Dormir pouco

Funções do sono

Pensa-se que a única função do sono é promover descanso, contudo trata-se de um momento de intensas alterações metabólicas. O hormônio do crescimento, por exemplo, é liberado somente durante o sono.

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Redução da quantidade de sono

Principalmente nas últimas décadas, vem ocorrendo uma drástica redução do tempo total de sono em relação ao dos nossos antepassados.

Um estudo americano de 1998, que determinou o número médio de horas de sono da população estadunidense, foi refeito em 2007 e, nesse pequeno intervalo, constatou-se uma redução próxima de 20% do tempo total de sono.

Atualmente, o tempo médio de sono dos alunos de graduação durante a semana é de quase seis horas. Isso é muito aquém do que se preconiza como ideal e saudável, que seriam aproximadamente oito horas.

Prejuízos causados pelo sono limitado

Queda da expectativa de vida

Estudos com diferentes populações, como a asiática, a norte-americana e a europeia, apuraram que pessoas que dormem pouco têm uma expectativa de vida inferior às demais. Esse mecanismo é semelhante ao da pressão arterial, que, quanto maior for, menor será essa expectativa.

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Sonolência diurna

O sono reduzido pode provocar vários sintomas, entre os quais o mais frequente é a excessiva sonolência diurna. Nesse estado, a pessoa não consegue assistir a um filme completo, numa reunião só permanece atenta nos primeiros dez ou quinze minutos e, na escola, apenas obtém algum aprendizado na primeira e segunda aulas.

Desenvolvimento de doenças psiquiátricas

O tempo total de sono também se relaciona a doenças psiquiátricas. Quem dorme pouco tem maior probabilidade de desenvolver transtornos de humor e ansiedade, ou seja, é mais propenso a ter depressão ou síndrome do pânico.

Comprometimento do desempenho cognitivo

A redução do tempo total de sono associa-se também ao desempenho cognitivo. Boa memória depende de boa quantidade e boa qualidade de sono.

É possível dormir pouco e sentir-se bem?

Varia o tempo total de sono da população. O número ideal de horas, seria próximo de oito, entretanto há pessoas que precisam de nove ou dez, enquanto outras, de sete a quatro.

Há quem dorme menos de seis horas por dia e sente-se bem, mas são casos raros. A maioria que consegue atingir esse índice sem sofrer prejuízo compõe-se de jovens relativamente adaptados ao meio em que vivem e com maior capacidade de lidar com a privação do sono, o que normalmente não ocorre depois que atingem a idade adulta. Todavia ou após passar a juventude ou por piorar essa adaptação ao meio, eles poderão ter prejuízos. O tempo demonstrará que a maior parte das pessoas que acredita ser dormidor curto não o é.

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CRM: 70468. Residência médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (2011-2014). Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (2004-2010). Especialização em Fellowship em Cirurgia Otorrinolaringológica pelo Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (2014-2015). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Adventista de Manaus (2015-atual). Médica Otorrinolaringologista da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (2016-atual). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Universitário Getúlio Vargas (2016-atual). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Iranduba (2010-2011). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Itacoatiara (2010).