Doenças que causam queda de cabelo

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Quais doenças causam queda de cabelo?

O eflúvio telógeno é uma queda difusa de aproximadamente 400 a 500 fios ao dia. Ocorre depois de 3 meses de algum evento desencadeador, como fatores emocionais, estresse, anemia, dieta restritiva, parto, realização de algumas cirurgias e administração de determinadas medicações, alterações hormonais, febre alta ou doença grave como dengue, chikungunya e a transmitida pelo zika vírus.

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Há relatos de um caso de dengue em que a queda diária chegou a 3.000 fios ao dia. Não foi feito nenhum tratamento capilar para essa paciente, e ela teve uma recuperação completa depois de 4 meses.

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Relação entre queda de cabelo e problemas na tireoide

Muitos descobrem que tem problemas na tireoide pela queda de cabelo, quando vão ao médico e fazem exames.

É comum as pessoas dizerem que têm tireoide, mas isso todos têm. O hormônio tireoidiano é importante, pois age em várias partes do corpo.

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O hipotireoidismo é a falta de hormônio da tireoide, e o hipertireoidismo é o excesso dele. O primeiro é muito mais comum, principalmente nas mulheres, deixa as unhas fracas e a pele mais ressecada. Ambos podem causar queda de cabelo e deixá-lo mais fraco e quebradiço.

Muitas cápsulas vendidas para tratar a queda de cabelo não suprem a falta de hormônio da tireoide.

A queda de cabelo é um sintoma que deve ser investigado com médico, pois é indicativo de mais de 65 tipos de doenças, como ovários policísticos.

Tricotilomania

A tricotilomania, distúrbio em que a pessoa – principalmente quando sozinha, por exemplo, ao assistir TV –, arranca os próprio fios de cabelo desde a raiz ou pelos em outras regiões do corpo, afeta até 4% da população, e pode estar relacionada à estresse, depressão e ansiedade excessiva. É uma doença com predominância quatro vezes maior nas mulheres.

O fato de arrancar os cabelos e lesar o couro cabeludo ou a pele prejudica o folículo piloso e faz com os pelos fiquem mais finos e mais fracos – como acontece em senhoras que retiram muito as sobrancelhas, deixando-as bem finas – ou não nasçam mais.

Tricofagia

Existe uma variante desse problema, chamada tricofagia, em que a pessoa, além de arrancar, ingere o fio, que vai para o estômago e pode causar grave obstrução intestinal ou de estômago, um contratempo que muitas vezes necessita de cirurgia.

Tratamento

A tricotilomania deve ser acompanhada de perto por um psiquiatra, que investigará a origem dela. O tratamento conjunto com psiquiatra e psicólogo é positivo para reduzir a ansiedade e a depressão. Em alguns casos, pode ser necessário transplante capilar para corrigir as falhas do couro cabeludo, pois na região ocorre alopecia cicatricial.

Cosméticos para o cabelo

Existem vários tipos de argila (verde, branca, preta, etc.) e cada uma tem sua função, por exemplo, controlar o excesso de oleosidade do couro cabeludo.

O óleo expelido pela glândula sebácea é ácido e, em excesso, irrita a pele, causando efeito semelhante ao da escova progressiva ácida, que pode irritar e descamar a pele, favorecendo a formação de dermatite seborreica e outras patologias que acometem o couro cabeludo.

Existem pústulas e patologias que acometem o couro cabeludo devido a fungos e bactérias. Os óleos essenciais são bactericidas, fungicidas, adstringentes, calmantes e também vasodilatadores. São ferramentas que auxiliam na recuperação do couro cabeludo, e podem ser utilizados também para a haste capilar.

Desenvolvimentos em tricologia na indústria farmacêutica

A indústria farmacêutica desenvolve ativos que também são utilizados para combater a queda de cabelo, como finasterida, dutasterida, minoxidil, avicis e espironolactona.

