Doenças do colágeno

Dermatose papulosa

Verrugas na área do pescoço, para as quais há tratamento, devem-se à dermatose papulosa, de tendência genética, não causada por excesso ou falta de colágeno.

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Relação entre a dermatomiosite

A dermatomiosite, inflamação da pele e do músculo, apresenta-se sob vários tipos, dos mais leves aos mais graves, e deve-se ao colágeno, que está no músculo, tendão, na cartilagem, fibra, nos vasos e nas artérias. Em média, há 25% dele, proteína estrutural, no corpo (a que existe em maior quantidade).

Ligação entre colágeno e doenças raras

A célula tem um DNA para fabricar a sequência de aminoácidos e uni-los com substâncias exógenas, como vitaminas e a própria alimentação.

Certos indivíduos nascem com mutações genéticas ou para confeccionar essa sequência correta dos aminoácidos ou para ligá-los pela ativação enzimática, ou seja, exibem falhas na produção de determinados colágenos.

O colágeno tipo 1, o mais abundante no corpo, quando falta, acarreta sérios transtornos sistêmicos. Certa enfermidade famosa, popularmente conhecida como ossos de vidro ou ossos de cristal, na verdade, osteogenesis imperfecta, mostra bem isso. A pessoa acometida por ela pode ter morte prematura ainda no útero materno em razão de todos os ossos se quebrarem, ou nascer e apresentar, de acordo com a gravidade, múltiplas fraturas muito cedo, às vezes só por se virar no berço. É interessante notar que, quando uma mãe chega ao ambulatório com essa criança completamente partida, até se suspeita de maus tratos infantis e se pensa em instaurar processo de violência contra ela. Mas trata-se de problema genético que vai acompanhar esse cidadão até o fim da vida e não tem tratamento. Ele tem cognição perfeita, mas estrutura óssea inteiramente modificada, o que, dependendo do grau, possibilita vida mais, ou menos, normal.

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Desse mal, muito disseminado, há, no mundo, um único caso em que uma mulher conseguiu dar à luz três filhos dos quais, um herdou a osteogenesis imperfecta, o que evidencia que a estrutura do corpo fica completamente comprometida sem a presença de colágeno.

Outras doenças relacionadas ao colágeno

Lúpus, várias vasculites, disfunções oculares (olho seco, sem lágrima), artrite reumatoide, artrose, etc. são doenças colagenosas, que resultam da falta dessa proteína.

A artrite destrói a camada de colágeno e provoca muita dor nas articulações. Perde-se a estrutura entre os ossos, reduz-se a cartilagem porque não há colágeno para mantê-la, e há, inclusive, desvios dos dedos, que podem mesmo encavalar. Doença autoimune, já vem com codificação pronta. Prevenir é diminuir o impacto sobre essas articulações.

Atualmente, algumas substâncias no mercado ajudam a minorar os danos, mas não 100%. Ingerir suplementos de colágeno também pode ajudar, todavia não resolve completamente a questão.

Outras medidas, como consumir alimentação não tão intoxicante, com mais antioxidantes, auxiliam, porque essa inflamação decorre de metabolização da gordura, da elabora de substância extremamente inflamatória que agrava o quadro. Gordura saturada, frituras e muito açúcar causarão piora na qualidade de vida desse paciente.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).