Cravos

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Características dos cravos na pele do rosto

Os cravos são aqueles pontinhos pretos que ficam na ponta do nariz, que algumas pessoas gostam de apertar.

Os cravos são acúmulos de queratina, óleo e sebo que o poro produz. Algumas regiões da pele ficam mais características desse tipo de lesão. De cada poro, inclusive do rosto, sai um micro pelo – os seres humanos têm em torno de 100 milhões de poros no corpo todo, porém no rosto se produz mais oleosidade e mais sebo. Aquele poro vai produzindo oleosidade, produzindo sebo, e em determinado momento fica “entupido”. O contato com o oxigênio no ar acaba oxidando aquele sebo e aquele óleo, tornando-o de cor preta e formando aqueles pontinhos pretos (chamados de blackheads no inglês).

Os cravos não são sinal de falta de higiene. Uma pessoa ter bastante cravos não quer dizer que ela não lave o rosto, seja suja ou não tome banho, é uma característica da pessoa ter aquelas lesões.

Não se deve apertar ou espremer os cravos, pois pode-se gerar uma inflamação, causando manchas ou até cicatrizes.

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A masturbação não tem relação com o surgimento de cravos e espinhas, uma dúvida comum entre os adolescentes.

Os cravos são uma condição da pele da pessoa, que tem a característica de fazer essas lesões e sempre terá. Não um jeito de acabar com os cravos para sempre, mas existem tratamentos que a pessoa terá que manter. A maior parte das coisas da pele é assim, deve-se sempre manter.

Uso de ácidos no combate aos cravos

A primeira dica para combater os cravos é o uso de ácido salicílico, que pode ser encontrado em algumas apresentações prescritas pelo médico ou na forma de sabonetes. Existem vários sabonetes hoje em dia no mercado que já possuem o ácido salicílico na sua composição. O ácido salicílico penetra na região do cravo e faz uma limpeza por dentro, ajudando a prevenir esse problema.

Outra dica é o uso de ácido retinóico, um medicamento que deve ser prescrito com receita pelo médico e não deve ser usado por conta própria. O ácido retinóico aumenta a proliferação da pele, fazendo com que aquele poro obstruído leve o sebo e a oleosidade para fora, melhorando a aparência do cravo. Esse tratamento irá ajudar a melhorar a aparência do cravo, dando uma aparência de poros mais fechados, mas a manutenção é sempre necessária. Cessado o tratamento, os cravos acabam voltando.

Fitas removedoras

A mesma coisa quando se utiliza as fitas removedoras. Hoje existem fitas que a pessoa prende no nariz, deixa alguns minutos e depois remove, e os cravos saem todos. Não é um tratamento definitivo, é um tratamento que deve ser feito continuadamente.

Quando uma pessoa corta o cabelo, depois ele volta a crescer. A mesma coisa com os cravos: pode-se utilizar ácidos que irão remover aquela lesão e, com o passar do tempo, ela volta a crescer.

O ácido retinóico pode ser utilizado em casa na forma de creme.

Peeling

O médico também pode usar esses ácidos em forma de peeling no consultório. Existe peeling de ácido salicílico, peeling de ácido retinóico, solução de jessner e outras combinações que podem ser feitas pelo médico. O peeling é um bom método, que deixa a pele bem lisa, sem os cravos e bem bonita. Deve-se perguntar a um médico sobre esse tratamento que é bastante eficaz.

Associação com acne

Se a pessoa tem problema de cravos e tem acne, é interessante procurar um médico para fazer uso de medicações para acne. No caso das mulheres que têm um excesso de produção de sebo e de oleosidade, pode-se verificar o uso de anticoncepcionais que podem controlar esse nível hormonal, ou espironolactona que também faz o bloqueio dos hormônios androgênicos e reduz a oleosidade da pele.

Em casos mais severos, quando a pessoa tem bastante cravos, bastante espinhas e cistos, acnes que causam cicatrizes, pode-se procurar um médico para fazer uso da isotretinoína (de nome comercial mais comum Roacutan). Nesses casos, só a medicação agindo de dentro para fora irá surtir efeito.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).