Diagnóstico da queda de cabelo

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Como diagnosticar a queda de cabelo

Queixas sobre queda de cabelo são cada vez mais frequentes nos consultórios dermatológicos, especialmente porque as mulheres que sofrem com esse mal temem ficar carecas.

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Não é fácil identificar e classificar uma queda de cabelo patológica. Os dermatologistas se deparam muito com pseudoquedas: pacientes que pensam estar com uma queda aumentada dos fios. Isso é favorecido por alguns fatores, como cabelos longos e escuros que têm maior contraste quando caem no chão.

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Em pessoas que têm muito cabelo, pode cair mais de 60 fios por dia, em quem tem menos, 50 a 60 fios. A maioria dos cabelos que caem são repostos dentro do ciclo capilar.

Para o diagnóstico, primeiro determina-se há quanto tempo o cabelo está caindo mais que o normal, e verifica-se se existe algum fator causal da queda que antecedeu-a cerca de três meses.

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A tricoscopia é um exame com luz polarizada do couro cabeludo e do fio, que aumenta 10 a 50 vezes o que seria possível ver a olho nu. Existem também outros recursos a recorrer, como biopsia, tricograma ou tricoscan, que analisam o ciclo capilar.

Principais causas de queda de cabelo

Antes do tratamento, deve-se ter um diagnóstico. Nem toda queda de cabelo é igual, existem diversas causas, e duas mais comuns e importantes. A primeira é o eflúvio telógeno, uma alteração do ciclo capilar, na qual um cabelo que deveria estar na fase de crescimento, abruptamente entra na de queda e, três meses depois, cai, independentemente do que o paciente faça.

O tratamento depende do fator causador da queda, alguns são pontuais e reversíveis, como perda de peso em excesso, e outros necessitam de intervenção para que parem de ocorrer.

A segunda causa de queda aumentada de fios é a alopecia androgenética, a calvície.

Queda de cabelo por estresse

Segundo evidências científicas, o estresse cotidiano não faz cair cabelo. A perda de um parente ou uma situação muito traumática (como um sequestro), que às vezes necessita de acompanhamento psiquiátrico, são consideradas suficientes para favorecer a queda de cabelo.

Alopecia frontal fibrosante

Na alopecia frontal fibrosante o pelo é atacado e em seu lugar se forma uma cicatriz, e ali não nasce mais pelos, é, portanto, uma queda irreversível, e todos os pelos do corpo podem ser acometidos por ela, inclusive os do couro cabeludo.

A queda de cabelo pode ser provocada por estresse, mudanças hormonais e muitos outros fatores.

Mulheres que alisam e pintam os cabelos, após a menopausa, tendem a ficar com os fios ainda mais danificados e em menor quantidade. O estresse também interfere na qualidade do cabelo.

Ciclo capilar

85% dos fios do couro cabeludo estão na fase anágena, de crescimento, que dura anos. Se a pessoa não pegar uma pinça e puxar esse cabelo, ele não cairá.

Existe uma fase transitória, em que o cabelo se prepara para cair,  a catágena, que dura cerca de duas semanas.

15% dos fios se encontram na fase telógena, de queda, em que o cabelo já completou o ciclo e cai, e um novo fio dá lugar a ele e inicia uma nova fase anágena.

Quando procurar um dermatologista

Quem suspeitar que está perdendo cabelos de forma aumentada, deve procurar um dermatologista, que irá fazer perguntas para orientar o diagnóstico e definir uma conduta de tratamento – se é realmente necessário intervir e a forma como isso deve ser feito, ou informar que a queda capilar do paciente reverterá espontaneamente.

Resposta ao tratamento

Considerando que o cabelo cresce, em média, 1 cm por mês, só é possível observar resultados iniciais do tratamento 3 meses depois do início dele, pois haverá uma haste capilar com comprimento de cerca de 3 cm.

O que é tricograma?

Tricograma é um exame normalmente realizado por um médico dermatologista tricologista, em que são arrancados cerca de 10 a 20 fios de cabelo com uma pinça específica, e analisados em microscópio para se determinar a porcentagem deles na fase anágena (de crescimento), na catágena (de repouso) ou na telógena (de queda). A proporção deles nas respectivas fases diagnostica se a pessoa está tendo queda aguda de cabelo.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).