A finasterida (mais utilizada por homens) foi desenvolvida para tratar tumores benignos na próstata e o minoxidil e a espironolactona (mais usada por mulheres) para tratar a pressão alta.

A ação secundária desses medicamentos em relação ao bulbo capilar, ao crescimento de cabelo e a reposição de fios perdidos, foi analisada e começou-se a desenvolver pesquisa focada nessa área. Hoje, são mais utilizados para os cabelos do que para o que foram criados.

O minoxidil é um vasodilatador que, aplicado no couro cabeludo, dilata a papila dérmica, a matriz capilar e o folículo piloso, que assim recebem mais sangue e, consequentemente, mais nutrientes. Assim, o cabelo tem mais força para crescer e se renovar.

As pessoas têm, no corpo, a testosterona – o homem em quantidade maior, e as mulheres em menor –, nos homens, ela é produzida também pelas glândulas suprarrenais, e confere características masculinizantes, como aumento da musculatura e engrossamento da voz.

A enzima 5-alfa redutase converte a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), que gera a calvície. A finasterida, o avicis e a dutasterida inibem a 5-alfa redutase e diminuem a queda de cabelo.

Desenvolvimento de tecnologia em tricologia

Muitas empresas de equipamentos tecnológicos que trabalham com a tricologia também investem em ferramentas, como o laser de baixa potência, o aparelho de alta frequência, microcorrentes, microagulhamento, entre outras.

Alopecia areata (pelada)

Existem pessoas que têm áreas calvas arredondadas, como moedas, por exemplo, no couro cabeludo ou na barba. É a chamada alopecia areata, ou pelada, uma doença autoimune – que pode ser agravada por estresse – em que o próprio organismo se manifesta provocando queda capilar. Há casos de pais que se separaram e a alopecia areata da criança piorou, às vezes ela aparece associada a vitiligo ou a doença celíaca.

Às vezes se perde todos os pelos do corpo: é a chamada alopecia areata universal, que pode se iniciar com pequenas falhas no couro cabeludo e na barba.

Deficiências nutricionais e anemia

Os cabelos também podem cair por conta de deficiências nutricionais, como adoção de dietas não balanceadas, com pouca proteína, por exemplo, sem feijão ou carnes. A diminuição da ferretina e do ferro (anemia) também pode levar à queda capilar.

A averiguação clínica e laboratorial, com exames de sangue e hormonais, é fundamental. Muitas vezes somente a ferritina está baixa, porque a mulher menstrua muito. Porém, há casos de miomas diagnosticados a partir de queixas de queda de cabelo, já que muitos deles causam sangramentos intensos, diminuem o ferro e a ferritina e a manifestação é a perda capilar, apesar de haver um problema mais sério na mulher.

Alopecia fibrosante

Existe um tipo de perda de cabelo cicatricial e causada por doença inflamatória que afeta apenas a região central da cabeça, na franja, aumentando a fronte. Essa é a alopecia frontal fibrosante, que no passado não era muito conhecida, e hoje tem cada vez mais novos diagnósticos. Ainda não se sabe muito sobre a a causa dela, mas que está ligada também ao estilo de vida e hábitos de saúde.

Nos casos de alopecia fibrosante, é necessário fazer uma biópsia para determinar se os folículos estão vivos e não criar expectativa no paciente de que ele irá repilar. Dependendo da fibrose, muitas vezes o cabelo não volta. É possível fazer infiltrações com corticoides, assim como na alopecia areata.

Tratamento com LED

O tratamento com LED tem várias indicações, podendo ser para o cabelo ou para a face. Para o primeiro há comprovação científica, principalmente para a alopecia androgenética.

É um tratamento indolor e com custo acessível, que pode ser realizado ambulatorialmente ou em casa – quando o paciente não tem condições de ir à clínica, porém, o resultado é diferente.

Hoje existem bonés de LED, mas com apenas um tipo de luz (a vermelha). Na clínica, utiliza-se um aparelho maior, mais potente, com mais de 700 lâmpadas e três tipos de luz: vermelha, azul e infravermelha.

