade, dando a falsa sensação de queda.

Remédios para Queda de Cabelo: Ranking do Consumidor

 PRODUTONOTA MÉDIAVOTOSREVIEW
#1HairLoss Blocker8,91/10581btn-saiba-mais
#2Minoxidil7,74/101023btn-saiba-mais
#3Finasterida7,25/101084btn-saiba-mais

3) O cabelo que cai após o parto volta a nascer?

Sim, essa queda chama-se eflúvio telógeno, e geralmente ocorre no segundo ou terceiro mês após o parto. Uma boa alimentação nesse período geralmente é suficiente para fazer o cabelo voltar a nascer saudável. Caso a mãe esteja muito preocupada com a queda, e isso gerar estresse, o dermatologista pode prescrever medicações.

4) Hidratar o cabelo ameniza a queda dele?

Não, melhora apenas a estrutura dos fios, mas não interfere na raiz, nem no crescimento deles.

PUBLICIDADE


5) Prender o cabelo pode aumentar a queda dele?

Sim, se o cabelo ficar preso sob tração intensa, constante e prolongada, pode cair e levar a uma alopecia traumática, que pode ser irreversível, e é observada com mais frequência na região frontal do couro cabeludo de algumas mulheres.

6) Mulher pode ficar calva?

Sim, a alopecia androgenética pode afetar mulheres, pode não haver uma queda capilar excessiva mas com o tempo o cabelo vai ficando mais ralo. Quando mais cedo detectada, e mais precoce iniciado o tratamento, melhores tendem a ser os resultados.

7) Há alguma receita que funcione para o cabelo crescer mais rápido?

Não, se a diminuição da velocidade de crescimento do cabelo for devido à, por exemplo, deficiência nutricional, alteração hormonal, processo infeccioso ou anemia, assim que tratado o problema o cabelo restituirá sua velocidade normal de crescimento.

8) Raspar o pelo deixa ele mais grosso?

Não, essa falsa impressão se deve ao fato do pelo ter sido cortado em sua haste, e passar a crescer a partir dali, onde já era mais grosso, diferente dos que são removidos, por exemplo, com depilação com cera, que começam a nascer finos porque foram arrancados.

Se o cabelo ficar comprido e úmido, não for lavado adequadamente, e o indivíduo ainda praticar esportes e tiver tendência à dermatite seborreica (que a maior parte dos homens tem), a queda capilar poderá ser facilitada. O fato de deixar o cabelo bem curto facilita na higiene, diminui a dermatite e com isso pode até diminuir a queda. Mas o ato de raspar o cabelo não fortalece-o, mas sim colabora para a higiene do couro cabeludo.

9) Meu avô e meu pai são carecas, estou fadado a também ser?

Não, a calvície é herdada geneticamente, como a cor dos olhos e o tamanho do nariz, assim, alguns Irão desenvolvê-la muita parecida com à do pai e à do avô, e outros não. Hoje, o tratamento clínico para a calvície, pode retardá-la, porém, quando este não surte efeito ou a calvície já está em estágio avançado, pode haver indicação do tratamento cirúrgico, que é o implante capilar.

10) Por que a calvície no homem começa pela coroa capilar?

A área posterior e as laterais do couro cabeludo são embriologicamente diferentes da das entradas e da coroa capilar. A posterior e a lateral possuem maior densidade de fios, e os cabelos da coroa e das entradas têm receptores para o hormônio masculino, por conta disso a calvície se desenvolve ali, e pode se evidenciar já na adolescência ou mais tarde.

Por ter menor densidade de cabelos, e por ter um redemoinho, a coroa capilar acaba sendo mais notada quando rarefeita, já as entradas podem ser encobertas com alguns penteados.

Na mulher, as áreas afetadas pela calvície são geralmente diferentes das do homem, e a calvície feminina afeta toda a região superior da cabeça.

11) Qual a diferença entre queda de cabelo e calvície?

Queda de cabelo é um processo natural, que todos temos, diariamente perdemos cerca de 100 cabelos, que naturalmente são repostos, já na calvície eles não são substituídos de maneira satisfatória.

