Diabetes e mau hálito

Diabetes tipo 1 e mau hálito

O diabético do tipo 1 não consegue utilizar a glicose como fonte de energia. O organismo dele não produz insulina, que é o hormônio responsável por levar a glicose até as células. A glicose dele se acumula, e é daí que vem a doença.

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O diabético usa a gordura como fonte de energia. Por isso, todo diabético é bem magro, e quase não tem tecido adiposo. A gordura (os ácidos graxos) é metabolizada em três substâncias, chamadas corpos cetônicos.

Essas substâncias são voláteis (ou seja, elas evaporam), e podem ser percebidas no hálito do diabético. Essas substâncias são a acetona, o acetoacetato e a beta-hidroxibutirato. Essas substâncias são resultado do metabolismo dos ácidos graxos no fígado do paciente com diabetes. Elas evaporam e têm um cheiro desagradável.

Portanto, o “mau hálito” não é causado por um descuido do paciente, mas por fatores que ele não pode evitar, pois são uma consequência da doença.

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CRM: 124205. Doutorado em andamento em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Clínica Médica pelo Hospital Geral de Pedreira. Aperfeiçoamento em Medicina Tropical (Hanseníase) pela Universidade Federal de Alagoas (2006). Graduação em Medicina pela Universidad de Montemorelos (1997-2005). Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2013). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Carapicuíba (2013-atual). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Cotia (2007-2016). Médica do Programa Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Vargem Grande Paulista (2006-2007).