CPAP

Definição do tratamento com CPAP

CPAP é a sigla inglesa para Continuous Positive Airway Pressure, ou seja, Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas. Trata-se de um artefato que libera fluxo de ar contínuo para o aparelho respiratório para evitar a apneia do sono.

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A severidade da doença não se relaciona diretamente à pressão necessária para o ar entrar, mas depende da capacidade de resposta da musculatura.

A fim de se saber se é preciso utilizar o CPAP, os pacientes devem fazer uma polissonografia, exame que diagnostica o grau da apneia (moderado a grave). Em seguida, recomenda-se que eles usem o CPAP e, depois, realizem nova polissonografia para titular a ventilação noturna. Só então um médico pode prescrever o tratamento com o CPAP.

Componentes do CPAP

O CPAP consiste de um gerador de fluxo, que  envia o ar para as vias respiratórias, de um tubo, que conduz o ar até a máscara, e de um cabo de energia elétrica.

O equipamento tem vida útil longa, mas a máscara sofre desgaste e é preciso substituí-la, em média, anualmente. Ele visa a desobstruir as vias aéreas e fazer com que aumente a passagem do ar, que ele impulsiona para essas vias.

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Os tipos de CPAP

Diferentes CPAP exercem funções distintas, mas toda a parte externa dos aparelhos (chamada de caixa) são iguais.

1) Convencional

Ocasiona pressão única e propicia apenas a entrada do ar e a abertura das vias aéreas.

2) Com cartão

É o equipamento  que  emite relatório impresso com a finalidade de se acompanhar as ocorrências respiratórias, o índice de eventos residuais, a quantidade de vazamentos e o número de  horas que se usaram à noite.

3) Com duas pressões

Esse modelo possui uma pressão inspiratória e outra expiratória e destina-se a pacientes portadores de outras doenças, principalmente se do aparelho respiratório.

4) Com conforto

Entre o comum e o que propicia nível de pressão alterada, situa-se o CPAP “com conforto”. Durante a inspiração, quando há uma pressão mais forte, ele expede uma única e a expiração vem acompanhada de um alívio de até três pontos.

Aparelho umidificador

É possível acoplar-se ao CPAP um umidificador para pacientes que apresentem ressecamento muito acentuado em decorrência da entrada do ar.

Esse acessório, que compreende um recipiente para água, coloca-se em outro, cuja base elétrica é aquecida. Apesar de maior, o aparelho inteiro suscita uma sensação mais agradável.

Modelos de máscara CPAP

Não só o modelo e a função do equipamento são importantes. É preciso atentar à máscara, que se sobreporá diretamente ao rosto do paciente. Há três modelos:

1) Nasal

Para esse tipo, resistente a qualquer pressão, é importante que o paciente possua boas vias aéreas, porque todo o fluxo de ar chegará a ele por meio dela.

Essa categoria se apresenta em diferentes modelos, tamanhos e materiais, porém todas funcionam da mesma forma. O ideal para conhecer a que melhor se adapta ao usuário é ele as provar para, mais tarde, não precisar trocá-la. Não é aconselhável, por exemplo, escolher uma máscara grande quando se tem nariz muito pequeno, ou vice-versa.

2) Para baixa pressão

A máscara nasal sustém da pressão mais comum a 16 e 17, inclusive casos específicos de pacientes com ventilação superior a isso. Há uma outra, que se conserva apenas dentro da narina e deixa todo o rosto livre, o que leva à redução do vazamento e funciona muito bem até a pressão 12.

Contudo, embora essa seja bem mais delicada, é necessário levar em consideração a opinião do paciente no momento da escolha.

3) Oronasal

Essa também atende a qualquer pressão, mas adverte-se que a recomendem apenas para quem tenha o nariz obstruído. É ampla, feita de silicone e abrange o nariz e a boca, o que permite ao paciente respirar apenas pela última.

Adaptação

No começo, esse mecanismo pode ser incômodo, porém, se se retirar a máscara, perde-se a proteção durante a noite.

O sono é formado por fases. Quanto mais relaxado e profundo ele for, maior será o risco do indivíduo, portanto o ideal é que se use o CPAP a noite inteira.

Os modelos dele e as possibilidades de tratamento apresentam-se ao paciente, levando em conta a pressão já prescrita por um médico, após a polissonografia.

Então, escolhe-se, por meio de um teste de cerca de 30 minutos, uma máscara adequada para o indivíduo que, se se adaptar a ela, a usará por aproximadamente quinze dias.

Quando retorna, o paciente informa sobre os efeitos colaterais e a dificuldade de adesão. Isso e a leitura do relatório emitido pelo equipamento permitem avaliar-lhe o uso.

Nesse momento, prescreve-se o modelo da máscara e, após a compra, solicita-se ao paciente que volte depois de um mês. Nesse período, ele passou por todas as dificuldades e está mais alerta relativamente às orientações.

Depois do primeiro retorno, se bem adaptado ao tratamento, o especialista pede que ele regresse após seis meses para constatar se houve melhora. A partir daí, o acompanhamento ocorre uma vez por ano.

Como escolher o CPAP

A marca do CPAP é indiferente, já que são muito semelhantes, mas um fator muito importante ao definir se qual deles empregar é descobrir se o paciente precisa ou não do recurso com “conforto”. Se está conseguindo utilizar bem o artefato, ele não precisa necessariamente de um cartão, ainda que, em muitos casos, isso possibilite ao médico acompanhar o andamento da terapia noite após noite. Em contrapartida, pelo custo mais elevado desse tipo, a versão convencional pode ser mais interessante.

Há também a seguinte questão: quanto maior for a quantidade de ar que deve ir para as vias aéreas, maior será o desconforto. Nesses casos, é melhor optar por um CPAP que ajude o paciente a respirar melhor.

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CRM: 70468. Residência médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (2011-2014). Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (2004-2010). Especialização em Fellowship em Cirurgia Otorrinolaringológica pelo Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (2014-2015). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Adventista de Manaus (2015-atual). Médica Otorrinolaringologista da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (2016-atual). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Universitário Getúlio Vargas (2016-atual). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Iranduba (2010-2011). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Itacoatiara (2010).