12) Como é realizado e quais as técnicas de implante capilar?

O implante capilar é uma técnica cirúrgica em que se retira cabelos de uma área com volume suficiente, e transplanta-os para as áreas calvas. Geralmente os cabelos são retirados da região posterior e lateral do couro cabeludo, mas eventualmente de outras áreas, por exemplo, da barba ou mesmo pelos de outras partes do corpo, esses pelos tem tempo de crescimento diferente do do cabelo, mas podem ser utilizados em alguns casos, porém, a primeira opção é utilizar o próprio cabelo.

Para retirar o cabelo há duas técnicas, uma é a chamada FUT (abreviação da sigla Follicular Unit Transplantation), e a outra FUE (Follicular Unit Extraction), na primeira faz-se o corte de uma faixa de couro cabeludo, e em seguida essa área é suturada de forma simples, as unidades foliculares extraídas serão preparadas por uma equipe por meio de microscópios, e divididas de acordo com o número de fios, um, dois, três ou quatro, bem diferente de antigamente, em que se transplantavam tufos de cabelo, podendo conter, por exemplo, 20 a 30 fios, o que conferia o aspecto de cabelo de boneca.

Na FUE, com um dispositivo semelhante a uma lapiseira de 0,7mm retira-se um fio de cabelo por vez, que posteriormente será transplantado.

Na FUT consegue-se tirar uma grande quantidade de cabelos de uma única vez, porém, resulta em uma cicatriz linear, que poderá ficar discreta após o cabelo do entorno crescer e encobri-la. Na FUE não há corte, mas microfuros em todo o couro cabeludo, e nela retira-se uma quantidade menor de cabelos. Para saber qual o método mais indicado para o paciente, é necessário avaliação do especialista que irá fazer a cirurgia. Quando há uma calvície muito avançada, essas técnicas podem ser associadas, compondo a chamada técnica combinada.

13) Pelos corporais podem ser usados no transplante capilar? Eles se transformam em cabelos depois de transplantados?

Pelos do corpo não se transformam em cabelo se transplantados, a grande diferença do pelo e do cabelo, é quanto eles crescem, este cresce muitos centímetros, a uma taxa de 1 a 1,5cm por mês, e pode atingir 40cm ou mais, já aquele cresce pouco, ocasionalmente 1 ou 2 cm, movendo-o para a cabeça pode até crescer um pouco mais que isso, mas não vai virar cabelo, e não tem a mesma capacidade de dar volume da do cabelo. Mas, eventualmente, pode-se transplantar para a cabeça pelos de algumas áreas, por exemplo, do tórax ou do abdômen, mas essas não são áreas doadoras de excelência para o transplante capilar, a melhor, fora a do próprio cabelo, é a da barba, principalmente a do pescoço, em que se consegue transplantar cerca de 1000 a 1200 unidades foliculares, com pelos grossos e que crescem bastante. Trata-se de um recurso muito útil, mas não para transplantar para a área frontal do couro cabeludo, na linha de desenho do cabelo, mas para transplantar para o vértex, principalmente se a pessoa já fez transplante e não tem mais área doadora, a barba é ótima opção para até 1200 folículos adicionais.

14) Pode-se usar cabelo de outra pessoa, por exemplo, da esposa ou do filho?

Não, pois o código genético é diferente, e o cabelo transplantado será rejeitado e não nascerá. Para evitar rejeição, que pode ocorrer, por exemplo, em transplante hepático ou renal, utiliza-se uma droga imunossupressora, que pode gerar uma série de complicações, como comprometimento hepático ou renal e maior tendência ao desenvolvimento de câncer (pois ela baixa a defesa do organismo), esse é um risco válido se a questão é de vida ou morte, por exemplo, ter fígado ou não, ter rim ou não, mas para fins estéticos, não é salutar correr um risco desses.

Artigo anteriorAlopecia: o que fazer?
Próximo artigoQueda de cabelo por deficiência de minerais
CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).