Diabetes e álcool

Consumo de bebida alcoólica por diabéticos

Para um diabético, o álcool aumenta muito a glicemia.

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Durante o uso de bebida alcoólica a função do corpo de garantir a liberação de glicose em jejum (longos períodos sem comer) é prejudicada, pois é como se o corpo estivesse trabalhando para limpar o organismo dessa bebida alcoólica e não conseguisse executar a liberação de glicose.

Assim, as chances de uma pessoa com diabetes entrar em hiperglicemia junto com o uso de bebida alcoólica são muito grandes. Por isso, o paciente com diabetes deve adequar o tipo de bebida alcoólica, a quantidade e a frequência, e o consumo deve sempre ser feito junto com uma oferta de comida para garantir que a glicose esteja sendo suprida na alimentação, evitando a queda drástica da glicose durante o consumo.

O diabético não deve deixar de tomar a medicação para diabetes ou de comer quando vai beber. Ele deve ter bom senso e monitorar como aquela bebida se comportou no organismo. Quem tem o recurso de fazer o exame de ponta de dedo deve verificar como ficou o controle da glicemia naquele dia, e fazer mais vezes – por exemplo, antes de tomar e duas horas após beber, até mesmo para entender como o corpo reagiu.

Não existe uma regra propriamente dita para ser seguida no consumo de bebida alcoólica, pois cada organismo reage de uma forma. O autoconhecimento é a melhor ferramenta para o paciente entender os limites do seu próprio consumo de álcool.

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Há relatos de uma pessoa diabética que tomou mais que uma lata de cerveja e achou que estava bêbada, mas, no teste de destro, verificou-se que ela estava com hipoglicemia.  Os sintomas se confundem – por exemplo, na hipoglicemia a pessoa pode ter alteração de comportamento.

O coma alcoólico acontece porque a pessoa tem uma hipoglicemia severa.

É importante que a pessoa carregue um “melzinho” com ela, tenha glucagon em casa e monitore a glicemia mais vezes para evitar chegar a uma hipoglicemia.

O tratamento da diabetes é individualizado.

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CRM: 124205. Doutorado em andamento em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Clínica Médica pelo Hospital Geral de Pedreira. Aperfeiçoamento em Medicina Tropical (Hanseníase) pela Universidade Federal de Alagoas (2006). Graduação em Medicina pela Universidad de Montemorelos (1997-2005). Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2013). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Carapicuíba (2013-atual). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Cotia (2007-2016). Médica do Programa Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Vargem Grande Paulista (2006-2007).