Quando há descontrole hormonal e o estresse aumenta a queda, o paciente precisa de cuidados específicos para reequilibrar os hormônios. O tratamento varia, quando é hormonal, se necessário o dermatologista solicita auxílio de um endocrinologista ou ginecologista. Na maioria das vezes faz se um controle hormonal por meio de medicamento oral (em cápsulas) associado a outros tratamentos realizados na clínica.

Tratamento com mesoterapia

Em alguns tipos de queda de cabelo, para evitar a perda aguda dos fios e estimular o crescimento de novos, pode-se realizar a mesoterapia – em que se aplica nutrientes diluídos (estéreis) diretamente no couro cabeludo.

Alguns pacientes reclamam de dor, porque são feitas microperfurações (mesmo que a agulha seja pequena). Para diminuir a dor, utiliza-se um aparelho vibrador que substitui a sensação do perfurar pela do vibrar.

Hipnose

O inconsciente aprende de duas maneiras: por emoção e repetição. Quando o cabelo está caindo, a pessoa reforça no emocional uma coisa ruim, e por isso é necessário reprogramá-lo. A hipnose relaxa e tira o foco da queda de cabelo.

Em algumas situações, pacientes procuram tratamentos psiquiátricos com medicamentos, que podem ter como efeito colateral a queda de cabelo.

Alopecia androgenética

Na alopecia androgenética, a pessoa tem uma carga genética – que pode vir tanto da mãe quanto do pai – que determina a calvície, e os hormônios masculinos do organismo (em menor quantidade na mulher) participam desse processo, e em determinado momento o cabelo começa a sofrer, porém, mesmo nesse caso é possível dar sobrevida aos cabelos do paciente.

Progressivamente, o fio miniaturiza, fica mais fino. Nesse momento poucos se preocupam, pois o cabelo perde volume e até fica um pouco mais bonito. Em seguida, ele cai, porém repila, por isso a pessoa não percebe. Em algum momento, o cabelo que cai não é reestimulado da forma correta e surgem as famosas entradas nos homens e rarefação no topo da cabeça das mulheres, o que deixa o couro cabeludo mais à mostra – o padrão de calvície masculina geralmente difere do da feminina.

Se não buscar auxílio médico para tratar o problema, pode ocorrer fibrose no folículo piloso, impossibilitando a recuperação dele mesmo com tratamentos clínicos. Existem opções, como o implante capilar, que podem ser usadas para disfarçar e corrigir o problema.

Há relatos de uma mulher que passou por uma mudança profissional estressante, tinha síndrome do ovário policístico e por isso teve que passar um tempo sem a pílula, e nesse meio tempo teve uma queda aumentada dos cabelos.

A alopecia androgenética, em pior grau inicia em jovens (18, 19 anos), e nos homens evolui com a perda de cabelo nas entradas até o topo da cabeça, deixando somente fios na região occipital e nas têmporas, isso porque a origem embrionária das células do topo e atrás da cabeça são menos sensíveis à ação da testosterona.

Mulheres também podem ter alopecia androgenética, porém, é muito difícil elas ficarem carecas, algo frequente nos homens.

Nesse tipo de perda de cabelo, a dosagem do hormônio muitas vezes não está alterada em quantidade, mas existe uma sensibilidade maior do corpo a ele.

Em muitas mulheres, o cabelo nas regiões frontal e parietal fica rarefeito, com pequenos fios parecidos com ramos de uma árvore de natal. Isso piora após a menopausa, por isso é comum senhoras de idade com rarefação capilar no topo da cabeça.

A mulher repara que, ao prendê-lo, o cabelo, está mais fino e mais ralo. Para isso há tratamento, como com comprimidos e injeção no couro cabeludo.

Pode-se utilizar a finasterida, e também loções para retardar o afinamento dos fios. Também pode-se utilizar minoxidil. Existem vários ativos manipulados ou comprados prontos (muitas vezes sendo necessário receita médica).

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).