Como tirar marcas de espinhas

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Como tratar cicatrizes de acne

O grande problema da acne são as cicatrizes. Quanto mais inflamatória e manipulada (hábito comum na adolescência) ela for, pior será a cicatrização e maiores os riscos de marcas. Isso varia com a genética e a constituição de pele de cada um. Há pacientes que tiveram muitas espinhas e não ficaram com cicatrizes, mas, em outros, cada espinha que se fecha deixa uma marca avermelhada ou marrom ou pequenos furos profundos.

Depois de se controlar a acne é que se deve buscar eliminar as manchas e cicatrizes oriundas dela. Cada grau de sequela tem um tratamento específico. Em alguns tipos de cicatrizes, aconselha-se o preenchimento, na verdade uma gelatina que suspende a retração da pele e que, se temporária, é necessário reaplicar após um ano. Outras formas são peeling, cirurgias de lixamento e lasers mais agressivos (ideais para peles bastante danificadas).

Embora alguns peelings ajudem a amenizar essas marcas, o laser, que acarreta leve queimadura intencional para estimular a cicatrização, é o mais indicado para isso, como o de CO2 fracionado, com uma sessão por mês ou uma a cada dois. Três a seis aplicações já melhoram o aspecto, contudo é difícil recuperar totalmente uma pele com cicatrizes de acne.

Porém de nada adiantam esses procedimentos se não se cuidar adequadamente da pele: os cravos vão acumular-se, estimulados hormonalmente, e transformar-se em espinhas amarelas. A limpeza da pele é fundamental, o que é muito diferente de se espremerem espinhas em casa. Ademais, há filtros solares apropriados para não piorar esse distúrbio.

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Isotretinoína não elimina cicatrizes

A isotretinoína elimina apenas a acne ativa, não as cicatrizes decorrentes dela. Se o indivíduo for propenso a desenvolvê-las, deve passar por outras terapêuticas.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).